#minasGerais
Mais de 60% das urnas apuradas - Menina da bota pode ser eleita em Minas Gerais?: Confira detalhes das eleições com mais de 60% das urnas apuradas em Minas Gerais, neste domingo (4) #Eleições2023 #MinasGerais
Mais de 60% das urnas apuradas - Menina da bota pode ser eleita em Minas Gerais?
Confira detalhes das eleições com mais de 60% das urnas apuradas em Minas Gerais, neste domingo (4)
www.itatiaia.com.br
October 5, 2026 at 5:27 PM
Acompanhe — Professor Túlio Lopes anuncia candidatura a governador de Minas Gerais nas eleições de 2026 #Acompanhe #MinasGerais #News
Professor Túlio Lopes anuncia candidatura a governador de Minas Gerais
Professor Túlio Lopes anunciou sua candidatura ao governo do estado de Minas Gerais nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Belo Horizonte. O candidato, que é… · Photo : Hector Bottai · CC BY-SA · Wikimedia
news.netasgard.com
October 4, 2026 at 9:56 PM
Presidente do TRE diz que vai apurar uso de celular por Zema emcabine de... youtu.be/hqpL7iRSHiI?... via @YouTube #EleiçõesOVCSABIA #Eleições2026 #RomeuZema #TREMG #JustiçaEleitoral #MinasGerais #Eleições #Política #Brasil
Presidente do TRE diz que vai apurar uso de celular por Zema emcabine de votação |#eleiçõesovcsabia😱
YouTube video by BLOG OVCSABIA?
youtu.be
October 4, 2026 at 7:20 PM
Votação ocorre neste domingo (6), das 8h às 17h

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hoje.vc/3j-bv

#política #eleições2026 #votação #diadavotação #bandeiras #camisa #minasgerais #jornalhojeemdia
Posso usar camisa, boné, adesivo ou bandeira do meu candidato no dia da votação?
Votação ocorre neste domingo (6), das 8h às 17h
hoje.vc
October 3, 2026 at 4:00 PM
REGIÃO SUDESTE - parte 1
#MinasGerais
#EspíritoSanto
CURADORIA DE CANDIDATURAS DA REDE FEMINISTA DE JURISTAS - ELEIÇÕES 2026

REGIÃO SUDESTE - parte 1
#MinasGerais
#EspíritoSanto

candidaturas femininas, negras, indígenas e LGBTQIAP+ de bases progressistas, para Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas

Segue o fio
October 3, 2026 at 6:27 AM
CURADORIA DE CANDIDATURAS DA REDE FEMINISTA DE JURISTAS - ELEIÇÕES 2026

REGIÃO SUDESTE - parte 1
#MinasGerais
#EspíritoSanto

candidaturas femininas, negras, indígenas e LGBTQIAP+ de bases progressistas, para Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas

Segue o fio
October 3, 2026 at 5:42 AM
📍 Carmésia, Minas Gerais
População: 2.682 carmesenses
#MinasGerais #Brasil
October 3, 2026 at 4:54 AM
Empresa australiana compra projeto de terras raras em Minas Gerais por R$ 3,5 bilhões: Projeto tem recursos estimados em 128 milhões de toneladas e deve receber mais de US$ 500 milhões em investimentos para ser desenvolvido. #TerrasRaras #MinasGerais
Empresa australiana compra projeto de terras raras em Minas Gerais por R$ 3,5 bilhões
Projeto tem recursos estimados em 128 milhões de toneladas e deve receber mais de US$ 500 milhões em investimentos para ser desenvolvido.
g1.globo.com
October 2, 2026 at 5:53 AM
PL — Eduardo Bolsonaro não inclui Nikolas Ferreira em lista de apoio a candidatos no PL #PL #Saiba #MG #MinasGerais #News
Eduardo Bolsonaro ignora Nikolas Ferreira na lista de candidatos
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, publicou uma lista de candidatos que apoia em cada estado para as eleições deste ano. Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL-MG, não foi incluído na lista.… · Photo : MCAD Library · CC BY · Flickr
news.netasgard.com
October 2, 2026 at 4:57 AM
🚀 Lynas Sinks After Agreeing to Acquire Meteoric Resources at 68% Premium
🔎 Read the full update:
➡️https://theminingnews.com/lynas-sinks-after-agreeing-to-acquire-meteoric-resources-at-68-premium/
#LynasRar
e#LynasRareEarthsR#MeteoricResourcesP#CaldeiraProjecty#IonicClaya#MinasGeraisn#BrazilMining
October 2, 2026 at 1:27 AM
_Foto: Alí Nacif_ _Por Alí Nacif Da Página do MST_ O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) segue nas ruas de Minas Gerais apresentando as candidaturas apoiadas pelo Movimento e dialoga com a população sobre propostas relacionadas às pautas da classe trabalhadora. Em Minas Gerais, o MST constrói as candidaturas de Dr. Bruno Pedralva para deputado estadual, Bella Gonçalves e Rogério Correia para deputados federais. As candidaturas fazem parte da mobilização construída pelas Brigadas Estaduais e da Região Metropolitana e pelas diferentes regiões onde o Movimento está organizado no estado: Mucuri, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Sul de Minas, Norte de Minas, Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nesses territórios, a militância realiza conversas, caminhadas, panfletagens, atividades de formação e outras ações de mobilização junto à população. O apoio às três candidaturas foi apresentado pelo MST durante o lançamento da Brigada Estadual e reafirmado nas atividades realizadas posteriormente nos territórios. A construção parte das questões presentes no cotidiano das famílias e aproxima o debate eleitoral das pautas defendidas pelo Movimento: Reforma Agrária Popular, produção de alimentos saudáveis, agricultura familiar e agroecologia, saúde, educação, moradia, água, energia e participação popular. ## Terra, produção e alimento na mesa _Foto: Junio Silva_ A defesa da Reforma Agrária Popular passa pela garantia do acesso à terra e também pelas condições para que as famílias possam viver e produzir. Por isso, crédito, infraestrutura, assistência técnica, comercialização e políticas de compras públicas fazem parte do debate construído pelo MST. Na Câmara dos Deputados, Rogério Correia destinou, em 2026, recursos para a estruturação produtiva e o fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia em Minas Gerais. Entre as emendas aprovadas estão R$ 1,95 milhão para essa finalidade e R$ 500 mil para a aquisição e distribuição de alimentos da agricultura familiar para promoção da segurança alimentar e nutricional no estado. A atuação de Rogério também inclui recursos destinados à comercialização, ao abastecimento e ao acesso a mercados para a agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais. Em 2025, foram autorizados R$ 1,15 milhão para essa finalidade em Minas Gerais. Durante a Festa da Colheita do Café Guaií, no Quilombo Campo Grande, o deputado também participou de atividades junto às famílias Sem Terra e abordou a necessidade de infraestrutura e crédito para a agricultura familiar. ## Agricultura familiar e agroecologia _Foto: Alí Nacif_ A atuação de Bella Gonçalves na Assembleia Legislativa de Minas Gerais também apresenta propostas relacionadas à produção camponesa e às políticas públicas para os assentamentos da Reforma Agrária. Em 2026, propostas apresentadas no âmbito do Fórum Técnico Minas sem Miséria defenderam a inclusão dos assentados da