#Meliponicultura
Ivoti recebe Congresso Gaúcho de Apicultura e Meliponicultura e Festival Cultura e Mel
Ivoti recebe Congresso Gaúcho de Apicultura e Meliponicultura e Festival Cultura e Mel | abc+
Evento gratuito ocorre nos dias 8, 9 e 10 de outubro no Núcleo de Casas Enxaimel
www.abcmais.com
October 6, 2026 at 8:46 PM
El Guardián del Manglar: El Rescate Maya de la Abeja Melipona en Isla Arena

La preservación de la biodiversidad en las costas mexicanas y la herencia cultural prehispánica han encontrado un […]

#News #Abejas

#Apicultura #Meliponicultura […]

[Original post on soloabejas.com]
October 4, 2026 at 7:09 PM
Sebrae premia mulheres por negócios inovadores no Espírito Santo
VENCEDORAS DA ETAPA ESTADUAL do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios nos primeiros, segundos e terceiros lugares das cinco categorias | Foto: Projetos Especiais A bióloga Thaiz Romão uniu a vivência como produtora rural à paixão pela natureza para construir um negócio baseado na meliponicultura, a criação de abelhas nativas sem ferrão. Com a Jardim de Mel, ela conquistou o primeiro lugar na categoria Produtora Rural ou Artesã da etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios.Na categoria Negócios Internacionais, a vencedora foi Micheli Sossai, criadora da Transcapixaba Hike and Fly, competição que combina trekking e parapente em travessias de longa distância. O projeto nasceu como iniciativa esportiva e se transformou em ferramenta para promover municípios e projetar o Espírito Santo internacionalmente.Premiação reuniu 300 pessoas em VitóriaA cerimônia ocorreu na quinta-feira à noite, em Vitória, e reuniu cerca de 300 participantes entre autoridades, finalistas, avaliadoras voluntárias e empreendedoras. São quase 200 mil mulheres que empreendem no Espírito Santo, e mais de 50% delas são chefes de família."Isso demonstra a necessidade de um olhar atento das instituições, como o Sebrae, para fortalecer cada vez mais as atuações em prol da força feminina"A fala é de Alline Zanoni, superintendente interina do Sebrae/ES.Edição de 20 anos bate recorde de inscriçõesEsta é a edição de 20 anos do prêmio e a que teve o maior número de inscrições no Espírito Santo. Foram 396 inscrições, um crescimento de 256,8% em comparação com 2025, quando foram registradas 111.Para a gestora do Sebrae Delas e de Afroempreendedorismo do Sebrae/ES, Lisandra Carneiro, a palavra do ano para o empreendedorismo feminino é inspiração."Por isso falamos que uma inspira todas, porque é isso, o prêmio é o reconhecimento de uma grande história de uma mulher empreendedora e essa história dá visibilidade não só a ela, mas também às outras mulheres."Como funciona o prêmioA cerimônia estadual é uma das etapas do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Depois da escolha das vencedoras em cada estado e no Distrito Federal, as empreendedoras avançam para a Etapa Regional.A participação das vencedoras regionais no evento de Premiação Nacional acontece em 17 de novembro e será realizada no Estado. Serão escolhidas 15 vencedoras, com premiações de Ouro, Prata e Bronze nas cinco categorias do prêmio.Empoderadonas abre inscriçõesMarcado para os dias 18 e 19 de novembro, no Centro de Convenções de Vitória, o Empoderadonas está com inscrições abertas. Em sua terceira edição, o evento promovido pelo Sebrae/ES terá abrangência nacional e reunirá mulheres que empreendem ou desejam empreender.Segundo Lisandra Carneiro, a mudança é resultado da percepção de que os desafios debatidos são comuns às mulheres empreendedoras em todo o País."Essa ampliação representa um amadurecimento natural do projeto, conectado à atuação do Sebrae Delas e a uma agenda nacional de fortalecimento do empreendedorismo feminino"A programação contará com seis palcos de conteúdo, feira de negócios, mentorias e espaços para conexões. A edição também terá ações direcionadas à