# Professores
Nem sabia que ele era sócio. Só dele ser um dos professores já era o suficiente pra eu nem dar engajamento mais.
Eu assistia umas lives deles, e tem outros professores bem fascistinhas. Rapidinho parei de assistir. Pra quem assistia só Qconcursos, achei bem bizarro.
October 6, 2026 at 10:45 PM
🎓 10ª Jornada Digital da Educação: evento online e gratuito sobre IA para professores dos Anos Finais. De 19 a 21/10, às 10h e 19h, com certificado. #EducaçãoDigital #IA

https://jeanlucio.github.io/blog/jornada-digital-educacao-moderna-2026/
10ª Jornada Digital da Educação: evento online e gratuito sobre IA para professores dos Anos Finais, de 19 a 21 de outubro
A Moderna realiza de 19 a 21 de outubro de 2026 a 10ª Jornada Digital da Educação, com palestras e workshops sobre inteligência artificial na sala de aula, certificado gratuito e sorteio de livros.
jeanlucio.github.io
October 6, 2026 at 10:41 PM
não esqueça dos professores de geografia e matemática
October 6, 2026 at 10:24 PM
Ministro garante que "ninguém está a falhar" nas vagas
Ministro garante que "ninguém está a falhar" nas vagas
Fernando Alexandre revelou no parlamento que 380 alunos se matricularam na última semana. Maioria é estrangeira. Há ainda 563 horários de professores por preencher.
sapo.pt
October 6, 2026 at 9:50 PM
#palavrascruzadas bsky
especial 'república' e 'professores'
#palavrascruzadasbsky
#cruziscar
October 6, 2026 at 9:36 PM
Vote nos destaques de cada modalidade dos Jogos Escolares TV Sergipe 2026
Vote nos destaques de cada modalidade dos Jogos Escolares TV Sergipe | Ge
Alunos e professores mais votados de cada categoria serão premiados na cerimônia de encerramento, nesta quinta, na Tiradentes Innovation Center da UNIT
ge.globo.com
October 6, 2026 at 9:25 PM
Payback pelos anos que meus professores deduravam que eu nao fazia lição de casa
October 6, 2026 at 9:06 PM
Ministro admite que professores com habilitação própria possam vir a dar aulas no 1.º ciclo e diz que provas Moda terão de ser feitas mais cedo para que resultados cheguem às escolas a tempo.
Ainda há 1300 horários de professores por preencher, 563 desde o início do ano lectivo
Ministro admite que professores com habilitação própria possam vir a dar aulas no 1.º ciclo e diz que provas Moda terão de ser feitas mais cedo para que resultados cheguem às escolas a tempo.
www.publico.pt
October 6, 2026 at 8:36 PM
A gente vai PROIBIR o uso de armas automáticas nas escolas!
Vamos criar uma lei para prender os professores que dão aula de tiro pra bebês na creche!
October 6, 2026 at 8:17 PM
E tem paralisação dos professores do Estado do Rio de Janeiro marcada pra amanhã, ACHO BOM O POVO COMPARECER PQ O FUTURO TÁ FODA
October 6, 2026 at 8:08 PM
Se fosse hoje, não me teria licenciado, nem comprado a minha casa. Na altura, os meus pais tinham dinheiro para me ajudar; hoje seria impossível comprar livros a 100 euros, e casas a 200 mil.
expresso.pt/europa/2026-...
França protesta pelas escolas, Espanha pelas casas. A revolta é a mesma: os jovens deixaram de acreditar no futuro
Dois países, o mesmo desencanto. Em França, os jovens protestam contra escolas degradadas, falta de professores e um futuro que sentem cada vez mais bloqueado. Em Espanha, milhares saíram à rua contra...
expresso.pt
October 6, 2026 at 7:52 PM
“Mas os pais deixaram” se os pais deixarem os professores baterem nas crianças vai ser errado tb tlg
October 6, 2026 at 7:20 PM
VEJA NEGÓCIOS apresenta curso Estratégia Internacional, sobre investimentos em dólar
VEJA NEGÓCIOS apresenta curso Estratégia Internacional, sobre investimentos em dólar
Desenvolvida pela Block Trends, formação terá quatro especialistas como professores e abordará alternativas para diversificar o patrimônio no exterior
veja.abril.com.br
October 6, 2026 at 7:16 PM
"... os cortes atingiriam desde a educação infantil até o ensino superior, além da pesquisa, ciência e extensão. Os impactos negativos seriam sentidos ainda na infraestrutura das escolas, nas bolsas para estudantes e professores e no acesso e permanência nas universidades."
