Os destaques da seção de Design exibidos na SP-Arte 2026
Em 2026, a SP-Arte chega à sua 22ª edição. O evento acontece no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, entre os dias 9 e 12 de abril, reunindo 180 expositores, entre galerias de arte, museus e editoras. Há, ainda, uma seção dedicada ao design, a qual celebra uma década este ano com a participação de 64 marcas. Nesta edição, a feira também inaugura a área Design Now, com curadoria de Livia Debbane e Patricia Dranoff e expografia assinada pelo escritório Superlimão, que criou pequenas salas para valorizar as peças selecionadas. Localizada no 3º andar do Pavilhão da Bienal, a nova seção é voltada ao mobiliário e ao trabalho de designers brasileiros. Confira, a seguir, destaques de design da SP-Arte 2026 Artefacto A cadeira Libra faz parte coleção Cosmos, assinada por Patricia Anastassiadis para a Artefacto Artefacto/Divulgação A marca apresenta a cadeira Libra, produzida em edição limitada de apenas 50 unidades, reforçando a aproximação entre design e arte. A peça integra a coleção Cosmos, de Patricia Anastassiadis, e propõe uma leitura que transcende a funcionalidade do mobiliário, explorando o design como objeto de contemplação. Leia mais LinBrasil A mesa auxiliar Yara, de Sérgio Rodrigues, foi desenhada em 1965 com puxadores cava, tapa-furos metálicos e planos equilibrados Hay Graphiks/Divulgação A LinBrasil celebra 25 anos com uma linha exclusiva de nove móveis assinados por Sergio Rodrigues (1927–2014). Entre os destaques, está a cadeira Paiol (2010), um dos últimos projetos do designer, e a mesa auxiliar Yara (1965), que apresenta soluções formais e estruturais características da produção da década de 1960. Elementos como pernas que percorrem toda a altura do móvel, puxadores cava e tapa-furos metálicos reforçam a identidade do período, enquanto o espaçamento entre volumes confere leveza singular à peça em relação às demais criações da época. estúdio Pedro Luna O banco Trama, do estúdio Pedro Luna, foi desenvolvido em alumínio e latão fundidos, com base em madeira sucupira estúdio Pedro Luna/Divulgação O estúdio Pedro Luna apresenta a linha Trama, desdobramento de sua investigação sobre objetos cotidianos e suas lógicas construtivas. Na prática, o designer partiu da tecelagem de tapetes em palha de taboa, presente em diversas culturas ao redor do Brasil e do mundo, para um relevo metálico. Dessa forma, a trama, gesto transmitido ao longo de gerações, encontra na fundição um meio de fixação permanente. Cris Bertolucci Estúdio A série Vitória, de Cris Bertolucci Estúdio, configura as peças como vestimenta do espaço, construção volumétrica e objeto escultórico, dissolvendo fronteiras entre função, forma e expressão Cris Bertolucci Estúdio/Divulgação A exposição Corpos de Luz reúne três séries inéditas dedicadas à investigação da luz como elemento estruturante. Entre elas, a linha Vitória foi desenvolvida em linho e entende-se que a superfície maleável atua como filtro sensível, suavizando e difundindo a luminosidade, instaurando uma relação direta entre corpo, vestimenta e arquitetura. Galeria Teo A exposição da Galeria Teo propõe uma investigação sobre fronteiras entre obra e uso, singularidade e repetição, rigor e gesto Galeria Teo/Divulgação A mostra Encontros Insólitos coloca em diálogo o mobiliário moderno brasileiro e a arte escultórica em cerâmica e ferro de Célia Cymbalista. A curadoria e a expografia são assinadas por Teo Vilela Gomes e Claudio Novaes, com apoio da historiadora da arte e gestora cultural Lorette Coen, que atua como co-curadora. Sobrepor A exibição Sobrepor se apresenta como uma série dedicada à investigação das fronteiras entre arte e design André Klotz/Divulgação O artista e designer Domingos Tótora e o designer Gabriel De La Cruz apresentam Sobrepor, série inédita que marca a estreia da parceria, reunindo mais de 10 peças feitas com papelão descartado, terra e água, coletados na cidade de Maria da Fé, em Minas Gerais. O material passa por processos de desagregação e reconstituição da fibra celulósica, sendo posteriormente moldado manualmente e submetido à secagem natural ao sol. Bonni Na coleção Monumental da Bonni, Erik Bonissato propõe mobiliário de presença escultórica, com papel central na decoração de interiores BONNI/Divulgação A coleção Monumental do designer Erik Bonissato entende o design colecionável como uma peça que não deve apenas ocupar espaço, mas estabelecer protagonismo na experiência dos interiores, explorando volumes, matéria e presença escultórica, criando uma relação direta com a arquitetura e a decoração. +55design A coleção Alumiar da +55design sugere uma reflexão sobre como habitamos o espaço 55design/Divulgação A marca apresenta uma coleção de mobiliário assinada por Santídio Pereira, artista plástico piauiense. Em Alumiar, o profissional reúne 14 peças de design com referências do bioma brasileiro e do cosmos, a partir de uma memória pessoal de infância: a imagem de uma luz que atravessa superfícies e ilumina o mundo. A mostra possui curadoria de Clarissa Schneider, e os bordados são feitos por artesãs da ONG Orientavida. Herança Cultural O painel de Athos Bulcão é feito de azulejos Igrejinha, integrante da parte histórica da mostra da galeria Herança Cultural Rafael Felix/Divulgação Completando 35 anos em 2026, a galeria apresenta uma exposição com um recorte entre mobiliário histórico e contemporâneo, com