#araras-canindés
Polícia Ambiental descobre cativeiro após ouvir canto de araras e resgata seis animais em SP; VÍDEO
Polícia ouve canto de araras, descobre cativeiro e resgata animais | G1
Quatro araras-canindés e dois jabutis estavam em uma propriedade de Bertioga. Responsável recebeu multa de R$ 42 mil.
g1.globo.com
October 11, 2026 at 12:05 PM
Polícia Ambiental descobre cativeiro após ouvir canto de araras e resgata seis animais em SP; VÍDEO
Polícia ouve canto de araras, descobre cativeiro e resgata animais | G1
Quatro araras-canindés e dois jabutis estavam em uma propriedade de Bertioga. Responsável recebeu multa de R$ 42 mil.
g1.globo.com
October 11, 2026 at 11:51 AM
VÍDEO: grupo de araras-canindés é flagrado comendo 'chiclete cuiabano' em condomínio de MT
Araras-canindés são flagradas comendo 'chiclete cuiabano' em MT | G1
Um casal filmou cerca de 9 araras comendo bocaiúva no chão de um condomínio em Cuiabá.
g1.globo.com
October 2, 2026 at 9:22 PM
Casal de araras cava buraco na calçada onde antes havia palmeira
Um casal de araras-canindés foi filmado cavando um buraco no chão da área central da Avenida Capitão Olinto Mancini, em Três Lagoas. A abertura é tão profunda que uma das aves cabe quase inteira dentro dela. O registro foi publicado nesta quarta-feira (30) por Rian Reynaldi, administrador do perfil @riandoscoleiros no Instagram, e provocou reações entre a preocupação e o humor. Segundo Rian, o casal tinha um ninho em uma palmeira naquele mesmo ponto, anos atrás. Depois que a árvore caiu, as aves passaram a retornar ao local e cavar o chão. Na legenda, ele descreveu a cena como um casal que “parece estar cavando uma cova”. Uma imagem de 2022 do Google Street View mostra um tronco de palmeira sem copa no local. O registro documenta a presença da árvore naquele período, mas, sozinho, não comprova que ela abrigava o ninho das aves filmadas. Larissa Tinoca, do Projeto Araras Urbanas, do Instituto Arara Azul, afirma que o casal apresenta um comportamento de construção de ninho, mas em um local inadequado. Segundo ela, Três Lagoas tem cavidades disponíveis para as aves, o que torna a tentativa de escavar o chão ainda mais incomum. “Não era para ela ter esse comportamento, mesmo que o ninho tenha sido removido. A gente tem perda de ninhos aqui em Campo Grande, nunca foi visto esse tipo de comportamento”, explica. A especialista não consegue determinar o que levou o casal a agir dessa forma. Ela pondera, porém, que comportamentos aprendidos ou já expressos pelos animais podem ser difíceis de abandonar, o que pode ajudar a entender a persistência na escavação. "Geralmente os animais, quando aprendem ou expressam um tipo de comportamento, é difícil eles desaprenderem ou deixarem de fazer”, afirma. Além da baixa perspectiva de sucesso na reprodução, a localização expõe as araras a perigos. Larissa cita o risco de predação e de ataques por cachorros. “É um comportamento anormal de tentativa de reprodução, que muito provavelmente não vai dar certo. Local totalmente inadequado”, avalia. “É muito triste. Quando eu vi, eu nem consegui curtir.” Por fim, reforça que o Instituto Arara Azul está à disposição para ajudar os profissionais que atuam no cuidado desses animais em Três Lagoas. Nos comentários da publicação, a cena despertou compaixão. “Tadinhas. Deveriam ter plantado outra árvore no lugar, que absurdo!”, escreveu uma pessoa. Outra recorreu à brincadeira: “São novas espécies de cachorros?”. Também houve quem comparasse as araras às corujas-buraqueiras e sugerisse uma proteção ao redor do buraco para evitar acidentes. A comparação, porém, não explica o comportamento registrado nem muda a avaliação da especialista sobre a inviabilidade reprodutiva. O  Campo Grande News  questionou a gestão municipal sobre o manejo da palmeira, se foi feito pela Prefeitura ou não, mas não houve retorno. O espaço esta aberto para manifestações.
www.campograndenews.com.br
September 30, 2026 at 11:24 PM
As araras canindés andaram conhecendo o local, mas não gostaram da falta de cobertura. Quem está alojado agora é um casal de tucanos. Não sei quantos serão quando a temporada acabar.