PROPOSTA DE FLÁVIO DE CORTE NO PIB ACABA COM ENSINO PÚBLICO E PRECARIZA SALÁRIOS - SAEDF - Sindicato dos Trabalhadores em Políticas Públicas e Gestão Educacional de Suporte Operacional, Administrativo...
Professores e trabalhadores da educação ficarão sem piso salarial se Flávio Bolsonaro for eleito e cortar 1,5% do PIB em 2027, como propõe sua equipe econômica, alerta presidenta da CNTE
www.saedf.org.br
October 6, 2026 at 6:58 PM
A Adufepe convida todos os sindicalizados e sindicalizadas para comemorar o Dia dos Professores. O sindicato programou um almoço especial em homenagem aos docentes em todos os campi. Veja hora e o local de cada encontro em nosso site.
Participe!

adufepe.org.br/dia-do-profe...
October 6, 2026 at 7:03 PM
Decisão suspende piso integral para professores com jornada de 22h
Medida cautelar do Órgão Especial do Tribunal de Justiça determina que, a partir de agora, professores do município de Sidrolândia que atuam com carga horária de 22 horas semanais não vão mais receber o salário conforme o Piso Nacional do Magistério. A prefeitura da cidade entrou com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) pedindo a supressão de dois artigos de lei municipal que estabeleceram o pagamento do piso para a jornada de 22 horas. O pedido da prefeitura foi para que houvesse a suspensão dessas partes, a fim de que o município passasse a usar a Lei Federal 11.738/2008 como base, estabelecendo o piso, que hoje é de R$ 5.130,63 para 40 horas semanais. Conforme o argumento municipal, o pagamento do piso nacional para os professores com menor carga horária não estava previsto na lei de 2015, que regulamentou o piso em Sidrolândia.   A equiparação ocorreu em 2019, após modificações e emendas dos vereadores, “o que importou aumento oblíquo de despesa em matéria de iniciativa reservada”. Segundo o município, houve ainda, o “comprometimento da autonomia orçamentária e financeira (...) com reflexos sobre o FUNDEB e sobre o regime próprio de previdência.” Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O relator da ação, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, considerou que há, neste momento inicial do processo, indícios de inconstitucionalidade nas alterações. Conforme o magistrado, a mudança do cumprimento do piso de 40 para 22 horas semanais representou aparente aumento de despesa com pessoal em matéria cuja iniciativa caberia ao chefe do Executivo. O Tribunal também considerou a ausência de estimativa prévia do impacto orçamentário e financeiro das alterações feitas em 2019. Outro argumento considerado na concessão da cautelar foi o impacto contínuo da regra sobre as contas municipais. Segundo o voto, os dispositivos produzem efeitos financeiros todos os meses, comprometem parcela dos recursos do Fundeb e podem gerar novas cobranças de equiparação salarial e reflexos no regime próprio de previdência. Com a decisão, ficam suspensos os artigos 60 e 127 da Lei Complementar Municipal nº 110/2016, que tratam da jornada dos professores, determinando que o piso salarial seja equivalente a 100% do valor nacional para essas 22 horas-aula, e preveem reajustes da base salarial seguindo o índice do piso nacional. A suspensão tem efeito ex nunc , ou seja, vale a partir da publicação da decisão e não retroage. O TJMS determinou ainda a preservação da situação jurídica consolidada enquanto as normas estavam em vigor, levando em consideração a natureza alimentar dos valores recebidos de boa-fé pelos professores. A cautelar valerá até o julgamento definitivo da ADI. Isso significa que a decisão não determina que os professores devolvam valores já recebidos nem estabelece diretamente um novo salário ou uma nova jornada. O que o Tribunal fez, nesta fase, foi retirar temporariamente a eficácia dos dispositivos que sustentavam a jornada de 22 horas-aula vinculada ao valor integral do piso nacional. O mérito da ação ainda será analisado pelo Órgão Especial. Somente no julgamento definitivo o Tribunal decidirá se os artigos são, de fato, inconstitucionais ou se poderão voltar a produzir efeitos.