inclusão produtiva para mulheres negras, mães empreendedoras, mulheres acima de 60 anos, pessoas com deficiência e negócios de territórios periféricos.São esperados mais de 8 mil participantes, em um ambiente com 170 expositoras na feira de negócios e mais de 20 horas de conteúdo. As inscrições podem ser feitas na página do evento: empoderadonas.com.br.O que dizem as vencedorasCategoria MEI"Estou muito feliz. Não imaginava que ia ganhar o primeiro lugar. É um trabalho de formiguinha que começou há 15 anos, quando ninguém acreditava que isso seria possível. Então, dá um quentinho no coração saber que deu certo e que ainda tem muito para crescer." Ana Paula Carvalho, Conectar Sistêmico Ana Paula Carvalho, Conectar Sistêmico Produtora Rural | Foto: Projetos Especiais "Muito feliz com esse reconhecimento. A criação de abelhas nativas é uma atividade que enche o nosso coração de alegria, porque trabalhamos com aquilo que amamos, que é a conservação da biodiversidade e desses animais que são tão importantes para a nossa alimentação e de outras espécies também. As abelhas são peças-chave para a perpetuação da vida." Thaiz Romão, Jardim de Mel Pequenos Negócios | Foto: Projetos Especiais "Conquistar o primeiro lugar foi uma grande emoção. Precisamos estar sempre inovando e eu ainda tenho grandes sonhos para a Levei um Bolo. O negócio que começou com uma Kombi tem hoje quatro lojas. Esse reconhecimento me traz bastante alegria." Virginia Endlich Fiorese, Levei um Bolo Ciência e Tecnologia | Foto: Projetos Especiais "Este reconhecimento é a prova viva de que a persistência compensa. Ele demonstra que é possível, sim, empreender com ciência e inovação quando se tem um propósito claro: construir um futuro mais justo. A Manacá nasceu desse sonho de ser a ponte entre método científico e impacto social real. A inovação pode e deve estar a serviço das pessoas e do planeta." Rayssa do Nascimento Mendes, Manacá Tecnologias Sociais Negócios Internacionais | Foto: Projetos Especiais "Estou emocionada com o prêmio. A jornada às vezes é dura, há dificuldades, dá vontade de desistir. Quando a gente recebe um prêmio como esse e ouve a nossa história em poucas palavras, a gente se motiva." Micheli Sossai, Transcapixaba Hike and Fly | Foto: Projetos Especiais
tribunaonline.com.br
September 14, 2026 at 2:12 PM
Hahaha dilemas
Na perspectiva da meliponicultura que é a criação RACIONAL das abelhas sem ferrão, priorizamos cuidar das abelhas da caixa. Entendemos que as limão devem ter seu papel ecológico mas elas não visitam flor, não polinizam e não produzem recursos e saqueiam as outras
+
Fiquei na dúvida se devemos torcer pras limão ou pras outras 😂 Porque, mesmo as limão roubando, ainda é natureza acontecendo. O melhor pro ecossistema é elas conseguirem roubar ou serem espancadas?
September 4, 2026 at 2:11 PM
Meliponicultura*
Apis? safoda eles (meme)
Kkkkkkkkkkkk
A arte de criar e manejar abelhas sem ferrão se chama meliponicultura e vem do gênero das espécies meliponas
September 2, 2026 at 9:58 PM
Conheci AO VIVO a abelha limão. É uma abelha SAQUEADORA. Ela não coleta pólen, não faz cera e nem própolis....ela ROUBA as outras abelhas!
Aprendi a identificar ela, identificar ataques em caixas e como manejar o ataque!
Meliponicultura é uma prática de observação e cuidado constante!
September 2, 2026 at 9:53 PM
Realeira é a futura princesa que vai nascer e ser a rainha da nova caixa.
A princesa quando nascer vai ser expulsa de qualquer forma. Você colocar ela em uma caixa nova é manejar as abelhas, é meliponicultura! É criação RACIONAL de abelhas sem ferros em caixa!
September 2, 2026 at 9:53 PM
Muito feliz por sua nova etapa profissional, ainda mais sabendo o quanto nós agroecológos somos escanteados. Espero que possamos nos encontrar nos cursos e eventos. Você vai participar do seminário de meliponicultura na UFPR em Matinhos, que vai ser em novembro?