September 13, 2026 at 3:39 PM
Saúde das araras pode revelar as condições do ambiente onde elas vivem
As araras-canindés resgatadas e encaminhadas ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), além de receberem tratamento, estão integrando uma pesquisa que busca compreender o que seu estado de saúde pode revelar sobre as condições dos ambientes onde vivem. Elas chegam, na maioria das vezes, após sofrerem colisões, acidentes com linhas de cerol, descargas elétricas ou por terem sido vítimas do tráfico de animais silvestres. A pesquisa é conduzida pela médica veterinária Jordana Toqueto, que atua no local desde 2022 e desenvolve o trabalho como parte de sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O estudo "Detecção molecular de agentes infecciosos em araras-canindés (Ara ararauna)" pretende identificar quais agentes infecciosos acometem essas aves e responder se elas chegam ao Cras já infectadas ou se desenvolvem as doenças durante o período de reabilitação, em razão de fatores como estresse e manejo. Para Jordana Toqueto, o estudo está inserido no conceito de Saúde Única, que integra a saúde animal, ambiental e humana. Ao investigar quais agentes infecciosos acometem as araras-canindés, a pesquisa também busca compreender como as condições dos ambientes onde essas aves vivem podem influenciar sua saúde e, ao mesmo tempo, fornecer informações importantes para a conservação da fauna. Embora o projeto tenha sido iniciado no semestre passado, as coletas começaram em junho, após a autorização concedida pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Conforme a pesquisadora, até o momento, três araras-canindés, entre jovens e adultas, estão sendo monitoradas. A expectativa é acompanhar cerca de 100 aves ao longo de um ano, conforme elas forem admitidas no centro. Segundo Jordana, para identificar a origem das infecções, são coletadas amostras da cavidade oral, da cloaca e do sangue das aves. O material é analisado por meio da técnica de PCR (reação em cadeia da polimerase), que permite detectar a presença de vírus, bactérias e fungos a partir do material genético dos microrganismos. Investigação -  Ao todo, a pesquisa investiga 11 agentes infecciosos. Entre os vírus estão poxvírus, circovírus, bornavírus, poliomavírus, herpesvírus, adenovírus e papilomavírus. Também são analisadas as bactérias Chlamydia psittaci, Salmonella spp. e Mycoplasma spp., além do fungo Aspergillus spp. A pesquisadora explica que um dos principais focos é a Chlamydia psittaci, bactéria causadora da clamidiose, também conhecida como psitacose. Por se tratar de uma zoonose, pode afetar seres humanos, principalmente profissionais que trabalham diretamente com aves e realizam seu manejo. Jordana afirma que não é o simples fato de uma arara voar pela cidade que representa risco de transmissão. Outra doença acompanhada que chama a atenção, de acordo com a médica veterinária, é a circovirose. Caso o vírus seja detectado, o animal precisa permanecer isolado. A ave não poderá ser reintroduzida na natureza, pois existe o risco de transmissão para outros psitacídeos, como papagaios, periquitos e calopsitas.  Por isso, a pesquisadora ressalta que, além de contribuir para o diagnóstico e o tratamento das aves, a pesquisa pode resultar num protocolo de monitoramento sanitário para o Cras. O objetivo é garantir que os animais reabilitados sejam reintroduzidos na natureza em condições adequadas de saúde, reduzindo o risco de disseminação de doenças entre populações silvestres. Os resultados também deverão oferecer um "raio X" das principais doenças encontradas nas araras-canindés atendidas pelo centro, produzindo informações que poderão auxiliar outros centros de reabilitação, médicos-veterinários e pesquisadores que atuam com fauna silvestre. Arara Urbana -  Esse conhecimento ganha relevância em Campo Grande, onde a arara-canindé faz parte da paisagem urbana. Segundo o Instituto Arara Azul, a população de araras urbanas no município ultrapassa 400 indivíduos, entre araras-canindés e araras-vermelhas. A espécie Ara ararauna não é considerada ameaçada de extinção e, desde 2015, é a Ave Símbolo de Campo Grande. Em 2021, a cidade também recebeu oficialmente o título de Capital das Araras. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .
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July 1, 2026 at 6:10 PM
No Guardian: "Araras-canindés retornam ao Rio de Janeiro após 200 anos." www.theguardian.com/environment/...
‘A dream come true’: Brazil’s blue-and-yellow macaws return to Rio after 200 years
An ambitious ‘refaunation’ project is bringing the much-loved birds and other lost species back to the city’s national park
www.theguardian.com
April 9, 2026 at 1:18 PM
“#Animais são muito complexos. Alguns se adaptam rápido, outros demoram mais tempo", explica Joana Macedo, vice-presidente do #Refauna. É o caso das #araras-canindés, soltas em janeiro, mas que precisaram ser #recapturadas, e agora passam por novo #treinamento
Uma espécie após a outra: as conquistas e os desafios do Projeto Refauna, no Parque Nacional da Tijuca
Desde 2009, quando o projeto começou, no Rio de Janeiro, espécies extintas foram reintroduzidas, como cutias, bugios e jabutis. Nos bastidores, há um árduo trabalho de pesquisadores e biólogos. “Anima...
conexaoplaneta.com.br
April 1, 2026 at 1:13 PM
2 araras-canindés e 1 papagaio resgatados em Bonsucesso, na zona Norte da cidade do Rio, em operação contra lixões clandestinos explorados pelo Comando Vermelho em Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
March 13, 2026 at 1:47 PM
Após 200 anos, reintrodução das araras-canindés no Rio avança para novo estágio
Elas já cortam o céu, pousam, exploram, erram caminhos e aprendem a viver na floresta. Um mês após devolver às araras-canindés (Ara ararauna) o direito de voar sobre o Rio depois de mais de 200 anos, o projeto de reintrodução no Parque Nacional da Tijuca entra agora em sua nova fase, a mais longa e decisiva. Não é mais sobre soltar. É sobre permanecer. Nos próximos meses, novas aves devem chegar para a aclimatação, período em que vivem em recintos dentro da própria mata para se adaptar ao ambiente, fortalecer o voo, reconhecer frutos nativos e reduzir o contato humano, antes de ganharem o céu em definitivo. A ampliação do grupo pioneiro vai testar, na prática, se uma floresta cercada pela cidade ainda consegue sustentar uma espécie que desapareceu da paisagem carioca há mais de dois séculos. R$ 2 milhões de multa: Empresa faz acordo para compensar despejo ilegal de esgoto em lagoa da Barra Pacientes monitorados 24 horas por dia: Hospital público na Zona Norte vira referência nacional O avanço das araras ocorre em paralelo a outras frentes de refaunação no parque. Ainda este ano, o projeto prevê o reforço populacional dos macacos bugios, espécie-chave da Mata Atlântica, com a introdução de novos indivíduos para ampliar a diversidade genética e a resiliência da população já existente. A estratégia indica que o retorno das aves faz parte de um plano mais amplo de reconstrução ecológica da floresta urbana. Galerias Relacionadas A reintrodução das araras-canindés na Floresta da Tijuca avança agora para um segundo capítulo. Depois da soltura das três primeiras fêmeas — Fernanda, Fátima e Sueli —, o projeto coordenado pela ONG Refauna, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), inicia uma etapa de expansão e consolidação. Entre quatro e seis novas aves devem chegar ao parque nos próximos meses para repetir o protocolo de aclimatação, com previsão de nova soltura ainda em 2026. Arara-canindé reintroduzida no Parque Nacional da Tijuca, em fase de adaptação Divulgação/Flavia Zagury Entre elas está Selton, macho que integrou o primeiro grupo, mas ficou fora da soltura inicial por estar em período de troca de penas. As primeiras araras-canindés resgatadas para o projeto foram retiradas de cativeiros irregulares ou apreendidas em operações de combate ao tráfico de animais silvestres e, depois, reabilitadas no Parque Três Pescadores, em Aparecida do Norte, no interior de São Paulo. A expectativa é que, com um grupo maior, as aves fortaleçam laços sociais, ampliem a permanência na área de soltura e avancem para o próximo passo: a reprodução em vida livre. De clássicos italianos a pizza artesanal e rodízio: Novas casas movimentam a cena gastronômica da Grande Tijuca Enquanto isso, as três pioneiras seguem sob monitoramento constante — feito por pesquisadores e também por