Reforma Agrária, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais em ações de assistência técnica e extensão rural. Também foram apresentadas medidas para incorporar a agroecologia e os saberes tradicionais às políticas de desenvolvimento rural sustentável e agricultura familiar. Entre as propostas estão ainda o fortalecimento das compras institucionais e a inclusão de assentados da Reforma Agrária, povos indígenas e comunidades tradicionais nos circuitos de comercialização e mercados institucionais. Também foi solicitada a criação de mecanismos de apoio à regularização da documentação necessária para o acesso aos programas de compras públicas. Outra proposta apresentada no Fórum Técnico trata da criação de centrais de abastecimento e da formação de estoques reguladores e estratégicos de alimentos como medidas de segurança alimentar e nutricional. As propostas também incluem a criação e o financiamento de programas para fortalecer a agricultura e a agroindústria familiar e dos assentamentos da Reforma Agrária, com perspectiva de transição agroecológica, geração de renda, assistência técnica, mecanização, segurança hídrica e sustentabilidade. ## Bruno Pedralva e a representação Sem Terra _Foto: Alí Nacif_ Para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o MST apoia Dr. Bruno Pedralva. Médico de família, vereador em Belo Horizonte e militante do MST, Bruno é apresentado pelo próprio Movimento como seu candidato para a disputa estadual. O apoio foi reafirmado no lançamento da Brigada Estadual de Mobilização Popular, em agosto, em Belo Horizonte. A relação com a Reforma Agrária também aparece em sua atuação junto às famílias do Movimento. Em atividades realizadas nos territórios, Pedralva tem participado de debates sobre a luta pela terra, os direitos das famílias Sem Terra e a construção de uma representação do MST no Legislativo mineiro. Durante o lançamento da Brigada de Mobilização Popular da Região Metropolitana, realizado no assentamento Popular Pátria Livre, em São Joaquim de Bicas, Bruno participou da atividade junto às famílias de ocupações, assentamentos e acampamentos da região. O encontro também discutiu demandas como moradia, água, energia e saúde. ## O MST nas ruas _Foto: Alí Nacif_ A apresentação das candidaturas faz parte de uma mobilização maior. Em agosto, o MST lançou a Brigada Estadual de Mobilização Popular em Belo Horizonte, com 50 brigadistas. Em setembro, a Brigada de Mobilização Popular da Região Metropolitana foi lançada durante uma assembleia no assentamento Popular Pátria Livre, em São Joaquim de Bicas. Nos territórios, a tarefa é conversar diretamente com a população. Praças, bairros, estações, feiras, comunidades e outros espaços de circulação recebem ações da militância. A Brigada Estadual também esteve presente na Praça da Estação, durante o ato com Lula e Patrus Ananias, que reuniu cerca de 20 mil pessoas. A atividade contou com a presença de Rogério Correia, Bella Gonçalves e Dr. Bruno Pedralva, candidaturas apoiadas pelo MST em Minas Gerais. A construção das Brigadas parte das demandas presentes nos territórios e leva para as ruas o debate sobre Reforma Agrária Popular, produção de alimentos, agricultura familiar, agroecologia, saúde, educação, moradia, direitos e participação popular. Ao apresentar Bruno Pedralva, Bella Gonçalves e Rogério Correia, o MST também coloca em debate propostas e ações que dialogam com a produção de alimentos, o fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia, as políticas de segurança alimentar e as condições de vida das famílias do campo e da cidade. A mobilização segue nos territórios, com diálogo, organização e participação popular. _Foto: Alí Nacif_ _*Editado por Fernanda Alcântara_ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy
mst.org.br
September 30, 2026 at 2:21 PM
MG anuncia R$ 32 milhões para clubes que vão perder patrocínio de bets: Anúncio foi feito nesta terça-feira (28), durante uma reunião com os presidentes das empresas e dos clubes América, Atlético e Cruzeiro. #MinasGerais #Esporte
MG anuncia R$ 32 milhões para clubes que vão perder patrocínio de bets
Anúncio foi feito nesta terça-feira (28), durante uma reunião com os presidentes das empresas e dos clubes América, Atlético e Cruzeiro.
g1.globo.com
September 30, 2026 at 5:25 AM
September 30, 2026 at 4:48 AM
... não é um oportunista tentando aparecer. Ele sim está preparado para governar Minas Gerais!

