#chamada
cheguei na zona e simplesmente descobri que tem uma candidata a estadual chamada ISLÂNDIA
October 4, 2026 at 2:47 PM
esse mês vai rolar aniversário de um amigo, me juntei com outros amigos pagar o presente dele

compramos o cd do album favorito dele do linkin park e a gente ia parar por ai, mas lembramos que ele ama a Ado e descobrimos UMA MARCA DE LIMPEZA CHAMADA ADO e é OBVIO que compramos 5kg de SABÃO EM PÓ.
October 4, 2026 at 2:45 PM
tem uns violões japoneses dos anos 70 de uma marca chamada RIDER que são muito bons.
Mas acho que não é o caso desse, a não ser que tenha um RIDER escrito na cabeça do violão e alguma indicação que tenha sido feito no Japão.
October 4, 2026 at 2:33 PM
No ônibus uma moça com a camisa da seleção fazendo chamada de video, do outro lado da tela uma pessoa de vermelho fazendo o L eu amei na hora
October 4, 2026 at 2:26 PM
Como uma das primeiras a votar em Chicago, minha esposa foi chamada como cidadã independente para conferir se a urna que ela ia usar estava zerada e pronta. É um detalhe bem interessante do processo deles.
October 4, 2026 at 2:19 PM
Uma alegria: uma moça me deu um adesivo do Lula.

As pessoas não me oferecem adesivo do Lula e eu fico triste, mas tudo bem.

Uma tristeza: uma moça na rua estava com a bandeira do PT e do Brasil, foi chamada de puta. Eu estava uns passos atrás, mas não identifiquei quem foi e nem ela.
October 4, 2026 at 2:17 PM
Voto numa escola chamada Galileu Galilei que foi tema da minha tese.
October 4, 2026 at 2:09 PM
isso aí não é Giannini não, eles nunca tiveram uma linha chamada Rough Rider.
E se o violão for de corda de aço, aí que não giannini anos 70-80 mesmo.
October 4, 2026 at 1:55 PM
Nao duvido que alguns sites façam a chamada

"Novo vazamento mostra a relação de Haddad com Vorcaro!"
A maior prova de que Vorcaro não teve espaço no Governo Lula! Em conversa com uma advogada, Daniel Vorcaro classificou o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como um dos seus "maiores opositores".O ex-banqueiro disse, inclusive, q "infelizmente" nem o conhecia oglobo.globo.com/blogs/lauro-...
Vorcaro considerava Haddad um dos seus 'maiores opositores'
Vorcaro considerava Haddad um dos seus 'maiores opositores'
oglobo.globo.com
October 4, 2026 at 1:49 PM
Isso daqui e o Flávio fazendo boca de urna é nitidamente uma tentativa de zoar o plantão quando tomarem uma chamada.
“É proibido entrar na cabine de votação com celular, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer outro equipamento que possa comprometer o sigilo do voto”

Fonte: TSE
October 4, 2026 at 1:48 PM
Estava aguardando mamuska votar e um idoso soltou um rajadão em menos de 5 minutos para mim: quem descobriu o Brasil foi Salomão; no século 14 queimaram os registros da evolução humana chamada Messias interior; o Lula só vence por causa das urnas eletrônicas e todos os tribunais precisam acabar.
October 4, 2026 at 1:47 PM
Eu fico impressionada como o povo faz as merdas e não passa a justa causa pela cabeça. #bajo46687
October 4, 2026 at 1:00 PM
Apertei o 13 tão forte que explodi a urna e causei pânico na zona eleitoral, infelizmente a polícia foi chamada.
October 4, 2026 at 12:47 PM
galera eu nao vou postar meus votos pra sinalizar virtude nao porque to votando ate no mdb pra nao passar bolsonarista maluco nessa cidade fascista chamada guarapari
October 4, 2026 at 12:02 PM
Cheguei no local de votação
Espero não ser chamada pra ser mesaria
October 4, 2026 at 11:00 AM
Opa, vizinhos mencionados. Curiosidades:
- Ela faz parte da chamada "Região Metropolitana de Sorocaba". O termo "Portal do Interior" é devido a isso, dado que ela é a primeira cidade à Oeste fora da RMSP.
- Ela é rota de romeiros para Pirapora do Bom Jesus (vizinha à norte).
October 4, 2026 at 10:42 AM
1º: vcs não pensam. Se pensassem, usariam uma coisa chamada "PENSAMENTO crítico". Essa faculdade mental que os seres humanos têm é de graça, vem embutida no cérebro e é estimulada quando a gente estuda.
Jabá: Sou historiadora, geógrafa e filósofa, se precisarem de aulas, só chamar no pv.

Att, eu.
October 4, 2026 at 9:57 AM
Chamada a quem não consegue pagar as suas contas e não aguenta mais esta vida: há três manifestações em organização: 10 de Outubro, 17 de Outubro e 14 de Novembro.
As entidades promotoras são diferentes, mas o objectivo é semelhante e diz respeito a todas as pessoas […]

[Original post on masto.pt]
October 4, 2026 at 9:48 AM
Bottas ficou na brita na curva 13. Safety car real e muita gente chamada aos pits #BahrainGP🇧🇭🇲🇾 #F1🏁
October 4, 2026 at 8:52 AM
Baixada de contrastes: peça-chave no xadrez eleitoral, região tem de imóveis de alto padrão e indústrias de ponta a barracos e pobreza .
