Mãe fica em choque ao descobrir real motivo de falta de ar do filho, em RO
Desde o nascimento, o pequeno Heitor Naimaier, de Porto Velho (RO), enfrenta complicações de saúde. Isso porque, logo após o parto, ele recebeu o diagnóstico de uma cardiopatia congênita e precisou ser encaminhado imediatamente para a UTI. Ele também teve de fazer uma traqueostomia. Anos depois, ele passou a apresentar um aumento no desconforto respiratório. A família ficou chocada ao descobrir que um fio de sutura estava dentro da traqueia dele. Exames de imagem revelaram que dificuldades respiratórias de Heitor eram causadas por fio de sutura na traqueia Reprodução/ Instagram Madeleyne Naimaier, 29 anos, criadora de conteúdo digital sobre maternidade atípica, mãe de Heitor, lembra que o menino já passou por diversas situações, como infecções frequentes, paradas cardiorrespiratórias e 12 falhas de extubação. “Isso acabou machucando a traqueia dele e causando estenose traqueal de grau III”, detalha, em entrevista a CRESCER. Com o passar dos anos, a família percebeu que o desconforto respiratório do menino estava aumentando. “Estava causando apneia do sono, um sono muito inquieto e cianose. Levei na cardiopediatra e observamos que havia voltado a hipertensão pulmonar dele”, conta. Diante dos sintomas, os médicos começaram a investigar outras possíveis causas. Inicialmente, a família chegou a considerar que o problema pudesse estar relacionado às adenoides ou às amígdalas, mas a hipótese foi descartada. Foi então que Heitor, hoje com 5 anos, foi encaminhado a um cirurgião torácico para realizar uma broncoscopia, exame que permite visualizar o interior das vias respiratórias. Durante o procedimento, veio a surpresa. “Descobrimos que haviam colocado um fio de sutura na traqueia dele”, relata Madeleyne. A mãe afirma que ainda existem dúvidas sobre como e por que o fio foi colocado no local. “O que não consigo afirmar é exatamente em que região colocaram, por que fizeram isso e por que, mesmo que tivessem usado, não lembraram de tirar. Ainda existem muitas dúvidas, que provavelmente serão sanadas antes da cirurgia de retirada”, diz ela. De acordo com Madeleyne, o material identificado foi prolene, um fio de sutura não absorvível. “Geralmente eles usam fio de sutura absorvível, mas nele infelizmente utilizaram fio não absorvível chamado fio de prolene”, afirma. Apesar da descoberta, Heitor ainda não passou pela cirurgia para retirada do fio. A família aguarda a liberação do procedimento pelo plano de saúde. Após a realização da broncoscopia, o menino apresentou um pequeno sangramento na região onde estava o fio. Segundo Madeleyne, houve também acúmulo de secreção, o que contribuiu para uma piora do quadro de sinusite. “Heitor está estável, mas precisou de antibiótico, pois, como mexeram no fio, houve um pequeno sangramento e, com o acúmulo de secreção na região, acabou fazendo com que ele ficasse muito congestionado, atacando a sinusite dele”, diz ela. Agora, a família aguarda a autorização e a definição da data da cirurgia. Enquanto isso, Heitor está melhor e segue sendo acompanhado pelos médicos. Para Madeleyne, o momento é marcado por dúvidas e expectativa para finalmente entender o que aconteceu e encontrar uma solução para o filho. Assista ao vídeo abaixo (se não conseguir visualizar, clique aqui): Initial plugin text