Menino morto por desnutrição ficou semanas sem ir à escola; família fecha acordo após acusação de falha na comunicação de faltas
A família de um menino de sete anos que morreu de desnutrição em Nova York chegou a um acordo extrajudicial com o Distrito Escolar Ampliado da Cidade de Newburgh, nesta semana, após acusar a rede de ensino de não agir diante das faltas prolongadas da criança. O caso envolve Peter Cuacuas, que morreu em fevereiro de 2021 após, segundo as investigações, ser mantido isolado e privado de alimentação pela madrasta, Leticia Bravo. Jovem russo que pulou de trem em movimento para fugir de alistamento pode ser devolvido ao país Ônibus despenca de desfiladeiro de 100 metros de altura e deixa ao menos 31 mortos na Etiópia De acordo com o processo movido em 2022 por José Cuacuas, irmão de Peter, o distrito escolar teria falhado em cumprir suas obrigações de comunicação quando o estudante da segunda série deixou de frequentar as aulas por mais de um mês. A ação sustentava que, caso as autoridades de proteção à criança tivessem sido notificadas em tempo hábil, poderiam ter investigado a situação e descoberto que o menino estava sendo mantido escondido em um quarto da residência onde vivia. Acordo encerra disputa judicial Nesta segunda-feira (15), um porta-voz do distrito escolar confirmou ao Daily Mail que o processo foi encerrado por meio de um acordo, cujo valor não foi divulgado. Em nota, o representante afirmou que a morte da criança foi uma tragédia que impactou profundamente a comunidade e expressou solidariedade aos familiares. O distrito ressaltou ainda que o acordo não representa admissão de culpa ou responsabilidade por parte da instituição. A investigação sobre a morte de Peter apontou que o menino pesava cerca de 17 quilos quando foi levado sem vida a um hospital de Newburgh, em fevereiro de 2021. A autópsia concluiu que a causa da morte foi desnutrição. Segundo o Ministério Público do Condado de Orange, Peter havia deixado de participar das aulas virtuais da Temple Hill Academy semanas antes, embora professores e funcionários da escola mantivessem contato com Leticia Bravo. Bravo, hoje com 43 anos, se declarou culpada de homicídio culposo em 2022 e foi condenada a 15 anos de prisão. Durante o processo, admitiu que era a principal responsável pelos cuidados da criança, que a alimentava de forma insuficiente e deixou de buscar atendimento médico mesmo sabendo da necessidade. Ela também reconheceu ter criado deliberadamente uma situação de grave risco à integridade física do menino, o que resultou em sua morte. O pai da criança, Arturo Cuacuas, também se declarou culpado de homicídio culposo. Embora não fosse o cuidador principal, o promotor David Hoovler afirmou que ele tinha responsabilidade por não intervir diante das condições em que o filho vivia. — É impensável que alguém aceite essa responsabilidade e depois negue a uma criança as necessidades básicas da vida. É realmente perturbador como essa criança foi mantida escondida das autoridades escolares antes de morrer — declarou o promotor à época.