Baixada de contrastes: peça-chave no xadrez eleitoral, região tem de imóveis de alto padrão e indústrias de ponta a barracos e pobreza
Com restaurantes badalados, hotéis e apartamentos de classe média alta, a Rua Doutor Mário Guimarães chega a ser chamada de Times Square do município pelo advogado Rafael Pinheiro, presidente do Country Club de Nova Iguaçu. O endereço fica no Centro — localidade que ostenta a segunda maior renda média por chefe de família da Baixada Fluminense (R$ 5,5 mil mensais, superior aos R$ 3,3 mil do estado), conforme dados do Censo 2022 do IBGE. O próprio bairro, contudo, expõe um forte contraste social. A apenas dois quilômetros da Mário Guimarães, cruzando a linha férrea, fica a casa de vila doada ao pedreiro Marcondes Antônio Santos Toledo, que mora com a atual esposa, Glisiane, e seis de seus 14 filhos, com idades de 9 a 17 anos. Big Brother dos ônibus: Prefeitura do Rio vai monitorar funcionamento do ar-condicionado dos ônibus em tempo real Rio envelhece: estado tem 74 idosos para cada 100 crianças — Dependendo dos trabalhos que pego, consigo tirar R$ 1.500, R$ 2 mil por mês. Quando muito, R$ 2.500. Aqui, quando chove, alaga tudo. E olha que suspendi a casa. É muito sofrimento — conta Marcondes. Com 13 municípios, mais de 3,5 milhões de habitantes e concentrando cerca de 22% dos eleitores do estado, a Baixada é peça-chave no xadrez eleitoral do Rio. Nessa reta final da campanha, a região — segundo maior colégio eleitoral fluminense e território decisivo para qualquer disputa majoritária — virou o foco de candidatos como Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), que intensificaram carreatas, agendas de rua e discursos por lá. A Rua Doutor Mário Guimarães, no Centro de Nova Iguaçu: considerada a rua comercial e residencial mais importante no município Marina Calderon A essa Baixada de contrastes, Marcondes chegou há 40 anos, entremeados por períodos em Maceió (AL). Lá, vivem sete de seus filhos, de esposas diferentes. Com ele, moram os cinco que teve com Glisiane e um de outro casamento. A prole se completa com uma filha casada, que vive em Guapimirim. Parte do que tinha em casa ele acabou perdendo com a enchente do início do ano e o último vendaval. — Os meus filhos são minha vida. Todos estudam, e alguns também são meus ajudantes — diz. Imóveis de alto padrão Embora ocupe a oitava posição em PIB per capita na Baixada Fluminense (R$ 26 mil) — índice bem inferior à média estadual, de R$ 73 mil —, Nova Iguaçu se destaca por seu parque industrial diversificado. Abriga grandes empresas, como Granfino e Café Pimpinela (alimentos), Embelleze e Niely (cosméticos) e Usimeca (mecânica), além do campus principal da Unig, que oferece o curso de Medicina. No mercado imobiliário de alto padrão, há opções como o Le Jardin Residence Parc, condomínio de casas próximo ao Centro, que dispõe de piscinas, campo de futebol, espaço gourmet e portaria com acesso biométrico. Outra alternativa de destaque é o residencial Golden Gate Club Condominium, composto por duas torres de apartamentos no Centro. Vista aérea do Condomínio Le Jardin, no bairro Conjunto Residencial Redenção, em Nova Iguaçu Divulgação/Gustavo Gentil — No Le Jardin, as casas de quatro quartos custam cerca de R$ 2 milhões (R$ 5.212/m²), embora possam superar os R$ 4 milhões. O aluguel está na faixa de R$ 7.478. Por sua vez, no Golden Gate, a cotação de compra é de R$ 1,3 milhão, com destaque para o valor do metro quadrado (R$ 7.292), enquanto a locação média é de R$ 4.896 — explica Gustavo Gentil Brandão, sócio-administrador da Boom Imobiliária. Vista aérea das duas torres do Condomínio Golden Gate, no Centro de Nova Iguaçu Divulgação/Gustavo Gentil Entre os restaurantes de Nova Iguaçu, o Vikings completará 15 anos em março. A rede — que hoje conta com a casa na cidade e outra unidade no Shopping Nova América, reunia 12 filiais antes da pandemia — aposta em uma pegada pop e está decorada para o Halloween. O sócio Adriano Cosme Costa, nascido e criado no município, cita Joãozinho Trinta para dizer que a região vai “do lixo ao luxo”. E complementa: — Ainda somos carentes de hospitais, por exemplo. Mas todo mundo se conhece: há conexões. Quanto às áreas urbanizadas, elas representam 24% do território em Nova Iguaçu, segundo o Censo 2022. Enquanto isso, chegam a quase 100% em São João de Meriti, onde a renda média mensal de um chefe de família é de R$ 1.893,05. Mesmo baixo, esse valor é distante da realidade do pedreiro Sérgio dos Santos, de 64 anos. Ele vive com a esposa Jamile, de 44, e a filha Sara, de 9, em um barraco de madeira insalubre à beira do Rio Sarapuí, em Coelho da Rocha, na divisa entre São João de Meriti e Belford Roxo. Dentro do imóvel, acumulam-se objetos velhos e quebrados que Sérgio recolhe para tentar revender. O pedreiro Sérgio dos Santos, com a esposa Jamile e a filha Sara: família mora num barraco de madeira em São João de Meriti Marina Calderon — O meu sonho é dar uma casa melhor para minha filha. Fico com medo quando chove e venta. Minha casa alaga, e tem árvores que podem cair em cima. Aqui tem cobra, rato... Minha filha viu até um homem morto no rio. Tentei dizer que era um bicho, mas ela viu a barriga e não acreditou — conta Jamile. Sara, que está no 4º ano do ensino fundamental e dorme com os pais num único colchão, também compartilha seus sonhos. — Gosto de estudar. Quero ser médica veterinária — afirma, enquanto acaricia um dos mais de dez gatos no barraco. A dura realidade de quem sobrevive com pouco na Baixada São João de Meriti é a quarta cidade mais populosa da Baixada. À sua frente está Duque de Caxias, que ostenta o segundo maior PIB per capita da região (R$ 86 mil) — impulsionado pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e bem acima da média estadual (R$ 73 mil). Apesar do forte desempenho econômico, Caxias ocupa apenas o 8º lugar entre os 13 municípios em renda média do chefe de família (R$ 2.010,51). O topo do ranking de PIB per capita é de Itaguaí, alavancado pelas atividades portuárias. Mas a cidade guarda uma contradição: é lá que estão os cinco bairros onde a renda média do chefe de família é a menor da Baixada: Guandu (R$ 1.038,01), Belo Horizonte (R$ 1.112,61), Aljezur (R$ 1.158,24), Lagoa do Sapo (R$ 1.193,97) e Bananal (R$ 1.230,65). Todas são áreas de alta vulnerabilidade social e pouca infraestrutura. Chão de cimento Em outra área carente, no Jardim Marajoara, na Zona Rural de Japeri, o idoso César Augusto de Morais Antunes, conhecido como Cesinha, vive