pesquisa material e novas leituras do colecionável. Entre os destaques históricos está o painel de azulejos Igrejinha, de Athos Bulcão, que mostra a capacidade do profissional de integrar imagem, ritmo e construção visual ao espaço arquitetônico. Dualde Cornelsen A peça da Dualde Cornelsen assume a forma de arandela, com fragmentos de madeira aplicados sobre uma estrutura tubular fixada à parede, de modo que a luz atravesse frestas, sobreposições e relevos Dualde Cornelsen/Divulgação Pela primeira vez na SP-Arte, os designers Lucas Dualde e Pali Cornelsen mostram peças que consolidam uma pesquisa, com foco em estrutura, materialidade e método construtivo. O conjunto é feito em madeira, cerâmica, bronze, tecido, pigmento e luz, que operam como elementos de uma mesma linguagem. Ricardo van Steen O designer Ricardo van Steen e a poltrona Piranga, apresentada na SP-Arte de 2026 Folio/Divulgação Em parceria com a Folio, o designer Ricardo van Steen leva para a feira um conjunto de peças desenvolvidas a partir de uma pesquisa que articula desenho autoral, cultura material brasileira e produção seriada. Nos trabalhos, madeira, aço, couro e revestimentos têxteis são tratados como elementos de projeto, com atenção à adaptação do desenho aos processos produtivos. Lumini A Luminária PMR, assinada por Paulo Mendes da Rocha em colaboração com a Metro Arquitetos, entende a luz com um princípio elementar da arquitetura Lumini/Divulgação A luminária PMR é um projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928–2021) em parceria com o escritório Metro Arquitetos. Adaptada para produção industrial pela Lumini, a peça incorpora sistematização, controle técnico e precisão construtiva. O resultado é uma chapa metálica dobrada que integra a fonte de luz ao plano e permite articulação, ajustando a incidência entre luz direta e indireta conforme o uso. Suite Design Na coleção da Suite Design, o plástico é usado como matéria-prima, explorada sob uma perspectiva experimental ao lado da pedra natural Pedro Ocanhas/Divulgação A coleção In.verso reúne mobiliários feitos em plástico reciclado triturado contrastado com fragmentos de pedras naturais, provenientes de sobras e descartes de chapas. As 15 peças, entre mesas de centro, mesas laterais, mesa de jogos, espelhos e arandelas, propõem um novo olhar sobre materiais já existentes, a partir da manipulação e do reaproveitamento. Firma Casa A mesa lateral Oliveira, do designer William Oliveira, é feita em aço inox polido ou escovado, e sua base em esfera de pedra pode ser em acabamento polido, levigado, escovado ou bruto Firma Casa/Divulgação Design exclusivo de William Oliveira para a Firma Casa, a mesa lateral Oliveira marca um encontro entre o aço inox e o mármore. A base é feita em pedra, com tons, cores e desenhos em veios únicos, pensados para trazer uma presença escultórica, enquanto a estrutura em inox polido sustenta o conjunto com leveza visual, refletindo o ambiente de forma silenciosa e discreta, em uma superfície contínua, precisa e estável. St. James Mesas laterais da linha Botanique, inspiradas nos traços fluidos dos jardins de Roberto Burle Marx St. James/Divulgação A St. James participa da SP-Arte pela primeira vez no espaço do Studio SETTE7, das irmãs Vivian Coser e Erika Coser, com três coleções desenvolvidas em colaboração com as designers, reforçando seu posicionamento na criação de objetos extraordinários e seu diálogo com o universo do design contemporâneo. Leia mais Entre os destaques estão a linha Botanique, lançada em 2019, com mesas laterais e de centro e versões com base em pedra natural, inspiradas nos traços fluidos dos jardins do renomado paisagista Roberto Burle Marx (1909–1994). Bertolucci A coleção Torre de luminárias da designer Carol Gay para a Bertolucci foi inspirada pela natureza, formas geométricas e elementos urbanos Bertolucci/Divulgação Comemorando 70 anos de coletivo, a Bertolucci apresenta 11 novas coleções. Entre elas, a designer Carol Gay trabalha o vidro soprado artesanal em estruturas metálicas em luminárias da coleção Torre. Entreposto A coleção TRAMAS traz geometrias marcantes e uma paleta que transita entre tons de camel, azul, verde, ameixa e caviar, cores desenvolvidas exclusivamente para o projeto Entreposto/Divulgação Pela primeira vez com estande próprio na feira, a Entreposto apresenta uma co-criação da marca com os arquitetos Sig Bergamin e Murilo Lomas, com 18 tecidos entre jacquards, bouclés, veludos, chenille e linhos desenvolvidos e produzidos integralmente no Brasil. A coleção se destaca pela complexidade técnica e pelas gramaturas elevadas, que chegam a 752 g/m². Adriana Yazbek Adriana Yazbek apresenta luminárias escultóricas, em um meio termo entre peça de arte contemporânea e do design Adriana Yazbek/Divulgação Para a SP-Arte, a designer Adriana Yazbek aprofunda o caráter escultórico da sua produção. As luminárias surgem do encontro de dois tipos de papel: o machê, denso e opaco; e o kozo, leve e translúcido. Também aposta no uso de cores intensas. Tora Brasil O banco Axis nasce da precisão geométrica, o movimento do cruzamento dos eixos foi pensado como arquitetura, sustentando o assento com leveza e solidez Tora Brasil/Divulgação A coleção de Vivan Coser parte de uma leitura direta de ícones da arquitetura e design brasileiros. As peças apresentam estética simplificada, com poucos elementos, destacando a pureza da forma e sua materialidade.