www.campograndenews.com.br
October 6, 2026 at 7:30 PM
Em janeiro deste ano, Veruschka de Sales Azevedo passou pouco mais de uma hora contando à **Agência Pública** como perdera o cargo de professora na rede estadual de ensino de São Paulo. Ela chorou algumas vezes durante o encontro que foi finalizado com certa esperança: “O meu retorno será triunfante”, disse. Enquanto aguardava o desfecho do seu caso, ela organizava um livro com relatos de professores também investigados por meio de Processos Administrativos Disciplinares (PAD) na Secretaria de Educação de São Paulo (SEDUC). “A gente precisa registrar isso em tudo quanto é lugar.” Doutora em história, Veruschka tinha 24 anos de magistério, cerca de vinte deles na mesma escola de Guarulhos onde estudara antes de ser exonerada em maio de 2024 num PAD que se iniciou em 2017. Entre a abertura do processo e a exoneração, passaram-se sete anos e seis meses. Em março deste ano, num artigo no _Le Monde Diplomatique_ , Veruschka escreveu que o trauma da exoneração lhe causara uma doença crônica. Ela viria a falecer em julho, seis meses após a entrevista para a reportagem. A família não divulgou a causa da morte, mas a filha, Rayssa Sales, não tem dúvida sobre a origem da doença: “Antes, a imunidade da minha mãe era perfeita, mas, depois da exoneração, ela começou a ficar doente.” As acusações contra a professora na SEDUC apontam falta de comprometimento com os estudantes, tumulto em reuniões pedagógicas, incitação de alunos contra a direção e excesso de atenção a temas raciais e de empoderamento feminino nas aulas. **** Três dias antes da demissão de Veruschka, também a professora Fabiana de Abreu, que ensinava história na mesma escola, fora exonerada. Em agosto de 2025, chegaria a vez de Maitée Nogueira, professora de sociologia em São Sebastião, no Litoral Norte paulista. As três contestaram as acusações em entrevista à **Pública**. Os processos se apoiam em um estatuto anterior à Constituição de 1988: o dos servidores civis do estado, de 1968, ano do AI-5. Para Salomão Ximenes, professor da Faculdade de Educação da USP e pesquisador do Observatório Nacional da Violência contra Educadores (Onve), os estatutos escritos durante o período ditatorial têm sido “ressignificados com o objetivo de dar mote a processos administrativos de perseguição a educadores”. Ele fala em “lawfare educacional”: o uso de instrumentos jurídicos e burocráticos para conter a mobilização de professores, a luta sindical e os avanços no currículo. Além de São Paulo, outros estados regulamentam o magistério por meio de normativas elaboradas durante o regime de exceção como Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Acre e Ceará, conforme Ximenes identifica no artigo “Os anos que não acabaram; o uso de estatutos jurídicos da ditadura militar na perseguição a educadores(as) no Brasil”, que publicou na metade deste ano com a jurista Ligia Ziggiotti de Oliveira. Veruschka de Sales Azevedo e Fabiana de Abreu (centro), professoras exoneradas via PAD ## **Sarau criado por Veruschka incomodava a direção** Veruschka nasceu em Sanharó, no interior de Pernambuco, e chegou a Guarulhos ainda criança, com seis irmãos. A mãe era empregada doméstica; o pai, caminhoneiro. Ela estudou na Escola Estadual Professora Maria Aparecida Rodrigues, no bairro Pimentas, em Guarulhos, e cursou história na Unesp. Concursada em 2000, deu aulas na cidade de Sertãozinho até pedir, em 2004, transferência para a escola onde estudara. “Lá, havia professores que incentivaram os alunos a buscar a universidade pública”, disse a filha Rayssa. “Daí ela veio com o sonho de fazer o mesmo que fizeram por ela.” Ficou lá mesmo depois do doutorado, concluído em 2016 na PUC-SP. Nas aulas, discutia