Plicoma x Hemorroida: entenda as diferenças e saiba como tratar
O diagnóstico das duas condições é feito por um médico especialista, geralmente um proctologista, por meio de exame físico e, em alguns casos, exames complementares A influenciadora digital Bárbara Evans, de 33 anos, fez um vídeo recentemente falando sobre como a hemorroida afeta a sua rotina há anos e lembrou momentos de intensa dor e muito desconforto. O humorista Whindersson Nunes, de 30, e a cantora Anitta, de 32, também já admitiram sofrer com o problema que afeta 50% das pessoas acima dos 50 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Saiba-mais taboola Questões de saúde comuns, mas ainda cercadas de tabus, plicomas e hemorroidas são confundidos por terem características parecidas. Mas são condições distintas com sintomas, causas e tratamentos diferentes que afetam a região anal, podendo se manifestar tanto interna quanto externamente. Tanto plicomas quanto hemorroidas podem ser influenciados por fatores como esforço repetitivo ou excessivo ao evacuar, deficiência de colágeno, prisão de ventre crônica, gravidez e obesidade. Podem ainda causar desconforto na região, como coceira, irritação e dificuldade de higiene. O diagnóstico das duas condições é feito por um médico especialista, geralmente um proctologista, por meio de exame físico e, em alguns casos, exames complementares. O plicoma é um excesso de pele na região anal, geralmente resultado de inflamações ou cicatrizes. É assintomático (sem dor ou sangramento). Já a hemorroida constitui-se de veias inchadas e inflamadas devido ao aumento da pressão nas veias do reto ou do ânus, e pode causar dor, sangramento e coceira. Em caso de dúvidas ou sintomas, é fundamental procurar um médico especialista para diagnóstico e tratamento adequados. O plicoma pode ter tratamento cirúrgico ou com laser. Já a hemorroida, além dos procedimentos cirúrgicos, pode ser tratada com cuidados paliativos para restaurar a qualidade de vida do paciente, como banhos de assento, medicamentos tópicos e mudanças na dieta, analisando cada caso. Os mais graves podem levar até mesmo à anemia. Com 22 anos de medicina, 15 deles dedicados à proctologia, Ricardo Junio Garcia, chefe do serviço de Cirurgia Geral/Proctologia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP-RJ), tranquiliza quem necessita de tratamento cirúrgico. "Ocorreram muitas mudanças nessa área. Não há mais o pós-operatório 'enlouquecedor'. Evoluímos em técnicas de analgesia adaptadas ao paciente. Houve também evolução na técnica cirúrgica", conta o médico à Quem. E em caso de surgimento de sintomas, a primeira ordem, de acordo com o médico, é procurar ajuda especializada para avaliar o grau do problema. "Em caso de desconforto, procure um médico", orienta ele. Superando tabus e preconceitos Ao contrário do que se pensa, nem todos os problemas anais são hemorroidas. O médico explica que, com o advento do laser de CO 2 (dióxido de carbono), o plicoma veio à luz. "É uma patologia que pode ser tratada no consultório, quando os pacientes toleram o desconforto desse tratamento", afirma ele, esclarecendo que o feixe de luz, uma técnica minimamente invasiva, pode ser usada para remover o plicoma. O especialista diz que o preconceito vem sendo deixado de lado, especialmente entre a geração mais jovem, que atualmente procura o consultório com desenvoltura e não deixa o cuidado para depois. "Esse paciente chega em momentos mais iniciais porque está mais preocupado com a saúde do que com o preconceito, mas algumas pessoas ainda têm alguma resistência. Além do tabu, podem ser pessoas mais reservadas, inclusive por se tratar de uma área desconfortável", destaca. No entanto, o especialista conta que é cada vez menor o risco de mal-estar. O exame oportuno é determinante para a melhor solução. E a principal orientação para prevenção é simples: evacuar adequadamente. "A maior parte das hemorroidas tem origem em problemas gastrointestinais e na constipação intestinal devido ao esforço. A dica, então, é usar papel higiênico para secar, evitando fricção, e priorizar a limpeza com água, além de fazer atividade física e beber água", recomenda o médico. Initial plugin text