moradores da região. Relatos, fotos e vídeos enviados à equipe do Refauna e ao aplicativo SISS-Geo, da Fiocruz, ajudam a mapear deslocamentos e comportamentos, sem divulgação dos pontos exatos de avistamento, como medida de segurança. Após a reintrodução, em 2024, os macacos bugios seguem monitorados no Parque Nacional da Tijuca: projeto prevê a entrada de novos indivíduos em 2026 Divulgação/Marcelo Rheingantz À frente da gestão do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar, chefe da unidade e analista ambiental do ICMBio, afirma que a reintrodução das araras-canindés representa muito mais do que um novo elemento no céu carioca. — O projeto simboliza o retorno das araras ao céu do Rio, uma cidade reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural mundial entre o mar e a montanha. Receber essa iniciativa dentro do parque demonstra que, mesmo sob intensa pressão urbana, a floresta permanece íntegra e capaz de oferecer alimento, abrigo, água e condições para que essas aves tentem estabelecer uma população viável — afirma. Gastronomia: Cadeg faz 64 anos com pratos completos a R$ 64 e programação cultural Segundo Viviane, a soltura marca apenas o início de uma trajetória contínua de acompanhamento e adaptação: — É animador constatar que uma floresta urbana ainda pode ser lar de espécies tão emblemáticas e essenciais para o funcionamento dos ecossistemas. Esse trabalho começou com as cutias, seguiu com os bugios e os jabutis-tinga e agora chega às araras. Todas essas espécies seguem vivendo no parque, o que indica uma mudança profunda na relação da cidade com sua biodiversidade. Ela destaca ainda que o projeto responde a um desafio global: a defaunação, processo de perda acelerada de espécies animais. — As araras exercem funções ecológicas únicas. Pela força do bico e pela capacidade de voo, dispersam grandes sementes a longas distâncias e contribuem para a regeneração da Mata Atlântica. Além disso, a iniciativa consolida um modelo que pode inspirar políticas públicas, ao mostrar que é possível restaurar processos ecológicos mesmo em áreas sob forte pressão urbana. Todo esse trabalho foi precedido por anos de cuidados sanitários, com exames rigorosos para garantir que as aves estivessem livres de patógenos antes de entrarem no parque — completa. 'Chafariz ou espelho d'água': construção irregular em calçada no Leblon é demolida Para a vice-presidente do Refauna, Joana Macedo, a reintrodução de uma espécie exige um percurso técnico cuidadoso, que começa muito antes da soltura. — É preciso estudar a ocorrência histórica, entender por que a espécie desapareceu, avaliar se o habitat ainda oferece condições de sustentar uma população viável e mapear os riscos — explica. No caso das araras-canindés, a principal referência histórica da presença da espécie no Rio de Janeiro está em um livro do viajante e pastor francês Jean de Léry, que registra a ocorrência dessas aves no entorno da Baía de Guanabara em meados do século XVI. Segundo Joana, o desafio atual é equilibrar a adaptação das aves às particularidades de uma floresta cercada por bairros densamente povoados. Novo parque público: Paes compra fazenda histórica em Jacarepaguá — Quando as araras deixam o recinto e passam a viver em liberdade, começam a tomar suas próprias decisões. Elas ampliaram rapidamente suas áreas de uso, exploraram o entorno do parque e demonstraram grande capacidade de voo. Isso é positivo, mas exige reforçar comportamentos naturais, como buscar alimento sozinhas e evitar a aproximação humana — afirma. Esse acompanhamento só é possível graças à ciência cidadã, que envolve moradores, observadores de aves e visitantes no monitoramento. — As araras se deslocam por longas distâncias, muitas vezes fora do parque. Foram os relatos das comunidades do entorno do Parque Nacional da Tijuca que nos permitiram acompanhar, quase em tempo real, os deslocamentos de Fernanda, Sueli e Fátima, aumentando a eficiência das decisões e a segurança das aves — diz. Pista para 'carros voadores' e muito mais: Obras no Aeroporto de Jacarepaguá terminam até março A orientação ao público é clara: não alimentar, não tentar atrair, não tocar e não interagir. Em situações