September 1, 2026 at 2:24 PM
Meliponicultura é tudo né, tenho minhas caixinhas aqui no apto, amo
September 1, 2026 at 11:57 AM
Começo fazendo um curso de abelha sem ferrão para ficar responsável pelas caixinhas do setor
September 1, 2026 at 11:37 AM
RADAR IGUAÇU 🔵 PORTO UNIÃO/SC 🎓 O Pesque e Pague Água da Serra, em Porto União/SC, sediou na quarta-feira, 19, o Encontro Regional de Apicultura e Meliponicultura, que reuniu produtores, técnicos e instituições para debater temas como nutrição apícola, produção de pólen, meliprodutos e agregação de…
Encontro regional de apicultura reúne produtores no Planalto Norte catarinense
RADAR IGUAÇU 🔵 PORTO UNIÃO/SC 🎓 O Pesque e Pague Água da Serra, em Porto União/SC, sediou na quarta-feira, 19, o Encontro Regional de Apicultura e Meliponicultura, que reuniu produtores, técnicos e instituições para debater temas como nutrição apícola, produção de pólen, meliprodutos e agregação de valor. A iniciativa foi organizada pela Epagri, Molimel e Prefeitura de Porto União, com parceria do Sebrae/SC e apoio da Cresol. 📌 Serviço: 💰 Valor: nutrição apícola, produção de pólen, meliprodutos, profissionalização, agregação de valor e acesso a novos mercados 📅 Quando: 19/08/2026 Leia a matéria completa em umvale.com.br. 🔵 #portouniao #UMVale | 1V
1v.umvale.com.br
August 22, 2026 at 8:22 PM
1V 🟠 PORTO UNIÃO/SC 🎓 Produtores, técnicos e representantes de instituições discutiram nutrição apícola, agregação de valor e acesso a novos mercados no Encontro Regional de Apicultura e Meliponicultura do Planalto Norte Catarinense.
📌 📍 Local: Pesque e Pague Água da Serra, em Porto União/SC

Leia…
Apicultores do Planalto Norte discutem agregação de valor e novos mercados
1V 🟠 PORTO UNIÃO/SC 🎓 Produtores, técnicos e representantes de instituições discutiram nutrição apícola, agregação de valor e acesso a novos mercados no Encontro Regional de Apicultura e Meliponicultura do Planalto Norte Catarinense. 📌 📍 Local: Pesque e Pague Água da Serra, em Porto União/SC Leia a matéria completa em umvale.com.br. 🟠 #portouniao #UMVale | 1V
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August 20, 2026 at 7:07 PM
Criação de abelhas vira fonte de renda nas cidades
Uma atividade tipicamente rural, a criação de abelhas tem ganhado o meio urbano com a adesão crescente de criações de espécies nativas sem ferrão mantidas em pequena escala por pessoas que viram, no inseto, um possível hobby ou também uma fonte de renda extra. As colmeias, mantidas em ambiente quase hostil para um animal tão delicado, reúnem histórias de paixão pela atividade que, aos poucos, abriram portas para novos empreendimentos baseados na meliponicultura. Uma coleção de tomates cheia de sabor e de história: acervo reúne mais de mil variedades Grão com história: plataforma permite ao consumidor rastrear a origem do café na sua xícara — A gente chama popularmente de abelha sem ferrão, mas falo que essas abelhas possuem uma ferroada invisível que a gente toma emocionalmente — diz o apicultor Anderson Magalhães, de Ribeirão Preto (SP). A primeira “picada” ocorreu quando ele ainda tinha 12 anos, no momento em que viu um enxame mantido pelo pai de um amigo: — Depois que a gente é “ferroado” por uma abelha sem ferrão, a gente se apaixona por elas. Projeto: Rota das Lavandas vira atração turística no Paraná e tem fila de produtores interessados Hoje com 37 anos e mais de 600 colmeias em produção em parceria com agricultores da região de Ribeirão, ele chegou a criar 120 colônias de abelhas de 36 espécies diferentes em plena área urbana da cidade, que é a oitava mais populosa do estado. Depois que a gente é 'ferroado' por uma abelha sem ferrão, a gente se apaixona por elas, diz o apicultor Anderson Magalhães, de Ribeirão Preto Arquivo pessoal A primeira caixa, da espécie Iraí, é mantida até hoje na casa da sua avó. Com a experiência adquirida na atividade, ele passou a dar consultorias e atesta o fenômeno: o principal público interessado na criação de abelhas sem ferrão está na cidade. — Muita gente quer justamente ter abelha em área urbana porque acaba sendo um como pet e