em uma casa humilde, de chão de cimento, herdada dos pais, no fim da Rua Xingu. O acesso à residência é feito por uma estrada de terra. Nos fundos do imóvel, passa um valão que transborda quando chove, aumentando as dificuldades enfrentadas pela família. Doente, Cesinha mora com a esposa, Márcia, que também enfrenta uma doença neurológica, e o filho Leonardo. O rapaz, que igualmente tem problemas de saúde, não trabalha e se dedica a cuidar dos pais. — O pouco dinheiro do auxílio que meus pais recebem é para comprar comida e remédio. O que plantamos é para ajudar na comida — diz Leonardo. César Augusto de Morais Antunes, de 72 anos, mora numa casa precária na Zona Rural de Japeri Marina Calderon Outro contraponto à dura realidade de Japeri é a existência de uma escola pública de golfe — esporte associado a pessoas de maior poder aquisitivo. Criado em 2006 por 15 caddies (carregadores de tacos) do Gávea Golf & Country Club que moravam na região, o projeto aposta na modalidade como ferramenta de inclusão social. — Atualmente, temos 140 alunos, de 7 a 18 anos, todos estudantes da rede pública. Cada um recebe uma cesta básica — explica Kátia Gomes, coordenadora do projeto. Iniciativas como essa ajudam a amenizar as dificuldades enfrentadas pelos moradores, mas não resolvem questões estruturais que ainda marcam o cotidiano de Japeri — e de outros municípios da Baixada. Entre elas, o acesso ao saneamento básico, que permanece um desafio em boa parte da região. No último ranking do Instituto Trata Brasil, Caxias e Nova Iguaçu aparecem nas 89ª e 78ª posições, respectivamente. São João de Meriti ocupa a 87ª colocação. Já Belford Roxo, onde só 7,62% do esgoto é coletado, fica em situação ainda mais crítica (95ª). A concessionária Águas do Rio, responsável pelo atendimento desses quatro município e de outros cinco da Baixada, afirma ter investido R$ 1,9 bilhão na região em quase cinco anos. Mais R$ 7 bilhões em investimentos estão previstos até 2033. São muitos os desafios, mas novos negócios e serviços surgem Em áreas da Baixada Fluminense, o gasto mensal com transportes chega a comprometer mais de 32% da renda média do trabalhador, como mostra a 5ª edição do Mapa da Desigualdade, que será lançada este mês pela Casa Fluminense. Cria de Mesquita e doutora em sociologia, Íris Rosa, coordenadora de Informação da entidade, explica que, apesar da quantidade de indústrias, muitas pessoas, sem formação necessária, precisam sair da região para trabalhar na capital. — Trata-se de uma população com um perfil muito específico. Setenta por cento são pessoas pretas ou pardas e 53% são mulheres. Muitas delas são empregadas domésticas na capital — diz. Íris Rosa cita ainda dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) que mostram que, enquanto a taxa de abandono escolar do Ensino Médio é de 4% no Estado do Rio e de 2,5% no Brasil, alcança 6,6% em Japeri, 5,4% em Belford Roxo e 5,2% em Nilópolis. Quanto aos índices de violência, embora a Baixada tenha sido superada pela capital e pelo interior, a socióloga pondera: — Muitos territórios da região estão sob domínio de grupos armados. Quando se olha para o dado quantitativo, ele por vezes não reflete a opressão sofrida. ‘A região tem potencial’ Também ao avaliar aspectos estruturais da Baixada, o diretor do Instituto Rio Metrópole (IRM), o arquiteto e urbanista Vicente Loureiro, lembra indicadores ruins, como os baixos resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o longo tempo de deslocamento casa-trabalho e a baixa cobertura de esgoto. — Esses indicadores de políticas públicas mal resolvidas fazem com que as pessoas tenham demandas reprimidas muito acentuadas. Além disso, uma parte importante do território é sujeita a inundações regulares. Essas situações colocam a região como um local onde mora muita gente, mas ainda com problemas estruturais e sem qualidade de vida adequada às necessidades básicas — destaca. Por outro lado, Loureiro afirma que a região tem potencial. Como reúne muita gente, diz, acaba tendo um volume expressivo de negócios, atividades comerciais e serviços em Nova Iguaçu e Caxias e, em menor escala, em Queimados, Nilópolis, São João de Meriti e Belford Roxo. — Temos assistido ao surgimento de universidades, hospitais, clínicas, serviços de educação e saúde mais qualificados e de maior alcance, que vão modificando hábitos importantes. Nos calçadões de Nova Iguaçu e Caxias, não encontramos loja fechada. Houve uma recuperação rápida das atividades comerciais, se comparada ao centro do Rio, por exemplo — acrescenta. Conheça o cotidiano de alguns moradores O advogado Rafael Pinheiro, presidente do Country Club de Nova Iguaçu: nascido e criado no município Marina Calderon Country Club tem 700 sócios titulares Nascido e criado no município, o advogado Rafael Pinheiro, de 42 anos, preside o Nova Iguaçu Country Club. O espaço é frequentado por famílias tradicionais e de políticos. Conta com 700 sócios titulares (o número de frequentadores sobe para cerca de três mil, se incluir os dependentes), entre eles o prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores da cidade. — Antes da pandemia (de Covid-19), algumas famílias tradicionais saíram de Nova Iguaçu, sobretudo para a Barra. Agora, estão voltando a morar no nosso município, e o clube vive um momento de ascensão — destaca Pinheiro. Funcionários para atender estrangeiros O analista de sistemas e geógrafo Adriano Cosme Costa, de 55 anos, é sócio do restaurante Vikings, em Nova Iguaçu. Ele contratou funcionários que falam inglês e espanhol para atender engenheiros estrangeiros que trabalham em grandes empresas da Via Dutra e se hospedam na cidade. O analista de sistemas e geógrafo Adriano Cosme Costa, sócio do restaurante Vikings, no Centro de Nova Iguaçu Marina Calderon Doença e carência na área rural Com 72 anos, César Augusto de Morais Antunes mora numa casa herdada dos pais, na Zona Rural de Japeri, com a esposa Márcia, que está doente, e um filho. Um valão atrás do imóvel transbordou este ano e destruiu parte do que a família tinha. César teve um AVC em janeiro. A luta para manter a família Parte da família do pedreiro Marcondes Antônio Santos Toledo, que mora em Nova Iguaçu e tem 14 filhos Marina Calderon O pedreiro Marcondes Toledo, de 56 anos, ganha entre R$ 1.500 e R$ 2.500 e vive com a esposa Glisiane e seis de seus 14 filhos numa casa de vila que ganhou, no trecho mais carente do centro de Nova Iguaçu. O telhado do imóvel desmoronou durante o vendaval em julho.