desigualdades, feminismo, direitos humanos e identidade negra, e aplicava a Lei 10.639, de 2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira. Militava na Associação Nacional de História (Anpuh), no sindicato e na Marcha Antirracista do Bairro dos Pimentas. Na escola, conduzia o Sarau Resistência: ao longo do ano, os alunos pesquisavam personalidades negras e as homenageavam com apresentações. “No sarau do Milton Nascimento, fizemos o Milton de açúcar, porque ele é uma pessoa doce”, lembrou o ex-aluno Thiago Gomes, hoje estudante de filosofia na USP. “Eu via alunos racistas mudarem de opinião depois do sarau.” No cursinho popular da UNEafro Brasil que Veruschka coordenou na Unifesp, Thiago ouvia dela que era “um menino de ouro”. Para ele, a professora Veruschka morreu duas vezes. A primeira foi quando sofreu a exoneração. “Foi ali que perdi o brilho nos olhos. Eu continuava tendo aula com a Veruschka no cursinho da UneAfro, mas não era a mesma coisa”, afirma. Veruschka conduzia o Sarau Resistência: ao longo do ano, os alunos pesquisavam personalidades negras e as homenageavam com apresentações Os atritos com a direção da escola começaram em 2008, segundo Veruschka, quando, ainda no governo de José Serra, passaram a exigir o uso de apostilas. O material, disse ela, “não tinha respaldo na diversidade das minhas salas de aula, na realidade dos alunos”. Depois vieram suas cobranças por transparência no uso das verbas e as queixas da gestão contra o sarau. “Esse projeto incomodou tanto a gestão que, a todo momento, queriam acabar com ele, porque os alunos começaram a se sentir parte desse movimento.” Salomão Ximenes, do Onve, diz que os estatutos preservam princípios como “a proibição de manifestação e uma lógica hierárquica em relação às autoridades administrativas”, incompatíveis com a democracia, que “continuam a persistir e a servir de mote para processos de punição”. O advogado de Veruschka, Roberto Parahyba, chama a demissão de “arbitrária” e “antissindical”: “não tenho dúvida de que o principal ponto foi ter participado do ato sindical.” A defesa sustenta, ainda, que o caso estava prescrito com base no próprio estatuto de 1968, que fixa em cinco anos o prazo para a pena de demissão. O Procurador do Estado havia pedido a suspensão da professora por 90 dias, mas o Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder, aplicou a pena de demissão em maio de 2024, por considerar que Veruschka “teve conduta incompatível com o cargo de professora, principalmente no aspecto da moralidade” e agiu “de maneira desrespeitosa perante a gestão escolar”. Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), “se o professor tem uma atuação mínima que seja de defesa da escola pública é perseguido. Se for sindicalista então, a situação é ainda pior”, diz Roberto Guido, presidente interino do sindicato. ## **Exoneração fez Veruschka perder o acesso ao hospital** Com a demissão, Veruschka perdeu o acesso ao hospital dos servidores estaduais. “A gente sabe como o SUS é demorado e que ir buscar uma consulta particular é caro”, disse a amiga Vera Aparecida dos Santos, assistente social. Em janeiro, a professora contou ter uma úlcera gástrica e o intestino inflamado. “Eu quero meu cargo de volta. Quero os meus 25 anos de contribuição. A gente nunca espera parar de trabalhar”, disse, emocionada, à **Pública**. Numa pesquisa da Apeoesp divulgada em maio de 2026, 97,6% dos professores ouvidos associaram o adoecimento mental às condições de trabalho na rede; 24,8% precisaram se afastar da escola por esse motivo. Segundo Guido, depressão e burnout já superam as doenças físicas, em razão da superlotação das salas, das jornadas duplas ou triplas, dos conflitos e, mais recentemente, da plataformização do ensino. A SEDUC