não tem tanto trabalho quanto um cachorro ou um gato — compara Magalhães. Em São Carlos, no interior paulista, a bióloga Juliana Massimino Feres também iniciou a sua criação na cidade. Embora tenha estudado polinizadores durante a pós-graduação, foi o nascimento do seu filho e a queda de uma colmeia que havia na casa dos seus avós, em 2014, que a levou a ter sua primeira produção própria de mel: Maioria é exportada: Safra brasileira de avocado deve bater recorde neste ano com 60 mil toneladas — É uma atividade que combina muito com a maternidade e com a restauração de ecossistemas, que era o que eu já trabalhava. Ela chegou a ter 50 caixas de abelhas em área urbana. Da paixão pelas melíponas, veio a inspiração para um projeto de incentivo à meliponicultura entre mulheres de pequenas propriedades e na área urbana. Recentemente, a bióloga criou sua própria marca de mel, a Eborá, e a atividade já responde por 30% de sua renda. Em Jaboticabal, também no interior de São Paulo, o meliponicultor Gustavo Siniscalchi mantém quatro apiários em área urbana e um em área rural e vê desafios nos dois ambientes: Raro fora do Japão: Wasabi fresco desponta no interior de São Paulo — O ambiente urbano tem floradas de melhor qualidade, mas é um desafio, por exemplo, por conta da aplicação de inseticidas. Muitas vezes, os inseticidas são aplicados pela própria prefeitura para o controle de mosquitos transmissores da dengue e outras doenças. No entanto, essas pulverizações podem levar à perda de enxames inteiros. Curso na Embrapa O interesse urbano pela criação de abelhas surpreendeu a equipe da Embrapa Meio Ambiente quando a unidade lançou seu primeiro curso on-line sobre o tema, ainda na pandemia. Coco de piaçava: como o produto tradicional da Bahia ganhou espaço no mercado islâmico — As pessoas estavam com essa necessidade de ficar em casa, sem circular, e acharam na criação de abelhas uma atividade possível de ser executada naquele momento — diz o pesquisador Cristiano Menezes, responsável pelo curso. Segundo ele, a demanda levou a uma reedição do curso, com uma abordagem focada para esse público da cidade, visando responder a questões e desafios específicos da meliponicultura urbana. Ao todo, 15 mil pessoas já se inscreveram no curso.
dlvr.it
August 18, 2026 at 7:26 AM
La meliponicultura en Bolivia emerge como un modelo de conservación internacional frente a la deforestación y el cambio climático. A través de la cría de abejas sin aguijón, comunidades locales logran restaurar la biodiversidad, asegurar recursos hídricos y proteger especies endémicas vulnerables.
Planeta Tierra: cría de abejas sin aguijón impulsa la conservación de los bosques en Bolivia
Las meliponas de los Yungas producen miel valorada localmente y cumplen un papel clave en la polinización. Además, una tortuga baula regresó a Jaqué, Panamá, tras casi tres décadas. También, delfines ...
twuai.com
August 17, 2026 at 4:46 AM
Tenta meliponicultura. As bichinhas não tem ferrão e dá pra criar em casa.
July 19, 2026 at 3:12 AM
Meliponicultura (criação de abelhas nativas), presente em 64% das comunidades, é uma atividade que depende da preservação das espécies vegetais locais para a polinização e produção de mel.
July 17, 2026 at 12:57 PM
Cruzes, fui pesquisar Manaus no google e a primeira notícia: a do meu falecido professor de apicultura e meliponicultura
July 12, 2026 at 7:36 PM
Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá
Abelhas sem ferrão em Macapá: família cria 20 colmeias no quintal | G1
A meliponicultura urbana em Macapá une conservação ambiental e produção de mel medicinal com espécies nativas da Amazônia criadas em ambiente doméstico.
g1.globo.com
July 12, 2026 at 12:10 PM
A.B.E.L.H.A. e ICMBio lançam nova série de fichas catalográficas de espécies relevantes para a meliponicultura territoriosecreto.com.br/a-b-e-l-h-a-...
A.B.E.L.H.A. e ICMBio lançam nova série de fichas catalográficas de espécies relevantes para a meliponicultura - Território Secreto
A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), disponibiliza para download fichas catalográficas ......