dlvr.it
October 4, 2026 at 8:13 AM
Mais registrada em: SP, RJ, SC, MG e PR
Mais avistada em: abril
Costuma ser confundida com Xanthosoma violaceum, Xanthosoma sagittifolium e Xanthosoma robustum
Também chamada de Inhame-Roxo e Cará-de-Lama
October 4, 2026 at 7:57 AM
Peça-chave no xadrez eleitoral, Baixada Fluminense tem de barracos de madeira a imóveis de alto padrão e indústrias de ponta
Com restaurantes movimentados, hotéis e apartamentos de classe média alta, a Rua Doutor Mário Guimarães chega a ser chamada de Times Square de Nova Iguaçu pelo advogado Rafael Pinheiro, presidente do Country Club da cidade. O endereço fica no Centro — localidade que ostenta a segunda maior renda média por chefe de família da Baixada Fluminense (R$ 5,5 mil mensais, superior aos R$ 3,3 mil do estado), conforme dados do Censo 2022 do IBGE. O próprio bairro, contudo, expõe um forte contraste social que se espalha pelos 13 municípios da região. Cruzando a linha férrea, a apenas dois quilômetros da Mário Guimarães, fica a casa de vila doada ao pedreiro Marcondes Antônio Santos Toledo, que mora com a atual esposa, Glisiane, e seis de seus 14 filhos, com idades de 9 a 17 anos. Vídeo: elefante-marinho aparece em São Conrado e desperta curiosidade de banhistas Big Brother dos ônibus: Prefeitura do Rio vai monitorar funcionamento do ar-condicionado em tempo real — Dependendo dos trabalhos que pego, consigo tirar R$ 1.500, R$ 2 mil por mês. Quando muito, R$ 2.500. Aqui, quando chove, alaga tudo. E olha que suspendi a casa. É muito sofrimento — conta Marcondes. Com mais de 3,5 milhões de habitantes e concentrando cerca de 22% dos eleitores do estado, a Baixada é peça-chave no xadrez eleitoral do Rio. Nesta reta final da campanha, a região — segundo maior colégio eleitoral fluminense e território decisivo para qualquer disputa majoritária — virou o foco de candidatos como Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), que intensificaram carreatas, agendas públicas e discursos por lá. Do saneamento básico à segurança, multiplicam-se os problemas a resolver nesses municípios. A Rua Doutor Mário Guimarães, no Centro de Nova Iguaçu: considerada a rua comercial e residencial mais importante no município Marina Calderon Marcondes chegou a essa Baixada de contrastes há 40 anos, com períodos vividos também em Maceió (AL). Lá, vivem sete de seus filhos, de diferentes esposas. Com ele, moram os cinco que teve com Glisiane e um filho de outro casamento. A prole se completa com uma filha casada, que vive em Guapimirim. Ele acabou perdendo parte do que tinha em casa com a enchente do início do ano e com o último vendaval. — Os meus filhos são minha vida. Todos estudam, e alguns também são meus ajudantes — diz. Imóveis de alto padrão Embora ocupe a oitava posição em PIB per capita na Baixada Fluminense (R$ 26 mil) — índice bem inferior à média estadual, de R$ 73 mil —, Nova Iguaçu se destaca por seu parque industrial diversificado. Abriga grandes empresas, como Granfino e Café Pimpinela (alimentos), Embelleze e Niely (cosméticos) e Usimeca (mecânica), além do campus principal da Unig, que oferece o curso de Medicina. No mercado imobiliário de alto padrão, há opções como o Le Jardin Residence Parc, condomínio de casas próximo ao Centro que dispõe de piscinas, campo de futebol, espaço gourmet e portaria com acesso biométrico. Outra alternativa de destaque é o residencial Golden Gate Club Condominium, composto por duas torres de apartamentos no Centro. Vista aérea do Condomínio Le Jardin, no bairro Conjunto Residencial Redenção, em Nova Iguaçu Divulgação/Gustavo Gentil — No Le Jardin, as casas de quatro quartos custam cerca de R$ 2 milhões (R$ 5.212/m²), embora possam superar os R$ 4 milhões. O aluguel está na faixa de R$ 7.478. Por sua vez, no Golden Gate, a cotação de compra é de R$ 1,3 milhão, com destaque para o valor do metro quadrado (R$ 7.292), enquanto a locação média é de R$ 4.896 — explica Gustavo Gentil Brandão, sócio-administrador da Boom Imobiliária. Vista aérea das duas torres do Condomínio Golden Gate, no Centro de Nova Iguaçu Divulgação/Gustavo Gentil Entre os restaurantes de Nova Iguaçu, o Vikings completará 15 anos em março. A rede — que conta hoje com uma unidade na cidade e outra no Shopping Nova América, na Zona Norte do Rio — aposta em uma pegada pop e está decorada para o Halloween. O sócio Adriano Cosme Costa, nascido e criado no município, cita Joãosinho Trinta para dizer que a região vai “do lixo ao luxo”. E complementa: — Ainda somos carentes de hospitais, por exemplo. Mas todo mundo se conhece: há conexões. Veja quem é quem: ex-secretária estadual de Educação montou esquema com parentes e até vizinhos, segundo MPRJ Segundo o Censo 2022, as áreas urbanizadas representam 24% do território do município de Nova Iguaçu, que, apesar de populoso, ainda tem áreas menos densamente povoadas e quase rurais, como no entorno da Reserva Biológica do Tinguá. Enquanto isso, chegam a quase 100% em São João de Meriti, onde a renda média mensal de um chefe de família é de R$ 1.893,05. Mesmo baixo, esse valor está distante da realidade do pedreiro Sérgio dos Santos, de 64 anos. Ele vive com a esposa Jamile, de 44, e a filha Sara, de 9, em um barraco de madeira insalubre à beira do Rio Sarapuí, em Coelho da Rocha, na divisa entre São João de Meriti e Belford Roxo. Dentro do imóvel, acumulam-se objetos velhos e quebrados que Sérgio recolhe para tentar revender. O pedreiro Sérgio dos Santos, com a esposa Jamile e a filha Sara: família mora num barraco de