Subsecretário investigado após morte de ex-delegado em SP pede exoneração
A prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, publicou no Diário Oficial desta sexta-feira a exoneração de Sandro Pardini, subsecretário de Gestão e Tecnologia. Ele é um dos investigados pela Polícia Civil após a execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, que ocupava o cargo de secretário de Administração no município. A defesa de Pardini afirma que ele não tem envolvimento com o crime.
Uma força-tarefa investiga a execução de um ex-delegado-geral de São Paulo em Praia Grande. Ele foi morto a tiros em 16 de setembro. Ruy havia sido jurado de morte pelo Primeiro Comando Capital (PCC) por "retaliação", após decidir transferir 15 lideranças da cúpula da facção em agosto de 2019.
O ex-delegado-geral foi executado a tiros enquanto dirigia um carro em Praia Grande. Imagens do crime mostram seu carro sendo perseguido e colidindo com um ônibus. Na sequência, homens descem de outro veículo e atiram contra o automóvel da vítima. O ataque ocorreu na avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, na Vila Caiçara, por volta das 18h20, segundo a Polícia Militar.
Investigação
De acordo com o portal G1, Pardini estava entre os cinco funcionários da administração municipal que foram alvos de mandados de busca e apreensão. A operação foi realizada no dia 29 de setembro para recolher evidências sobre eventuais irregularidades em contratos com a prefeitura.
De acordo com o Diário Oficial, a exoneração aconteceu a pedido de Pardini. Ao G1, os advogados Octavio Rolim e Patrícia de Britto, que representam o suspeito, afirmaram que o cliente não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com a execução do ex-delegado.
"A decisão da exoneração foi tomada de forma ponderada e responsável, com o propósito exclusivo de direcionar todos os seus esforços ao pleno esclarecimento dos fatos que, por ora, envolvem seu nome, bem como dedicar-se integralmente ao cuidado e amparo de sua família neste delicado momento", afirmou a defesa, em nota.
Em nota, a Prefeitura de Praia Grande confirmou que o servidor apresentou o pedido de exoneração, que foi publicado nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial. "Na solicitação, justificou a decisão como necessária para dedicar atenção integral à sua família que está profundamente abalada pelos recentes acontecimentos", explicou o município.
Segundo a prefeitura, o servidor também declarou que, uma vez concluídas as investigações e comprovada sua inocência, permanecerá à disposição da administração municipal e do interesse público.
"A Prefeitura de Praia Grande reitera que tem pleno conhecimento das duas frentes de investigação em andamento e entende que seja procedimento da apuração que servidores sejam ouvidos pelas autoridades, podendo colaborar com o esclarecimento dos fatos. Os demais servidores seguem no quadro de funcionários. Ressalta-se que tal circunstância não significa que esses servidores sejam considerados suspeitos", complementou.
Com G1