territoriosecreto.com.br
July 6, 2026 at 10:56 AM
O caminho do mel nativo como os meliponicultores do Pará transformam a criação de abelhas sem ferrão em roteiros de…

https://revistaamazonia.com.br/o-caminho-do-mel-nativo-como-os-meliponicultores-do-para-transformam-a-criacao-de-abelhas-sem-ferrao-em-roteiros-de-ecoturismo-e-alta-gastronomia/
O caminho do mel nativo como os meliponicultores do Pará transformam a criação de abelhas sem ferrão em roteiros de ecoturismo e alta gastronomia
A criação de abelhas nativas sem ferrão, conhecida cientificamente como meliponicultura, está deixando de ser uma atividade exclusivamente extrativista no interior do Pará para se consolidar como um dos eixos mais inovadores e charmosos do turismo de base comunitária (TBC) e do ecoturismo na Amazônia. Produtores rurais, comunidades tradicionais e povos indígenas estruturaram seus meliponários como complexos pedagógicos e sensoriais abertos ao público. Essa transição estratégica não apenas gera uma nova fonte de renda complementar para as famílias camponesas através da venda direta de produtos nobres, mas também atua como uma poderosa ferramenta de educação ambiental, convidando viajantes, biólogos e chefes de cozinha do mundo inteiro a descobrirem a impressionante engenharia biológica desses polinizadores essenciais.
revistaamazonia.com.br
June 28, 2026 at 9:40 PM
Projeto leva água e impulsiona produção de mel em comunidades rurais do RN
Um novo projeto vem transformando a realidade de 30 famílias de comunidades indígenas e assentamentos rurais em João Câmara, no Rio Grande do Norte. A iniciativa, desenvolvida pelas companhias energéticas CPFL Energia e State Grid em parceria com o Sebrae, surgiu a partir de uma ação de reestruturação hídrica para ampliar o acesso à água na região. Com o avanço do trabalho, o projeto passou a incorporar em 2024 atividades como apicultura, meliponicultura, quintais produtivos e geração de energia solar em espaços coletivos. “Quando levamos água potável para a região, percebemos que a vulnerabilidade dessas comunidades era muito maior. A partir daí, começamos a pensar em outras formas de contribuir”, explica Rodolfo Sirol, diretor de Sustentabilidade e Meio Ambiente do Grupo CPFL. A percepção também é compartilhada por João Batista, de 63 anos, agricultor, apicultor e representante há três décadas do Assentamento Santa Terezinha. Segundo ele, a chegada da empresa à comunidade ocorreu justamente por causa da dificuldade de acesso à água. “Como nós somos representantes do assentamento, a CPFL nos procurou para construir um poço e implementar um sistema hídrico aqui na região. Tínhamos muita dificuldade em ter acesso à água”, conta. Leia mais: Mel que não vem das flores: entenda como é produzido Dia Mundial das Abelhas: veja curiosidades surpreendentes Para João, o abastecimento hídrico continua sendo o principal legado da iniciativa. “Sem dúvida, a maior riqueza que esse projeto nos trouxe foi a água, além dos outros benefícios. Eles já atuavam com projetos sociais, com futebol, cursos de música, além de colocarem energia nas igrejas e na escola”, afirma. Segundo Sirol, a empresa já mantinha, por meio de seu instituto, projetos de futebol e musicalização para crianças no contraturno escolar. “Esse contato nos permitiu conhecer melhor a realidade local”, diz. Durante anos, a castanha garantiu parte importante do sustento das famílias. “É um trabalho bastante artesanal e a renda média girava em torno de R$ 900 por mês, com forte dependência de programas sociais”, conta Sirol. Com a chegada dos novos sistemas de abastecimento de água, a produção de mel passou a se mostrar uma alternativa promissora para ampliar os ganhos das comunidades. Sem substituir uma atividade tradicional, o mel começou a complementar a renda familiar e a fortalecer a segurança financeira dos moradores, preservando os costumes locais. Hoje, o projeto reúne 25 apiários destinados à criação de abelhas com ferrão e cinco meliponários voltados às espécies sem ferrão. Cada núcleo familiar atua em um modelo específico de manejo. Aprender para produzir Como muitos moradores já dominavam o cultivo da castanha, o Sebrae concentrou os treinamentos nas novas atividades. Segundo Sirol, as oficinas abordaram desde o comportamento das abelhas até técnicas de manejo e a fabricação das caixas utilizadas na produção. “Foram cerca de 18 meses de trabalho em parceria com o Sebrae, envolvendo capacitação, estruturação da atividade e acompanhamento técnico”, explica. Projeto leva água e impulsiona produção de mel em comunidades rurais do RN Divulgação