madeira em São João de Meriti Marina Calderon — O meu sonho é dar uma casa melhor para minha filha. Fico com medo quando chove e venta. Minha casa alaga, e tem árvores que podem cair em cima. Aqui tem cobra, rato... Minha filha viu até um homem morto no rio. Tentei dizer que era um bicho, mas ela viu a barriga e não acreditou — conta Jamile. Sara, que está no 4º ano do ensino fundamental e dorme com os pais num único colchão, também compartilha seus sonhos. — Gosto de estudar. Quero ser médica veterinária — afirma, enquanto acaricia um dos mais de dez gatos no barraco. A dura realidade de quem sobrevive com pouco na Baixada São João de Meriti é a quarta cidade mais populosa da Baixada. À sua frente está Duque de Caxias, que ostenta o segundo maior PIB per capita da região (R$ 86 mil) — impulsionado pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e bem acima da média estadual (R$ 73 mil). Apesar do forte desempenho econômico, Caxias ocupa apenas o 8º lugar entre os 13 municípios em renda média do chefe de família (R$ 2.010,51). O topo do ranking de PIB per capita é de Itaguaí, alavancado pelas atividades portuárias. Mas a cidade guarda uma contradição: é lá que estão os cinco bairros com as menores rendas médias do chefe de família da Baixada: Guandu (R$ 1.038,01), Belo Horizonte (R$ 1.112,61), Aljezur (R$ 1.158,24), Lagoa do Sapo (R$ 1.193,97) e Bananal (R$ 1.230,65). Todos são áreas de alta vulnerabilidade social e pouca infraestrutura. Chão de cimento Em outra área carente, no Jardim Marajoara, na Zona Rural de Japeri, o idoso César Augusto de Morais Antunes, conhecido como Cesinha, vive em uma casa humilde, de chão de cimento, herdada dos pais, no fim da Rua Xingu. O acesso à residência é feito por uma estrada de terra. Nos fundos do imóvel, passa um valão que transborda quando chove, aumentando as dificuldades enfrentadas pela família. Doente, Cesinha mora com a esposa, Márcia, que também enfrenta uma doença neurológica, e o filho Leonardo. O rapaz, que igualmente tem problemas de saúde, não trabalha e se dedica a cuidar dos pais. — O pouco dinheiro do auxílio que meus pais recebem é para comprar comida e remédio. O que plantamos é para ajudar na comida — diz Leonardo. César Augusto de Morais Antunes, de 72 anos, mora numa casa precária na Zona Rural de Japeri Marina Calderon Outro contraponto à dura realidade de Japeri é a existência de uma escola pública de golfe — esporte associado a pessoas de maior poder aquisitivo. Criado em 2006 por 15 caddies (carregadores de tacos) do Gávea Golf & Country Club que moravam na região, o projeto aposta na modalidade como ferramenta de inclusão social. — Atualmente, temos 140 alunos, de 7 a 18 anos, todos estudantes da rede pública. Cada um recebe uma cesta básica — explica Kátia Gomes, coordenadora do projeto. Iniciativas como essa ajudam a amenizar as dificuldades enfrentadas pelos moradores, mas não resolvem questões estruturais que ainda marcam o cotidiano de Japeri — e de outros municípios da Baixada. Entre elas, o acesso ao saneamento básico, que permanece um desafio em boa parte da região. No último ranking do Instituto Trata Brasil, Caxias e Nova Iguaçu aparecem nas 89ª e 78ª posições, respectivamente. São João de Meriti ocupa a 87ª colocação. Já Belford Roxo, onde só 7,62% do esgoto é coletado, fica em situação ainda mais crítica (95ª). A concessionária Águas do Rio, responsável pelo atendimento desses quatro município e de outros cinco da Baixada, afirma ter investido R$ 1,9 bilhão na região em quase cinco anos. Mais R$ 7 bilhões em investimentos estão previstos até 2033. São muitos os desafios, mas novos negócios e serviços surgem Em áreas da Baixada Fluminense, o gasto mensal com transportes chega a comprometer mais de 32% da renda média do trabalhador, como mostra a 5ª edição do Mapa da Desigualdade, que será lançada este mês pela Casa Fluminense. Cria de Mesquita e doutora em sociologia, Íris Rosa, coordenadora de Informação da entidade, explica que, apesar da quantidade de indústrias, muitas pessoas, sem formação necessária, precisam sair da região para trabalhar na capital. — Trata-se de uma população com um perfil muito específico. Setenta por cento são pessoas pretas ou pardas e 53% são mulheres. Muitas delas são empregadas domésticas na capital — diz. Íris Rosa cita ainda dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) que mostram que, enquanto a taxa de abandono escolar do Ensino Médio é de 4% no Estado do Rio e de 2,5% no Brasil, alcança 6,6% em Japeri, 5,4% em Belford Roxo e 5,2% em Nilópolis. Quanto aos índices de violência, embora a Baixada tenha sido superada pela capital e pelo interior, a socióloga pondera: — Muitos territórios da região estão sob domínio de grupos armados. Quando se olha para o dado quantitativo, ele por vezes não reflete a opressão sofrida. ‘A região tem potencial’ Também ao avaliar aspectos estruturais da Baixada, o diretor do Instituto Rio Metrópole (IRM), o arquiteto e urbanista Vicente Loureiro, lembra indicadores ruins, como os baixos resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o longo tempo de deslocamento casa-trabalho e a baixa cobertura de esgoto. — Esses indicadores de políticas públicas mal resolvidas fazem com que as pessoas tenham demandas reprimidas muito acentuadas. Além disso, uma parte importante do território é sujeita a inundações regulares. Essas situações colocam a região como um local onde mora muita gente, mas ainda com problemas estruturais e sem qualidade de vida adequada às necessidades