afirma que, desde dezembro de 2024, oferece atendimento psicológico e psiquiátrico aos servidores por meio do programa Viva Bem. Segundo a mentora espiritual de Veruschka, a Iyalorixá Cláudia de Oyá, a demissão causou um sentimento de abandono na professora diante de toda uma vida dedicada à educação: “ela começou a perder muito peso e tinha um sentimento de solidão. Se sentiu muito perdida em meio a todo o esforço de uma vida”, explicou. Veruschka e a Iyalorixá Cláudia de Oyá durante aula na UNEAfro ## **Fabiana tratou “repetidamente” de pautas raciais e indígenas** Fabiana de Abreu foi exonerada em maio de 2024, também durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Em 2017, ela foi afastada por 90 dias, sem salário, após conflitos com a direção da mesma escola de Veruschka em Guarulhos. A suspensão de 2017 foi anulada e Fabiana voltou à escola após 39 dias. Segundo ela, o prazo para punição já havia prescrito. “Mas quando eu retornei, começou outro processo.” Nele, Fabiana foi acusada de falta de urbanidade, insubordinação, tumulto em reuniões pedagógicas, falhas no lançamento de notas e de incitar alunos a atos contra a direção. O processo registra ainda que ela trabalhava “repetidamente questões sobre índios, negros e movimentos sociais para todas as turmas, sob a justificativa de que tem liberdade de cátedra”. A defesa da professora considera as acusações “comprovadamente distorcidas” e alega também a prescrição. A SEDUC diz que os processos de Fabiana e Veruschka apontam interrupções reiteradas nas reuniões pedagógicas e conflitos com a gestão, e que houve tentativas prévias de mediação. Fabiana de Abreu foi exonerada em maio de 2024, também durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas Com o avanço conservador sobre a educação, diz Ximenes, o estatuto que embasou as demissões “passa a ser cada vez mais reivindicado como possibilidade de contenção de educadores que propõem ações de educação democrática, antidiscriminatória e mobilizações no âmbito da escola pública”. Fabiana diz que estaria “um pouco mais tranquila” se tivesse sido demitida sozinha. Por causa do afastamento dela, em 2017, outros professores que foram ao ato sindical, como Veruschka, passaram também a responder a processos. Com a exoneração, ela também perdeu o direito de tratar o câncer da mãe no hospital dos servidores. “Esses processos atrasam toda a nossa condição de existência. A cabeça adoece”, afirma a docente, que recorreu à justiça sobre a demissão. Fabiana liga o caso dela à adoção de plataformas digitais nas escolas estaduais, a partir de 2024: professoras como ela e Veruschka, diz, foram afastadas para que as dirigentes pudessem “de maneira mais sossegada implantar o projeto do governo”. Diego de Freitas, professor de filosofia que trabalhou com Veruschka, vê o modelo como “uma educação enlatada, ultraprocessada”, na qual a colega não se encaixaria. “Ela sempre estava defendendo uma educação democrática, a liberdade de cátedra e isso causava tensão no ambiente.” Para Ximenes, o controle do currículo, a obrigação de alimentar as plataformas e a cobrança de metas nas avaliações eliminaram a pluralidade pedagógica nas escolas paulistas. “Tudo já vem dado, plataformizado e construído”, diz. “Aqueles que não se plataformizam ou não performam se colocam em risco.” Uma nota técnica da Rede Escola Pública e Universidade (Repu), de julho de 2025, aponta que o tempo de uso das plataformas é monitorado, com possibilidade de punição a professores e diretores. ## **Caso Maitée: “debates polêmicos” sobre sexualidade e religião** Maitée Nogueira dava aulas há mais de vinte anos quando entrou em conflito com a direção da Escola Estadual Walkir Vergani, em São Sebastião, em 2023. O processo a acusa de descumprir o horário de trabalho, de falta de urbanidade, de condutas discriminatórias e de insubordinação grave, e menciona “debates polêmicos” sobre sexualidade e religião. A Procuradoria-Geral do Estado reconheceu não haver documentação oficial que comprovasse o descumprimento da jornada de trabalho. A demissão foi determinada em agosto de 2025, também na gestão de Tarcísio de Freitas. “Está na ordem do dia da Secretaria de Educação exonerar, pois qualquer investigação séria teria parado quando comprovei que cumpri meus deveres como professora”, afirma Maitée. Ela também explica que os supostos “debates polêmicos” são inerentes à disciplina e que sempre seguiu o currículo. Os conflitos, diz, deveriam ter sido mediados pela coordenação. Sua advogada considera as acusações “frágeis” e “contraditórias” e afirma que a professora “era perseguida, veladamente, pela gestão, tendo ainda de lidar com o preconceito decorrente de sua orientação sexual”. A SEDUC afirmou à reportagem que o processo apurou agressões verbais contra estudantes e servidores, linguagem ofensiva, intimidação de alunos, recusa em usar o nome social de uma estudante e comentários discriminatórios, além de abandono de atividades, atrasos frequentes e descumprimento de obrigações pedagógicas. Demitida, Maitée não pode assumir outro cargo público, mesmo que aprovada em concurso. “Não posso mais exercer a profissão em que atuei por 20 anos, na qual estudei e me preparei”, desabafa. Exonerada em agosto de 2025, a defesa de Maitée Nogueira afirma que a professora “era perseguida veladamente pela gestão” A SEDUC diz que os processos das três professoras citadas na reportagem garantiram o contraditório e a ampla defesa, que os recursos das professoras foram rejeitados e que nenhuma delas levou o caso à Justiça, o que contradiz as informações das defesas das professoras enviadas à **Pública**. Nos três casos, as professoras estão recorrendo contra as exonerações. Ximenes defende que os estatutos anteriores à Constituição de 1988 sejam atualizados para incorporar as premissas de uma educação democrática. “Para mim é escandaloso que a gente continue usando uma legislação do período da ditadura”, diz. “Assim, é muito mais fácil para as perspectivas autoritárias se desenvolverem, com essa infraestrutura jurídica à disposição.” No velório de Veruschka, decidiu-se que o Sarau Resistência passaria a se chamar Sarau Veruschka de Sales Azevedo. Ela foi homenageada pela Associação Nacional de História (Anpuh) e recebeu uma moção de aplauso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A família tenta anular a exoneração, mesmo após o falecimento. “Como filha, eu gostaria de algo impossível: ter minha mãe de volta e que ela pudesse usufruir do cargo dela”, disse Rayssa: “O que a gente gostaria é que, pelo menos, o caso dela se revertesse.”
apublica.org
October 6, 2026 at 6:08 PM
sinceramente esses professores mais voltados pra arquitetura e coisas de exatas são um grande atraso
October 6, 2026 at 5:47 PM
Esther Smith: a inglesa que saiu do balé de Stourbridge para o West End

Nascida em 28 de novembro de 1986, em Stourbridge, nas Midlands Ocidentais, Esther Smith é daquelas atrizes que você já viu em algum lugar — só não lembra onde. E faz sentido: desde 2010 ela não para. Filha de professores, com…
Esther Smith: a inglesa que saiu do balé de Stourbridge para o West End
Nascida em 28 de novembro de 1986, em Stourbridge, nas Midlands Ocidentais, Esther Smith é daquelas atrizes que você já viu em algum lugar — só não lembra onde. E faz sentido: desde 2010 ela não para. Filha de professores, com uma irmã chamada Rachel, Esther começou a dançar aos 3 anos na companhia local e se formou em balé e dança contemporânea no King Edward VI College.