Os treinamentos se tornaram parte da rotina das comunidades. Em Santa Terezinha, João Batista participa regularmente dos encontros promovidos pelo Sebrae. “Temos reunião mais ou menos de oito em oito dias. Lá, eles nos ensinam o manejo correto do mel e tudo o que é relacionado a ele”, relata. A capacitação também ajudou agricultores que nunca haviam trabalhado com apicultura. José Junior, de 29 anos, morador da comunidade Serrote de São Bento, entrou no projeto em outubro de 2024 ao lado da esposa e do irmão. “No começo, nós tínhamos dificuldade com o manejo. Apesar disso, sempre tivemos a ajuda de um consultor para nos orientar”, afirma. Leia mais: Produtor de mel, Beckham celebra Dia Mundial das Abelhas: 'Estaria perdido sem elas' Mel mais caro do mundo custa quase R$ 60 mil o quilo; conheça A experiência foi semelhante para Carlos Antônio, de 62 anos, morador de Santa Terezinha. Antes da aposentadoria, ele trabalhava com agricultura em um sítio onde cultivava feijão e mandioca. Apesar da experiência no campo, precisou aprender uma nova atividade. “Sempre tivemos apoio dos consultores e do Sebrae. Passávamos mais ou menos quatro horas aprendendo sobre manejo, além da construção das caixas. E tudo sem custo”, conta. Além de aplicar os conhecimentos na produção de mel, algumas famílias encontraram uma nova oportunidade de negócio. Segundo Sirol, muitos participantes passaram a comercializar as próprias caixas que aprenderam a fabricar. “Muitos já estão atuando até como marceneiros, o que ajuda na renda também”, destaca. Uma nova fonte de receita Para Sirol, os resultados já aparecem no campo. “Estive lá em abril e a primeira safra já havia começado. Em maio ocorreu a segunda colheita e, com o aumento das chuvas, ainda pode haver uma nova produção”, relata. Projeto leva água e impulsiona produção de mel em comunidades rurais do RN Divulgação João Batista já sentiu essa mudança na prática. Desde o início do projeto, ele realizou três colheitas e aguarda a quarta. “Eu já tirei mel três vezes, que dá 45 litros de mel, o equivalente a mais ou menos 70 quilos do produto. Com isso, já consegui R$ 1,5 mil”, conta. O impacto na renda também aparece na experiência de José Junior. Segundo ele, a família viu os ganhos crescerem desde que passou a integrar o projeto. “Antes do projeto, nossa renda mensal era em torno de R$ 400. Agora, gira em torno de R$ 2 mil, relata. Ele explica que o mel ainda funciona como uma fonte complementar de renda, mas acredita que a atividade pode se tornar sua principal ocupação nos próximos anos. “Hoje eu tenho o mel como algo complementar. Mas estou vendo que uma hora, possivelmente, eu migre apenas para o mel e deixe a castanha de lado”, afirma. Sirol explica que o potencial de renda do mel pode alcançar metade do valor obtido com a castanha e, em alguns casos, até superar esse montante. Há, porém, uma diferença importante entre as duas atividades. Enquanto a castanha garante entrada de recursos ao longo das semanas, o mel concentra os ganhos nos períodos de colheita, exigindo maior planejamento financeiro. “Por isso, direcionamos grande parte do trabalho para mulheres e adolescentes. Queremos estimular o planejamento financeiro entre os jovens e fortalecer a autonomia econômica feminina dentro dessas comunidades”, afirma. A venda como um desafio inicial Apesar dos avanços, desafios ainda permanecem. Carlos Antônio diz que a comercialização continua sendo o principal obstáculo para os produtores. “A parte da venda é a mais difícil. Também não temos casa de mel. Apesar da renda ter melhorado, nossa condição ainda é pouca e não temos um selo de produto. Então acabamos vendendo para a própria comunidade local”, explica. Segundo ele, o problema não está no projeto, mas na falta de organização coletiva para a comercialização. “O que acontece é que cada pessoa aqui vende seu mel. Um coloca um preço, o outro, outro, e assim por diante. Isso acaba dificultando a nossa venda”, afirma. Carlos conta que ainda mantém cerca de 20 litros de mel estocados, à espera de compradores. Mesmo assim, acredita que a atividade já se tornou indispensável para a economia local. “Apesar da dificuldade com a venda, não existe outra que substitua a renda do mel. Muito menos no interior”, diz. Apesar dos avanços, a proposta nunca foi substituir a produção de castanha. “Tomamos muito cuidado para que a produção de mel funcionasse como uma atividade complementar e representasse um aumento real da renda das famílias”, conclui Sirol. Initial plugin text
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June 28, 2026 at 5:15 AM