Eleições 2026: Renan Santos (Missão) participa da Sabatina do Ouvinte da CBN
Ao longo desta semana, a CBN apresenta a Sabatina do Ouvinte, série em que candidatos à Presidência respondem a perguntas da audiência sobre temas que estão entre as principais preocupações dos brasileiros. Eleições 2026: Ronaldo Caiado (PSD) participa da Sabatina do Ouvinte da CBN Potencial mínimo de renovação das cinco maiores assembleias do país não chega a 20%; especialistas explicam motivos Foram convidados Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Renan Santos é o entrevistado desta terça-feira (29). Sistema Único de Saúde (SUS) Ouvinte Solange pergunta: Qual é a sua ideia para reduzir a fila de exames e cirurgias pelo SUS? Você tem alguma proposta para o atendimento domiciliar de pacientes acamados? Boa pergunta, porque essa parte envolveu o SUS. E o SUS, conceitualmente, é uma ideia boa, mas, na prática, ele não é bem implementado. E essa é a maior reclamação de todas: a parte de fila, fila para exame, fila para cirurgia. Para resolver isso, nós temos que respeitar duas coisas. Uma é a ideia de regiões de saúde, que já foi um projeto aprovado em 2011, mas não foi implementado na prática. Regiões de saúde também são o seguinte: várias regiões do Brasil, ou seja, o Brasil vai ser dividido em regiões autônomas na parte de saúde. Então, cada região tem que ter dois hospitais de especialidade, até as UPAs, passando pelas policlínicas. E, assim, você consegue racionalizar o atendimento das pessoas por região. Isso não acontece hoje porque quem determina o investimento em saúde são os deputados, através de emendas, e eles fazem investimentos irracionais. Mandam instalar um hospital, uma clínica, numa área, por exemplo, em que ele tem voto. A segunda coisa é estabelecer um critério objetivo para a fila, que é assim: casos que podem levar à letalidade da pessoa ou fazer a pessoa perder o emprego, na hora de fazer um exame ou uma cirurgia, passam na frente. E casos que são menos perigosos ficam um pouquinho para trás. Ministérios Ouvinte Letícia pergunta: A própria organização da máquina pública onera também bastante os cofres. Nesse contexto, qual é a sua proposta, se eleito, para a organização e a distribuição de ministérios? Concordo com você, mas é uma coisa um pouco mais profunda do que só os ministérios. Eu vou reorganizar os ministérios, diminuir o número deles e vou criar um superministério para fazer as reformas brasileiras, congregando seis ministérios em um. E vou colocar isso dentro do Palácio do Planalto para trabalhar igual uma empre de tecnologia, igual a uma startup, para atingir os objetivos bem rápido. Entretanto, a gente tem que reformar as carreiras da máquina pública. E essa reforma, que é uma reforma administrativa, passa, por exemplo, por estabelecer os novos tetos do salário do funcionalismo público, estabelecer planos de carreira baseados no desempenho e estabelecer quais carreiras têm estabilidade e quais carreiras não têm. Porque isso não apenas onera a folha de pagamento. No governo, a folha é gigantesca. Mas também não faz com que o bom funcionário público se destaque, recebendo bônus, e o mau funcionário público seja demitido por trabalhar pouco. Nós temos que estabelecer isso, igual funciona na iniciativa privada, preservando as carreiras de Estado que precisam de estabilidade. Segurança Ouvinte Vitor pergunta: Tenho uma pergunta sobre seu o discurso "prendeu, matou". Como você acha que, com o atual cenário da Câmara e do Senado, vai conseguir aprovar ou, de alguma forma, pôr em prática esse discurso de guerra contra o crime organizado, sendo que é necessária uma alteração de lei, uma emenda constitucional, para isso acontecer? Você tem apoio ou consegue fazer, de alguma forma, essa lei ou esse discurso funcionar de verdade? Por incrível que pareça, a matéria penal, a matéria de enfrentamento ao crime, mesmo com esse Congresso muito corrupto, vem passando. E vem passando, inclusive, no governo do Lula, que é um governo contrário a políticas de recrudescimento ao enfrentamento ao crime. O que eu quero dizer é: o Centrão conhece o próprio eleitor e ele não é besta. Ele vota naquilo que não tira voto. E hoje, lutar contra o crime não é que não tira voto, ele te dá voto. Então, não apenas o Centrão vai votar a favor, como a minha base vai votar a favor. Alguns projetos, inclusive o Kim Kataguiri... que estabelece um aumento de pena, até o PT teve que votar, porque eles não são bestas. Então, no governo meu, eu vou ter dificuldades com outros temas. Segurança será relativamente fácil. Vacinas Ouvinte Laura pergunta: Qual a sua opinião sobre vacinas? O seu governo aumentaria a oferta de vacinas gratuitas no SUS para a população? A minha opinião sobre vacinas é a opinião de qualquer pessoa sensata. Eu acredito nas vacinas, eu acredito no processo científico, eu acredito na validação, eu acredito na universalização do acesso às vacinas. Eu fui uma pessoa que já, né, fui vacinado desde criança, e o Brasil possui um grande sistema de distribuição de vacinas por conta do SUS, e isso poderia ter sido um sucesso na pandemia. Eu acho que essa discussão aqui no Brasil começou a crescer porque a gente importou discussões norte-americanas sobre a vacina não funciona, um plano da indústria farmacêutica, que eu acho perda de tempo. Não vou perder meu tempo com essas discussões. Sobre a oferta de vacinas gratuitas no SUS, como elas têm o efeito de impedir que doenças se desenvolvam, naturalmente é mais barato investir em vacina e em campanhas de vacinação do que depois em uma solução ou em uma doença avançada. Então, vocês têm, da minha parte, o maior investimento possível na prevenção e na vacinação. Educação Ouvinte Daniele pergunta: Eu não concordo com o Pé-de-Meia e gostaria de saber se você tem algum plano, se concorda com isso ou não e se tem algum plano para reformular esse benefício? Ao invés de dar dinheiro, investir na educação. Eu acho o plano Pé-de-Meia uma porcaria, é apenas dar dinheiro para comprar voto de adolescente, iniciando já em utilizá-lo como um ativo eleitoral. E nossa candidatura, naturalmente, tem um projeto muito diferente. Nós vamos oferecer bolsas de estudos para os melhores alunos, para eles e para as famílias deles. Os melhores alunos que tiverem um bom desempenho vão ganhar prêmio e dinheiro no final do ano, através de provões que vão ser feitos universalmente, sérias e sérias, em todo o Brasil. E os alunos que cruzarem os 1% a 2%, ou seja, os melhores alunos outliers, como se diz no jargão científico típico, nós vamos dar a eles meios para estudarem em qualquer escola de elite no seu estado. E, com base nisso, eles vão poder concorrer em igualdade de condições com qualquer outro estudante. Isso é incentivar o bom estudante e a boa família. E isto é não penalizar os cofres públicos, simplesmente fazendo chuva de dinheiro para o aluno que vai para a sala de aula e não presta atenção. Acompanhe a Sabatina do Ouvinte: