#MacroFuel
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December 9, 2025 at 9:24 AM
Trabalho ribeirinho e tecnologia se unem na transformação industrial sustentável de MS
Mato Grosso do Sul tem se destacado como referência em energia limpa e bioeconomia no Brasil. O mais recente exemplo é o Projeto Macrofuel, desenvolvido pelo Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), em Três Lagoas, que conquistou a primeira patente internacional da instituição, publicada nos Estados Unidos.   A tecnologia, que também recebeu patente no Brasil pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), transforma plantas em biocombustível sustentável a partir da pirólise rápida de macrófitas aquáticas presente nos reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira, próximos a Três Lagoas nas usinas hidrelétricas da CTG Brasil, oferecendo uma alternativa inovadora e com aplicação direta na indústria.  Pesquisador industrial, Paulo Renato dos Santos Ao JD1, o pesquisador industrial Paulo Renato dos Santos, gestor do projeto, explica que após os resultados obtidos em escala laboratorial, a equipe do ISI Biomassa, em parceria com a CTG Brasil, avalia a chamada Fase 2 do projeto para construir uma planta de produção piloto, capaz de processar maiores volumes de biomassa e gerar lotes de biocombustível que possam ser testados em motores. “Hoje produzimos em pequena escala e validamos as amostras em laboratório certificado. Para avançar comercialmente, precisamos de equipamentos mais robustos e testes em condições reais”, detalhou Paulo Renato. O pesquisador reforça que essa transição será decisiva para inserir o combustível no mercado, consolidando Mato Grosso do Sul como polo de inovação em bioenergia. Coleta com ribeirinhos Um diferencial do Macrofuel está no envolvimento direto de comunidades ribeirinhas. A coleta das plantas aquáticas, inicialmente em quantidades menores, foi realizada com embarcações contratadas pelo projeto e com a mão de obra de moradores locais. A expectativa é que, com a expansão, os ribeirinhos sejam incentivados financeiramente, criando um ciclo que une preservação ambiental, geração de renda e melhoria da qualidade de vida. Responsável por recrutar os ribeirinhos e atuando diretamente na coleta das plantas, o pesquisador Fernando Ferreira, Phd especialisa Consultar em Macrófitas Aquáticas, explicou que a formação de plantas aquáticas na região de Jupiá, alimentada pelas águas do Rio Tietê e do Sucuriú, é hoje uma das maiores do Brasil. “A gente recebe uma carga nitrogenada e fosfatada muito grande aqui do Tietê. Por isso temos esse movimento dessas plantas aquáticas, principalmente submersas causando impacto”. O excesso de nutrientes gera proliferação intensa das espécies submersas, o que compromete tanto a biodiversidade quanto a geração de energia. “As macrófitas são nativas e cumprem um papel de autolimpeza dos rios, mas em excesso viram um problema sério. Se uma grande massa dessas plantas atinge a usina, pode comprometer turbinas e afetar a produção de energia”.  O projeto trouxe uma solução inovadora ao transformar esse passivo em combustível, com envolvimento da comunidade ribeirinha. Uma negociação está em andamento para a implantação de uma usina no Rio Tietê e a próxima fase é escalonar o processo. Descarbonização O Macrofuel surge em sintonia com um movimento mais amplo de descarbonização no Estado. O uso de biocombustíveis já mostra resultados concretos em Mato Grosso do Sul. Em 2024, o estado registrou a maior redução percentual de emissões de gases de efeito estufa do Brasil, segundo estudo da FGV Bioeconomia. Foram 1,8 milhão de toneladas de CO emitidas — 6,6% a menos do que no ano anterior. Sem o uso de etanol, as emissões teriam sido 40% maiores. A indústria também faz sua parte. A Fiems adotou o etanol como principal combustível de sua frota flex, reduzindo 235,6 toneladas de CO entre março e dezembro de 2024, o que representa queda de 35,32% em relação ao uso exclusivo de gasolina. Ações institucionais reforçam o movimento. A campanha “Movido pelo Agro – Etanol”, promovida pela Famasul e pela Biosul, incentiva colaboradores a abastecer com etanol. Na primeira edição, foram consumidos 91.971 litros do biocombustível, evitando a emissão de 90 toneladas de CO — o equivalente ao plantio de mais de 600 árvores adultas. A nova fase da campanha vai até abril de 2026, com regras atualizadas. Para o presidente da Biosul, Amaury Pekelman, os números confirmam o impacto positivo do setor. “O estudo da FGV mostra que o caminho da descarbonização passa pelos biocombustíveis. Mato Grosso do Sul demonstra na prática que o etanol e outras fontes renováveis são soluções reais e imediatas para reduzir emissões, ao mesmo tempo em que movimentam a economia.” Mato Grosso do Sul conta hoje com 22 usinas de bioenergia em operação — 19 de cana-de-açúcar e 3 de milho — que empregam diretamente mais de 33 mil pessoas e movimentam a economia de mais de 40 municípios. O Macrofuel vem para somar a essa cadeia, agregando uma nova fonte renovável e sustentável.
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September 23, 2025 at 7:29 PM
Metodologia inédita de produção de biocombustível do Senai-MS ganha patente
O projeto Macrofuel, responsável pelo desenvolvimento de biocombustível a partir de plantas aquáticas  em reservatórios da região, na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo conquistou a primeira patente entre os projetos de pesquisa desenvolvidos pelo Instituto Senai de Inovação (ISI) Biomassa em Mato Grosso do Sul. A tecnologia ganhou direito exclusivo, com publicação nos Estados Unidos e também teve sua patente concedida no Brasil pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), fortalecendo a proteção intelectual e estratégica da inovação no mercado nacional. O pesquisador industrial, Paulo Renato dos Santos, responsável peloproeto afirma que a concessão de uma patente demonstra que o ISI Biomassa foi capaz de desenvolver uma metodologia inédita, com aplicação prática e relevância industrial. “Isso valida o instituto como um importante polo de pesquisa e desenvolvimento com expertise técnico-científica. Representa também um avanço no desenvolvimento de tecnologias limpas, renováveis e alinhadas com a bioeconomia circular, contribuindo para a transição energética e redução da dependência de combustíveis fósseis”, explicou. Conforme o pesquisador, o reconhecimento permite avanços de pesquisa e agiliza o processo de acesso à tecnologia pelo público.  O projeto "Macrofuel: Aproveitamento Energético de Bio-Óleo Pirolítico de Macrófitas Aquáticas para Produção de Biocombustível" foi lançado em julho de 2019. A iniciativa foi uma parceria entre o Instituto Senai de Inovação em Biomassa e o grupo chinês, CTG Brasil, um dos maiores geradores privados de energia do país, com investimento de R$ 4,6 milhões, via fomento ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). JD1 No Celular Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite. Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.
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June 24, 2025 at 6:14 PM