de risco, o correto é acionar o Refauna ou os órgãos ambientais. — Toda aproximação mediada por comida ensina a arara a se aproximar de pessoas, o que pode colocá-la em perigo. Conviver com a fauna exige respeito à distância — alerta. A chegada das araras integra uma estratégia mais ampla de refaunação da Mata Atlântica carioca. Além das novas solturas previstas para 2026 e do reforço populacional dos macacos bugios ainda este ano, o plano inclui monitoramento contínuo, participação comunitária e avaliação constante dos indicadores ecológicos. — A refaunação funciona como a reconstrução de um quebra-cabeça ecológico. Bugios, araras, cutias e jabutis desempenham papéis diferentes e complementares. Quando essas espécies voltam, não é só o animal que retorna, são as interações que sustentam a floresta — resume Joana. Sonho de Arlindo Cruz: Bar Dois Arlindos é inaugurado na Barra Viviane reforça que o futuro do projeto depende, agora, menos da biologia e mais do comportamento humano. — A cidade precisa assumir um novo papel. Deixar para trás a cultura da caça, da domesticação e da posse de animais silvestres e fortalecer uma rede de guardiões da floresta. Manter as Unidades de Conservação protegidas e respeitadas é essencial para que esse voo não seja interrompido — conclui. A expectativa é que, ao longo dos próximos cinco anos, cerca de 50 araras-canindés sejam reintroduzidas na Floresta da Tijuca, formando uma população viável e em expansão. Se os resultados se confirmarem, o parque pode se consolidar como referência internacional em refaunação urbana, em um modelo que combina ciência, gestão ambiental e envolvimento direto da sociedade. Initial plugin text
dlvr.it
February 7, 2026 at 8:12 AM
Após 200 anos, reintrodução das araras-canindés no Rio avança para novo estágio
<img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/38RT1lVh3yvdVYAMMN6-YnhY_Sc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/E/P/d3EXKlSWOlL5wgbiSJ1Q/img-10.jpg" /><br /> Elas já cortam o céu, pousam, exploram, erram caminhos e aprendem a viver na floresta. Um mês após devolver às araras-canindés (Ara ararauna) o direito de voar sobre o Rio depois de mais de 200 anos, o projeto de reintrodução no Parque Nacional da Tijuca entra agora em sua nova fase, a mais longa e decisiva. Não é mais sobre soltar. É sobre permanecer. Nos próximos meses, novas aves devem chegar para a aclimatação, período em que vivem em recintos dentro da própria mata para se adaptar ao ambiente, fortalecer o voo, reconhecer frutos nativos e reduzir o contato humano, antes de ganharem o céu em definitivo. A ampliação do grupo pioneiro vai testar, na prática, se uma floresta cercada pela cidade ainda consegue sustentar uma espécie que desapareceu da paisagem carioca há mais de dois séculos. R$ 2 milhões de multa: Empresa faz acordo para compensar despejo ilegal de esgoto em lagoa da Barra Pacientes monitorados 24 horas por dia: Hospital público na Zona Norte vira referência nacional O avanço das araras ocorre em paralelo a outras frentes de refaunação no parque. Ainda este ano, o projeto prevê o reforço populacional dos macacos bugios, espécie-chave da Mata Atlântica, com a introdução de novos indivíduos para ampliar a diversidade genética e a resiliência da população já existente. A estratégia indica que o retorno das aves faz parte de um plano mais amplo de reconstrução ecológica da floresta urbana. Galerias Relacionadas A reintrodução das araras-canindés na Floresta da Tijuca avança agora para um segundo capítulo. Depois da soltura das três primeiras fêmeas — Fernanda, Fátima e Sueli —, o projeto coordenado pela ONG Refauna, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), inicia uma etapa de expansão e consolidação. Entre quatro e seis novas aves devem chegar ao parque nos próximos meses para repetir o protocolo de aclimatação, com previsão de nova soltura ainda em 2026. Arara-canindé reintroduzida no Parque Nacional da Tijuca, em fase de adaptação Divulgação/Flavia Zagury Entre elas está Selton, macho que integrou o primeiro grupo, mas ficou fora da soltura inicial por estar em período de troca de penas. As primeiras araras-canindés resgatadas para o projeto foram retiradas de cativeiros irregulares ou apreendidas em operações de combate ao tráfico de animais silvestres e, depois, reabilitadas no Parque Três Pescadores, em Aparecida do Norte, no interior de São Paulo. A expectativa é que, com um grupo maior, as aves fortaleçam laços sociais, ampliem a permanência na área de soltura e avancem para o próximo passo: a reprodução em vida livre. De clássicos italianos a pizza artesanal e rodízio: Novas casas movimentam a cena gastronômica da Grande Tijuca Enquanto isso, as três pioneiras seguem sob monitoramento constante — feito por pesquisadores e também por moradores da região. Relatos, fotos e vídeos enviados à equipe do Refauna e ao aplicativo SISS-Geo, da Fiocruz, ajudam a mapear deslocamentos e comportamentos, sem divulgação dos pontos exatos de avistamento, como medida de segurança. Após a reintrodução, em 2024, os macacos bugios seguem monitorados no Parque Nacional da Tijuca: projeto prevê a entrada de novos indivíduos em 2026 Divulgação/Marcelo Rheingantz À frente da gestão do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar, chefe da unidade e analista ambiental do ICMBio, afirma que a reintrodução das araras-canindés representa muito mais do que um novo elemento no céu carioca. — O projeto simboliza o retorno das araras ao céu do Rio, uma cidade reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural mundial entre o mar e a montanha. Receber essa iniciativa dentro do parque demonstra que, mesmo sob intensa pressão urbana, a floresta permanece íntegra e capaz de oferecer alimento, abrigo, água e condições para que essas aves tentem estabelecer uma população viável — afirma. Gastronomia: Cadeg faz 64 anos com pratos completos a R$ 64 e programação cultural Segundo Viviane, a soltura marca apenas o início de uma trajetória contínua de acompanhamento e adaptação: — É animador constatar que uma floresta urbana ainda pode ser lar de espécies tão emblemáticas e essenciais para o funcionamento dos ecossistemas. Esse trabalho começou com as cutias, seguiu com os bugios e os jabutis-tinga e agora chega às araras. Todas essas espécies seguem vivendo no parque, o que indica uma mudança profunda na relação da cidade com sua biodiversidade. Ela destaca ainda que o projeto responde a um desafio global: a defaunação, processo de perda acelerada de espécies animais. — As araras exercem funções ecológicas únicas. Pela força do bico e pela capacidade de voo, dispersam grandes sementes a longas distâncias e contribuem para a regeneração da Mata Atlântica. Além disso, a iniciativa consolida um modelo que pode inspirar políticas públicas, ao mostrar que é possível restaurar processos ecológicos mesmo em áreas sob forte pressão urbana. Todo esse trabalho foi precedido por anos de cuidados sanitários, com exames rigorosos para garantir que as aves estivessem livres de patógenos antes de entrarem no parque — completa. 'Chafariz ou espelho d'água': construção irregular em calçada no Leblon é demolida Para a vice-presidente do Refauna, Joana Macedo, a reintrodução de uma espécie exige um percurso técnico cuidadoso, que começa muito antes da soltura. — É preciso estudar a ocorrência histórica, entender por que a espécie desapareceu, avaliar se o habitat ainda oferece condições de sustentar uma população viável e mapear os riscos — explica. No caso das araras-canindés, a principal referência histórica da presença da espécie no Rio de Janeiro está em um livro do viajante e pastor francês Jean de Léry, que registra a ocorrência dessas aves no entorno da Baía de Guanabara em meados do século XVI. Segundo Joana, o desafio atual é equilibrar a adaptação das aves às particularidades de uma floresta cercada por bairros densamente povoados. Novo parque público: Paes compra fazenda histórica em Jacarepaguá — Quando as araras deixam o recinto e passam a viver em liberdade, começam a tomar suas próprias decisões. Elas ampliaram rapidamente suas áreas de uso, exploraram o entorno do parque e demonstraram grande capacidade de voo. Isso é positivo, mas exige reforçar comportamentos naturais, como buscar alimento sozinhas e evitar a aproximação humana — afirma. Esse acompanhamento só é possível graças à ciência cidadã, que envolve moradores, observadores de aves e visitantes no monitoramento. — As araras se deslocam por longas distâncias, muitas vezes fora do parque. Foram os relatos das comunidades do entorno do Parque Nacional da Tijuca que nos permitiram acompanhar, quase em tempo real, os deslocamentos de Fernanda, Sueli e Fátima, aumentando a eficiência das decisões e a segurança das aves — diz. Pista para 'carros voadores' e muito mais: Obras no Aeroporto de Jacarepaguá terminam até março A orientação ao público é clara: não alimentar, não tentar atrair, não tocar e não interagir. Em situações de risco, o correto é acionar o Refauna ou os órgãos ambientais. — Toda aproximação mediada por comida ensina a arara a se aproximar de pessoas, o que pode colocá-la em perigo. Conviver com a fauna exige respeito à distância — alerta. A chegada das araras integra uma estratégia mais ampla de refaunação da Mata Atlântica carioca. Além das novas solturas previstas para 2026 e do reforço populacional dos macacos bugios ainda este ano, o plano inclui monitoramento contínuo, participação comunitária e avaliação constante dos indicadores ecológicos. — A refaunação funciona como a reconstrução de um quebra-cabeça ecológico. Bugios, araras, cutias e jabutis desempenham papéis diferentes e complementares. Quando essas espécies voltam, não é só o animal que retorna, são as interações que sustentam a floresta — resume Joana. Sonho de Arlindo Cruz: Bar Dois Arlindos é inaugurado na Barra Viviane reforça que o futuro do projeto depende, agora, menos da biologia e mais do comportamento humano. — A cidade precisa assumir um novo papel. Deixar para trás a cultura da caça, da domesticação e da posse de animais silvestres e fortalecer uma rede de guardiões da floresta. Manter as Unidades de Conservação protegidas e respeitadas é essencial para que esse voo não seja interrompido — conclui. A expectativa é que, ao longo dos próximos cinco anos, cerca de 50 araras-canindés sejam reintroduzidas na Floresta da Tijuca, formando uma população viável e em expansão. Se os resultados se confirmarem, o parque pode se consolidar como referência internacional em refaunação urbana, em um modelo que combina ciência, gestão ambiental e envolvimento direto da sociedade. Initial plugin text
oglobo.globo.com
February 7, 2026 at 10:11 AM
Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés
www.jb.com.br/brasil/meio-...
Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés
www.jb.com.br
January 28, 2026 at 7:22 PM
A expectativa é que a reintrodução dessa segunda leva de araras possibilite a reprodução e o gradual estabelecimento da população da espécie no Rio. A meta é alcançar a reintrodução de 50 araras-canindés ao longo de cinco anos.🧶 ⬇️

Veja a galeria completa⬇️
Voo livre: o colorido das araras-canindé retorna ao Rio - ((o))eco
Extinta no estado há mais de 200 anos, aves ganharam uma segunda chance de colorir as florestas fluminenses com reintrodução no Parque Nacional da Tijuca
oeco.org.br
January 28, 2026 at 6:31 PM
Araras-canindés voltam aos céus do Rio após décadas de extinção local

Primeira soltura da espécie na capital fluminense marca projeto de restauração ecológica no Parque Nacional da Tijuca

https://mexnews.online/l/G7qgoa

#mexfm #mexnews #webradiomexfm #brasil #noticias #musica
Araras-canindés voltam aos céus do Rio após décadas de extinção local
Primeira soltura da espécie na capital fluminense marca projeto de restauração ecológica no Parque Nacional da Tijuca
mexnews.online
January 27, 2026 at 7:31 PM
Araras-canindés voltam aos céus do Rio após décadas de extinção local

Primeira soltura da espécie na capital fluminense marca projeto de restauração ecológica no Parque Nacional da Tijuca

https://mexnews.online/l/vhQu2l

#mexfm #mexnews #webradiomexfm #brasil #noticias #musica
Araras-canindés voltam aos céus do Rio após décadas de extinção local
Primeira soltura da espécie na capital fluminense marca projeto de restauração ecológica no Parque Nacional da Tijuca
mexnews.online
January 27, 2026 at 6:39 PM
Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés | Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambient...
Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés
Projeto Refauna pretende soltar 50 araras-canindé na cidade do Rio de Janeiro nos próximos cinco anos para reintroduzir espécie.
agenciabrasil.ebc.com.br
January 27, 2026 at 5:37 PM
Começar a semana com essa linda e preciosa notícia:
ciclovivo.com.br/planeta/meio...
Após 200 anos de extinção, araras-canindés são reintroduzidas
Araras-canindés voltam à natureza no Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro. Saiba como foi o trabalho até aqui.
ciclovivo.com.br
January 26, 2026 at 10:30 AM
Araras-canindé voltam a sobrevoar o Rio de Janeiro depois de mais de 200 anos
As araras-canindés (Ara Ararauna) Fernanda, Fátima e Sueli, foram soltas por pesquisadores no Parque Nacional da Tijuca em janeiro deste ano, em um marco para a espécie no estado do RJ. Isso porque, as aves - que carregam em suas penas as cores da bandeira do Brasil - eram consideradas extintas no Rio de Janeiro há mais de 200 anos. A iniciativa foi realizada pelo Refauna, uma Organização da Sociedade Civil (OSC), com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de diversos parceiros.Nos últimos sete meses, as organizações trabalharam na aclimatação e na adaptação como processos fundamentais para viabilizar esta reintrodução. Initial plugin text Desde junho, quando chegaram no Parque Nacional da Tijuca trazidas do Parque Três Pescadores (Aparecida, SP), elas permaneceram em um recinto apropriado, reconhecendo o ambiente. Passaram por um treinamento para desenvolver musculatura e aprimorar as habilidades de voo. Aprenderam a evitar a presença humana e iniciaram uma transição alimentar para reconhecer os frutos nativos da floresta. Também foram monitoradas a interação social e as condições físicas de cada animal. "As araras-canindés do Parque Nacional da Tijuca agora são as araras do Rio, dos cariocas e de todos os brasileiros. Elas também são um exemplo para o mundo do que é possível realizar dentro de Unidades de Conservação. Daqui pra frente, em conjunto, seremos todos responsáveis pela sobrevivência desses animais em vida livre e, nós do ICMBio, acreditamos que a Ciência Cidadã é a grande aliada neste processo de monitoramento constante”, afirma Viviane Lasmar, analista ambiental do Instituto Chico Mendes e Chefe do Parque Nacional da Tijuca. As araras foram liberadas com anilhas, microchips e colares de identificação e serão monitoradas pela equipe do Refauna. Essa estratégia já foi testada e usada em outros projetos de monitoramento, como o do Instituto Arara-Azul. O monitoramento em vida livre se dará também a partir dos relatos e informações enviadas pela sociedade, em uma iniciativa de Ciência Cidadã. O envio de informações pode ser feito para o Instagram do Refauna ou para o WhatsApp (21 96974-4752), que visa facilitar o contato direto com moradores do entorno do parque. Initial plugin text Outro instrumento para o monitoramento participativo é o SISS-Geo, um aplicativo gratuito de registro da fauna silvestre desenvolvido pela Fiocruz. Nele, é possível enviar fotos e informações quando uma das araras for avistada, mesmo sem sinal de internet: o aplicativo armazena a imagem e a coordenada GPS e envia o dado automaticamente assim que a conexão for reestabelecida. Além disso, os pesquisadores do Refauna já começaram a interlocução com observadores de aves no Rio e estudam realizar cursos de formação com guias que atuam dentro do Parque Nacional da Tijuca, como forma de promover a educação ambiental. Fernanda, Fátima e Sueli são pioneiras, mas não serão as únicas. Selton, que finaliza um processo de troca de penas, deverá receber, ainda em 2026, a companhia de mais dois ou três casais da mesma espécie. Atualmente, esses animais estão passando por exames sanitários e pela aprovação de toda a documentação necessária, etapas que vem evoluindo positivamente. A iniciativa prevê uma ampliação gradual do projeto, com a meta de alcançar a reintrodução de 50 araras-canindés ao longo de cinco anos. Caso a equipe de pesquisadores do Refauna identifique qualquer risco à saúde ou à adaptação das aves, está prevista a possibilidade de recaptura para manejo, tratamento ou ajustes no processo de reintrodução. Mais Lidas
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January 26, 2026 at 1:02 PM