division.fashion.blog
October 6, 2026 at 5:47 PM
2.466 jovens professores dão aulas nas escolas do Espírito Santo
Rayssa Morais Gomes, de 26 anos, ministra aulas de História, Geografia e Robótica na Escola Monteiro | Foto: Fábio Nunes / AT Seguindo o sonho da época em que ainda era estudante, Rayssa Morais Gomes, de 26 anos, decidiu ser professora. Há dois anos, ela ministra aulas de História, Geografia e Robótica na Escola Monteiro, em Vitória, e diz que não se vê em outra profissão.“Confesso que o meu primeiro dia foi assustador. Mas com o passar do tempo, percebi que sempre quis estar na sala de aula, buscando fazer com que eles acreditem no potencial que têm”.A professora faz parte de uma geração de jovens que escolheu a docência. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Semesp, atualmente 12 mil profissionais com até 24 anos atuam no Brasil.No Espírito Santo, a rede estadual de ensino conta com 2.466 professores de até 30 anos em exercício. Desse total, 310 têm até 24 anos, segundo a Secretaria de Estado da Educação (Sedu).O diretor de Políticas Educacionais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Marcelo Castro, diz que a chegada dos mais jovens traz inúmeros benefícios.“Os jovens chegam trazendo as ideias mais atuais que estão disseminadas na sociedade. Há um rejuvenescimento do planejamento e da execução do trabalho”.Apesar disso, a presença de profissionais jovens na docência vem diminuindo no País. Segundo o levantamento do Instituto Semesp, o número de professores com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025.“Falta de valorização, aumento da violência nas escolas e piora da saúde mental são alguns dos motivos”, adiciona Marcelo.Por isso, o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Espírito Santo (Sinepe-ES), Moacir Lellis, defende uma maior valorização da carreira docente.“É importante que as escolas e instituições busquem proteger, defender e valorizar esses profissionais. Se nada for feito, teremos uma grande perda na educação”.Ainda assim, a professora Rayssa diz que o trabalho vale a pena. “Todos os dias ajudamos esses alunos a conquistarem seus sonhos”.Sonhos de infância“Criamos vínculos profundos” Luana Rodrigues, professora da educação infantil destaca os vínculos criados com os alunos ao longo de dois anos em sala de aula | Foto: Leone Iglesias/AT Aos 23 anos, Luana Rodrigues vive um sonho de infância como professora da educação infantil no Centro Educacional Sonho Meu.Entre as histórias de dois anos de sala de aula, ela lembra de um aluno que chorou ao saber que teria aula com Luana de novo. “Percebi que além de ensinar, nós criamos vínculos profundos com eles”.Poder da educação“Muito orgulho” Aos 24 anos, professora de Língua Portuguesa aposta na educação para transformar a trajetória dos alunos | Foto: Kadidja Fernandes/AT Aos 24 anos, Isadora de Alvarenga Monteiro é uma das professoras mais jovens da rede estadual, onde dá aulas de Língua Portuguesa, e diz acreditar no poder da educação.“Tenho muito orgulho da escolha que fiz. Quero que eles percebam que podem alcançar os melhores lugares por meio da escrita, da fala e do pensamento”.Raio X Professores jovensNo Espírito Santo são 2.466 professores de até 30 anos em exercício.Desse total, 310 têm até 24 anos.No Brasil 12 mil profissionais em atuação têm até 24 anosBenefíciosA chegada de novos profissionais contribui para a renovação das práticas dentro das escolas.Professores mais jovens costumam chegar mais próximos de novas tecnologias, tendências da sociedade e metodologias recentes de ensino. Presença também ajuda a renovar ideias, planejamentos e formas de executar atividades pedagógicas.Troca de experiênciasA convivência entre professores mais jovens e profissionais experientes pode favorecer a troca de conhecimentos dentro das escolas.Cenário atualApesar da importância desses profissionais, a presença de docentes mais jovens vem caindo no País.O número de professores com até 24 anos diminuiu 31,1%, passando de cerca de 17 mil para 12 mil profissionais, segundo levantamento do Instituto Semesp.Na outra ponta, o número de docentes com 60 anos ou mais, mais que dobrou no período analisado. O total passou de aproximadamente 18 mil para 37 mil profissionais, um crescimento de 104,5%.O que explicaEntre os fatores apontados por representantes da categoria estão a falta de valorização profissional, as condições de trabalho, a violência no ambiente escolar e os impactos da rotina sobre a saúde mental.Também há preocupação com a permanência dos jovens que ingressam na carreira.Isso traz um desafio para o futuro, já que aumenta a preocupação com a renovação do quadro de professores.O que pode ser feitoRepresentantes da área defendem maior valorização da carreira docente para atrair e manter profissionais mais jovens nas escolas.Entre as medidas apontadas estão melhores salários, planos de carreira mais atrativos e condições adequadas de trabalho, além de ações de apoio à saúde mental.
tribunaonline.com.br
October 6, 2026 at 6:48 PM