de abrir,ou como construir o aberto;
construir,não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas,em portas[...]
portas por onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Em JoãoCabral, portas a LimaBarreto
de abrir,ou como construir o aberto;
construir,não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas,em portas[...]
portas por onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Em JoãoCabral, portas a LimaBarreto
O coqueiral tem seu idioma:
não o de lâmina,é voz redonda:
é em curvas sua reza longa,
decerto aprendida das ondas,
cujo sotaque é o da sua fala,
côncava,curva,abaulada:
dicção do mar com q convive
na vida alísia do Recife.
JOÃOCABRAL,e o ouvir a Voz:do coqueiral e das gentes
O coqueiral tem seu idioma:
não o de lâmina,é voz redonda:
é em curvas sua reza longa,
decerto aprendida das ondas,
cujo sotaque é o da sua fala,
côncava,curva,abaulada:
dicção do mar com q convive
na vida alísia do Recife.
JOÃOCABRAL,e o ouvir a Voz:do coqueiral e das gentes
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre
[...]
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
q não nascem por acaso
no regaço do vale
[...]
O canavial de FERREIRAGULAR, lembrou o mar/canavial de JoãoCabral
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre
[...]
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
q não nascem por acaso
no regaço do vale
[...]
O canavial de FERREIRAGULAR, lembrou o mar/canavial de JoãoCabral
E primeiro desceram pelo rio Opara
os homens que foram ferir a terra à procura de ouro.
E depois os que foram alçar a cruz para curar as chagas que o ouro fez.
Depois desceram feras à procura de escravos[...]
JOÃOCABRAL faz poema épico sobre o Opara: o rio da unidade nacional
E primeiro desceram pelo rio Opara
os homens que foram ferir a terra à procura de ouro.
E depois os que foram alçar a cruz para curar as chagas que o ouro fez.
Depois desceram feras à procura de escravos[...]
JOÃOCABRAL faz poema épico sobre o Opara: o rio da unidade nacional
Eis casas grandes de engenho,
horizontais,escancaradas,
onde se existe em extensão
e a alma todoaberta se espraia.
Não se sabe é se o arquiteto
as quis símbolos ou ginástica:
símbolos do que chamou Vinícius
"imensos limites da pátria" [...]
JoãoCabral, a ideia-Brasília
Eis casas grandes de engenho,
horizontais,escancaradas,
onde se existe em extensão
e a alma todoaberta se espraia.
Não se sabe é se o arquiteto
as quis símbolos ou ginástica:
símbolos do que chamou Vinícius
"imensos limites da pátria" [...]
JoãoCabral, a ideia-Brasília