básicas — destaca. Por outro lado, Loureiro afirma que a região tem potencial. Como reúne muita gente, diz, acaba tendo um volume expressivo de negócios, atividades comerciais e serviços em Nova Iguaçu e Caxias e, em menor escala, em Queimados, Nilópolis, São João de Meriti e Belford Roxo. — Temos assistido ao surgimento de universidades, hospitais, clínicas, serviços de educação e saúde mais qualificados e de maior alcance, que vão modificando hábitos importantes. Nos calçadões de Nova Iguaçu e Caxias, não encontramos loja fechada. Houve uma recuperação rápida das atividades comerciais, se comparada ao centro do Rio, por exemplo — acrescenta. Conheça o cotidiano de alguns moradores O advogado Rafael Pinheiro, presidente do Country Club de Nova Iguaçu: nascido e criado no município Marina Calderon Country Club tem 700 sócios titulares Nascido e criado no município, o advogado Rafael Pinheiro, de 42 anos, preside o Nova Iguaçu Country Club. O espaço é frequentado por famílias tradicionais e de políticos. Conta com 700 sócios titulares (o número de frequentadores sobe para cerca de três mil, se incluir os dependentes), entre eles o prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores da cidade. — Antes da pandemia (de Covid-19), algumas famílias tradicionais saíram de Nova Iguaçu, sobretudo para a Barra. Agora, estão voltando a morar no nosso município, e o clube vive um momento de ascensão — destaca Pinheiro. Escola de papel: empresa investigada fez 33 obras em 13 cidades; no interior do RJ, colégio tem andar alagado apesar das reformas Funcionários para atender estrangeiros O analista de sistemas e geógrafo Adriano Cosme Costa, sócio do restaurante Vikings, no Centro de Nova Iguaçu Marina Calderon O analista de sistemas e geógrafo Adriano Cosme Costa, de 55 anos, é sócio do restaurante Vikings, em Nova Iguaçu. Ele contratou funcionários que falam inglês e espanhol para atender engenheiros estrangeiros que trabalham em grandes empresas da Via Dutra e se hospedam na cidade. Doença e carência na área rural Com 72 anos, César Augusto de Morais Antunes mora numa casa herdada dos pais, na Zona Rural de Japeri, com a esposa Márcia, que está doente, e um filho. Um valão atrás do imóvel transbordou este ano e destruiu parte do que a família tinha. César teve um AVC em janeiro. A luta para manter a família Parte da família do pedreiro Marcondes Antônio Santos Toledo, que mora em Nova Iguaçu e tem 14 filhos Marina Calderon O pedreiro Marcondes Toledo, de 56 anos, ganha entre R$ 1.500 e R$ 2.500 e vive com a esposa Glisiane e seis de seus 14 filhos numa casa de vila que ganhou, no trecho mais carente do centro de Nova Iguaçu. O telhado do imóvel desmoronou durante o vendaval em julho.
dlvr.it
October 4, 2026 at 7:46 AM
Peça-chave no xadrez eleitoral, Baixada Fluminense tem de barracos de madeira a imóveis de alto padrão e indústrias de ponta
Com restaurantes movimentados, hotéis e apartamentos de classe média alta, a Rua Doutor Mário Guimarães chega a ser chamada de Times Square de Nova Iguaçu pelo advogado Rafael Pinheiro, presidente do Country Club da cidade. O endereço fica no Centro — localidade que ostenta a segunda maior renda média por chefe de família da Baixada Fluminense (R$ 5,5 mil mensais, superior aos R$ 3,3 mil do estado), conforme dados do Censo 2022 do IBGE. O próprio bairro, contudo, expõe um forte contraste social que se espalha pelos 13 municípios da região. Cruzando a linha férrea, a apenas dois quilômetros da Mário Guimarães, fica a casa de vila doada ao pedreiro Marcondes Antônio Santos Toledo, que mora com a atual esposa, Glisiane, e seis de seus 14 filhos, com idades de 9 a 17 anos. Vídeo: elefante-marinho aparece em São Conrado e desperta curiosidade de banhistas Big Brother dos ônibus: Prefeitura do Rio vai monitorar funcionamento do ar-condicionado em tempo real — Dependendo dos trabalhos que pego, consigo tirar R$ 1.500, R$ 2 mil por mês. Quando muito, R$ 2.500. Aqui, quando chove, alaga tudo. E olha que suspendi a casa. É muito sofrimento — conta Marcondes. Com mais de 3,5 milhões de habitantes e concentrando cerca de 22% dos eleitores do estado, a Baixada é peça-chave no xadrez eleitoral do Rio. Nesta reta final da campanha, a região — segundo maior colégio eleitoral fluminense e território decisivo para qualquer disputa majoritária — virou o foco de candidatos como Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), que intensificaram carreatas, agendas públicas e discursos por lá. Do saneamento básico à segurança, multiplicam-se os problemas a resolver nesses municípios. A Rua Doutor Mário Guimarães, no Centro de Nova Iguaçu: considerada a rua comercial e residencial mais importante no município Marina Calderon Marcondes chegou a essa Baixada de contrastes há 40 anos, com períodos vividos também em Maceió (AL). Lá, vivem sete de seus filhos, de diferentes esposas. Com ele, moram os cinco que teve com Glisiane e um filho de outro casamento. A prole se completa com uma filha casada, que vive em Guapimirim. Ele acabou perdendo parte do que tinha em casa com a enchente do início do ano e com o último vendaval. — Os meus filhos são minha vida. Todos estudam, e alguns também são meus ajudantes — diz. Imóveis de alto padrão Embora ocupe a oitava posição em PIB per capita na Baixada Fluminense (R$ 26 mil) — índice bem inferior à média estadual, de R$ 73 mil —, Nova Iguaçu se destaca por seu parque industrial diversificado. Abriga grandes empresas, como Granfino e Café Pimpinela (alimentos), Embelleze e Niely (cosméticos) e Usimeca (mecânica), além do campus principal da Unig, que oferece o curso de Medicina. No mercado imobiliário de alto padrão, há opções como o Le Jardin Residence Parc, condomínio de casas próximo ao Centro que dispõe de piscinas, campo de futebol, espaço gourmet e portaria com acesso biométrico. Outra alternativa de destaque é o residencial Golden Gate Club Condominium, composto por duas torres de apartamentos no Centro. Vista aérea do Condomínio Le Jardin, no bairro Conjunto Residencial Redenção, em Nova Iguaçu Divulgação/Gustavo Gentil — No Le Jardin, as casas de quatro quartos custam cerca de R$ 2 milhões (R$ 5.212/m²), embora possam superar os R$ 4 milhões. O aluguel está na faixa de R$ 7.478. Por sua vez, no Golden Gate, a cotação de compra é de R$ 1,3 milhão, com destaque para o valor do metro quadrado (R$ 7.292), enquanto a locação média é de R$ 4.896 — explica Gustavo Gentil Brandão, sócio-administrador da Boom Imobiliária. Vista aérea das duas torres do Condomínio Golden Gate, no Centro de Nova Iguaçu Divulgação/Gustavo Gentil Entre os restaurantes de Nova Iguaçu, o Vikings completará 15 anos em março. A rede — que conta hoje com uma unidade na cidade e outra no Shopping Nova América, na Zona Norte do Rio — aposta em uma pegada pop e está decorada para o Halloween. O sócio Adriano Cosme Costa, nascido e criado no município, cita Joãosinho Trinta para dizer que a região vai “do lixo ao luxo”. E complementa: — Ainda somos carentes de hospitais, por exemplo. Mas todo mundo se conhece: há conexões. Veja quem é quem: ex-secretária estadual de Educação montou esquema com parentes e até vizinhos, segundo MPRJ Segundo o Censo 2022, as áreas urbanizadas representam 24% do território do município de Nova Iguaçu, que, apesar de populoso, ainda tem áreas menos densamente povoadas e quase rurais, como no entorno da Reserva Biológica do Tinguá. Enquanto isso, chegam a quase 100% em São João de Meriti, onde a renda média mensal de um chefe de família é de R$ 1.893,05. Mesmo baixo, esse valor está distante da realidade do pedreiro Sérgio dos Santos, de 64 anos. Ele vive com a esposa Jamile, de 44, e a filha Sara, de 9, em um barraco de madeira insalubre à beira do Rio Sarapuí, em Coelho da Rocha, na divisa entre São João de Meriti e Belford Roxo. Dentro do imóvel, acumulam-se objetos velhos e quebrados que Sérgio recolhe para tentar revender. O pedreiro Sérgio dos Santos, com a esposa Jamile e a filha Sara: família mora num barraco de madeira em São João de Meriti Marina Calderon — O meu sonho é dar uma casa melhor para minha filha. Fico com medo quando chove e venta. Minha casa alaga, e tem árvores que podem cair em cima. Aqui tem cobra, rato... Minha filha viu até um homem morto no rio. Tentei dizer que era um bicho, mas ela viu a barriga e não acreditou — conta Jamile. Sara, que está no 4º ano do ensino fundamental e dorme com os pais num único colchão, também compartilha seus sonhos. — Gosto de estudar. Quero ser médica veterinária — afirma, enquanto acaricia um dos mais de dez gatos no barraco. A dura realidade de quem sobrevive com pouco na Baixada São João de Meriti é a quarta cidade mais populosa da Baixada. À sua frente está Duque de Caxias, que ostenta o segundo maior PIB per capita da região (R$ 86 mil) — impulsionado pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e bem acima da média estadual (R$ 73 mil). Apesar do forte desempenho econômico, Caxias ocupa apenas o 8º lugar entre os 13 municípios em renda média do chefe de família (R$ 2.010,51). O topo do ranking de PIB per capita é de Itaguaí, alavancado pelas atividades portuárias. Mas a cidade guarda uma contradição: é lá que estão os cinco bairros com as menores rendas médias do chefe de família da Baixada: Guandu (R$ 1.038,01), Belo Horizonte (R$ 1.112,61), Aljezur (R$ 1.158,24), Lagoa do Sapo (R$ 1.193,97) e Bananal (R$ 1.230,65). Todos são áreas de alta vulnerabilidade social e pouca infraestrutura. Chão de cimento Em outra área carente, no Jardim Marajoara, na Zona Rural de Japeri, o idoso César Augusto de Morais Antunes, conhecido como Cesinha, vive em uma casa humilde, de chão de cimento, herdada dos pais, no fim da Rua Xingu. O acesso à residência é feito por uma estrada de terra. Nos fundos do imóvel, passa um valão que transborda quando chove, aumentando as dificuldades enfrentadas pela família. Doente, Cesinha mora com a esposa, Márcia, que também enfrenta uma doença neurológica, e o filho Leonardo. O rapaz, que igualmente tem problemas de saúde, não trabalha e se dedica a cuidar dos pais. — O pouco dinheiro do auxílio que meus pais recebem é para comprar comida e remédio. O que plantamos é para ajudar na comida — diz Leonardo. César Augusto de Morais Antunes, de 72 anos, mora numa casa precária na Zona Rural de Japeri Marina Calderon Outro contraponto à dura realidade de Japeri é a existência de uma escola pública de golfe — esporte associado a pessoas de maior poder aquisitivo. Criado em 2006 por 15 caddies (carregadores de tacos) do Gávea Golf & Country Club que moravam na região, o projeto aposta na modalidade como ferramenta de inclusão social. — Atualmente, temos 140 alunos, de 7 a 18 anos, todos estudantes da rede pública. Cada um recebe uma cesta básica — explica Kátia Gomes, coordenadora do projeto. Iniciativas como essa ajudam a amenizar as dificuldades enfrentadas pelos moradores, mas não resolvem questões estruturais que ainda marcam o cotidiano de Japeri — e de outros municípios da Baixada. Entre elas, o acesso ao saneamento básico, que permanece um desafio em boa parte da região. No último ranking do Instituto Trata Brasil, Caxias e Nova Iguaçu aparecem nas 89ª e 78ª posições, respectivamente. São João de Meriti ocupa a 87ª colocação. Já Belford Roxo, onde só 7,62% do esgoto é coletado, fica em situação ainda mais crítica (95ª). A concessionária Águas do Rio, responsável pelo atendimento desses quatro município e de outros cinco da Baixada, afirma ter investido R$ 1,9 bilhão na região em quase cinco anos. Mais R$ 7 bilhões em investimentos estão previstos até 2033. São muitos os desafios, mas novos negócios e serviços surgem Em áreas da Baixada Fluminense, o gasto mensal com transportes chega a comprometer mais de 32% da renda média do trabalhador, como mostra a 5ª edição do Mapa da Desigualdade, que será lançada este mês pela Casa Fluminense. Cria de Mesquita e doutora em sociologia, Íris Rosa, coordenadora de Informação da entidade, explica que, apesar da quantidade de indústrias, muitas pessoas, sem formação necessária, precisam sair da região para trabalhar na capital. — Trata-se de uma população com um perfil muito específico. Setenta por cento são pessoas pretas ou pardas e 53% são mulheres. Muitas delas são empregadas domésticas na capital — diz. Íris Rosa cita ainda dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) que mostram que, enquanto a taxa de abandono escolar do Ensino Médio é de 4% no Estado do Rio e de 2,5% no Brasil, alcança 6,6% em Japeri, 5,4% em Belford Roxo e 5,2% em Nilópolis. Quanto aos índices de violência, embora a Baixada tenha sido superada pela capital e pelo interior, a socióloga pondera: — Muitos territórios da região estão sob domínio de grupos armados. Quando se olha para o dado quantitativo, ele por vezes não reflete a opressão sofrida. ‘A região tem potencial’ Também ao avaliar aspectos estruturais da Baixada, o diretor do Instituto Rio Metrópole (IRM), o arquiteto e urbanista Vicente Loureiro, lembra indicadores ruins, como os baixos resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o longo tempo de deslocamento casa-trabalho e a baixa cobertura de esgoto. — Esses indicadores de políticas públicas mal resolvidas fazem com que as pessoas tenham demandas reprimidas muito acentuadas. Além disso, uma parte importante do território é sujeita a inundações regulares. Essas situações colocam a região como um local onde mora muita gente, mas ainda com problemas estruturais e sem qualidade de vida adequada às necessidades básicas — destaca. Por outro lado, Loureiro afirma que a região tem potencial. Como reúne muita gente, diz, acaba tendo um volume expressivo de negócios, atividades comerciais e serviços em Nova Iguaçu e Caxias e, em menor escala, em Queimados, Nilópolis, São João de Meriti e Belford Roxo. — Temos assistido ao surgimento de universidades, hospitais, clínicas, serviços de educação e saúde mais qualificados e de maior alcance, que vão modificando hábitos importantes. Nos calçadões de Nova Iguaçu e Caxias, não encontramos loja fechada. Houve uma recuperação rápida das atividades comerciais, se comparada ao centro do Rio, por exemplo — acrescenta. Conheça o cotidiano de alguns moradores O advogado Rafael Pinheiro, presidente do Country Club de Nova Iguaçu: nascido e criado no município Marina Calderon Country Club tem 700 sócios titulares Nascido e criado no município, o advogado Rafael Pinheiro, de 42 anos, preside o Nova Iguaçu Country Club. O espaço é frequentado por famílias tradicionais e de políticos. Conta com 700 sócios titulares (o número de frequentadores sobe para cerca de três mil, se incluir os dependentes), entre eles o prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores da cidade. — Antes da pandemia (de Covid-19), algumas famílias tradicionais saíram de Nova Iguaçu, sobretudo para a Barra. Agora, estão voltando a morar no nosso município, e o clube vive um momento de ascensão — destaca Pinheiro. Escola de papel: empresa investigada fez 33 obras em 13 cidades; no interior do RJ, colégio tem andar alagado apesar das reformas Funcionários para atender estrangeiros O analista de sistemas e geógrafo Adriano Cosme Costa, sócio do restaurante Vikings, no Centro de Nova Iguaçu Marina Calderon O analista de sistemas e geógrafo Adriano Cosme Costa, de 55 anos, é sócio do restaurante Vikings, em Nova Iguaçu. Ele contratou funcionários que falam inglês e espanhol para atender engenheiros estrangeiros que trabalham em grandes empresas da Via Dutra e se hospedam na cidade. Doença e carência na área rural Com 72 anos, César Augusto de Morais Antunes mora numa casa herdada dos pais, na Zona Rural de Japeri, com a esposa Márcia, que está doente, e um filho. Um valão atrás do imóvel transbordou este ano e destruiu parte do que a família tinha. César teve um AVC em janeiro. A luta para manter a família Parte da família do pedreiro Marcondes Antônio Santos Toledo, que mora em Nova Iguaçu e tem 14 filhos Marina Calderon O pedreiro Marcondes Toledo, de 56 anos, ganha entre R$ 1.500 e R$ 2.500 e vive com a esposa Glisiane e seis de seus 14 filhos numa casa de vila que ganhou, no trecho mais carente do centro de Nova Iguaçu. O telhado do imóvel desmoronou durante o vendaval em julho.
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October 4, 2026 at 7:46 AM
Mais registrada em: PR, RS, SC, SP e MG
Costuma ser confundida com Solanum granulosoleprosum, Solanum scuticum e Solanum stipulaceum
Também chamada de Tabaqueira, Capoeira-branca e Jurubeba-brava
October 4, 2026 at 6:31 AM