#vereadoraluizadulci #patrus #cleitinho #minasgerais
September 29, 2026 at 2:10 PM
📍 Rio Acima, Minas Gerais
População: 10.626 rio-acimenses
#MinasGerais #Brasil
September 28, 2026 at 7:32 PM
Projeto de terras raras em Minas Gerais entrou na cadeia de uma empresa financiada por fundo de Donald Trump Jr.

📲Leia mais no site O Brasilianista.

#noticias #geopolitica #terrasraras #minasgerais #trump #economia

obrasilianista.com.br/2026/09/25/g...
O motivo do interesse de Trump nas terras brasileiras
Projeto de terras raras em Minas Gerais entrou na cadeia de uma empresa financiada por fundo de Donald Trump Jr.
obrasilianista.com.br
September 25, 2026 at 11:00 PM
Gostei muito dessa fala do Gabriel sobre saúde no debate. É um tema que mexe com a vida de todo mundo e precisa de um governador que saiba o que quer fazer. Assiste e conhece um pouco mais das propostas dele. Meu voto é Gabriel, 1️⃣5️⃣
#eleição #eleição2026 #Brasil #Minas #MinasGerais #MG
September 25, 2026 at 6:17 PM
_Por Iris Pacheco_ Muito antes de uma semente chegar ao solo, existe um conhecimento construído no território. Saber reconhecer uma árvore, identificar o momento certo da coleta, selecionar, beneficiar e conservar cada espécie são aprendizados que passam de geração em geração e ganham novos sentidos quando construídos de forma coletiva. Na Bacia do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, esse conhecimento vem sendo fortalecido pela organização de grupos de coletoras e coletores de sementes nativas. A iniciativa integra o **Programa Popular de Agroecologia** e articula famílias assentadas em torno da conservação da biodiversidade, da restauração ecológica e da produção de sementes para os próprios territórios. Atualmente, são oito núcleos de coletoras e coletores organizados nos territórios da Bacia do Rio Doce. Os grupos estão presentes nos assentamentos Belo Monte, Santa Martha e Santa Maria Monalisa, por meio do Núcleo AJUDAR; no Assentamento Ulisses Oliveira, com o Núcleo Maritacas; nos assentamentos Manoel Ferreira e Janetes Teles, com os Núcleos Maracanã e Sabiá; além dos núcleos organizados nos assentamentos Egídio Brunetto, Roseli Nunes, Iraguiar e Primeiro de Junho. As áreas de atuação estão distribuídas pelos municípios de Jampruca, Resplendor, Santa Maria do Suaçuí e Tumiritinga, reunindo mais de 400 coletoras e coletores envolvidos nas etapas de identificação, coleta, beneficiamento e conservação de sementes nativas nos territórios. No Assentamento Egídio Brunetto, em Jampruca, a experiência de Ana Maura mostra como a coleta de sementes também é um processo de formação. Assentada e coletora, ela conta que foi aprendendo a partir da própria prática, observando os ciclos das árvores e descobrindo o momento adequado para colher cada espécie. “Foi aprendendo com o fazer, com o tempo de colheita de cada tipo de árvore”, explica. Daniele, também assentada no Egídio Brunetto e ponto focal administrativo dos coletores, acompanha de perto esse processo. Ela lembra que, quando começaram, muitas pessoas ainda não sabiam identificar as sementes ou reconhecer suas espécies. “Antes a gente convivia com tudo isso, mas não sabia para que servia. Hoje a gente sempre separa da própria semente para fazer nossas mudas para plantio em nosso lote. Hoje eu colho jatobá dentro do meu lote, que eu plantei”. Daniele, assentamento Egídio Brunetto – Crédito: Iris Pacheco Esse conhecimento, que antes permanecia principalmente dentro de cada lote, passa a circular entre as famílias. O levantamento das espécies e a organização dos grupos permitem que uma pessoa contribua com o conhecimento da outra, fortalecendo uma metodologia baseada na troca de experiências entre camponeses. Esse processo também recupera uma prática que já fazia parte da vida das famílias: guardar sementes para plantar. E faz com que fortaleça a iniciativa dos guardiões de sementes crioulas. A diferença está na dimensão coletiva que a atividade ganhou. No início, segundo Ana, havia descrença sobre o potencial da iniciativa. A partir de 2022, porém, o grupo foi se estruturando, enfrentando os primeiros desafios e ampliando a participação. Hoje, no Egídio Brunetto, 27 pessoas estão vinculadas ao grupo de coletores, sendo 15 ativas. Na última entrega, realizada em agosto, 13 famílias participaram diretamente da coleta, reunindo mais de meia tonelada de sementes de 38 variedades. Mais do que o resultado financeiro, a assentada destaca o conhecimento adquirido ao longo do processo. “Um monte de árvore que eu tinha na minha casa eu não conhecia. Além do financeiro, é o conhecimento”. Ela também ressalta a dimensão coletiva da experiência, especialmente em um assentamento marcado pela presença de pessoas idosas. “O mais bonito é que o Egídio é um lugar de idosos e todos participam. A experiência de coletar no coletivo é melhor que sozinho, nos une mais.” A organização dos coletores também movimentou a própria associação do assentamento. As reuniões, atividades de campo e momentos de convivência passaram a fazer parte da dinâmica comunitária. Os grupos passaram a organizar momentos de capacitação, encontros para avaliar as dificuldades e grupos de afinidade que realizam as atividades de campo coletivamente. A formação acontece junto com a prática. **Sementes que geram organização e renda** No assentamento Manoel Ferreira, o Núcleo Maracanã reúne mais de 20 coletores. Segundo Leonardo de Oliveira, assentado e integrante do grupo, desde 2024 as famílias vêm ampliando a organização para realizar a coleta tanto individualmente quanto em coletivos. “Lá funciona através da associação. Temos mais de 20 coletores que, desde 2024, trabalham em família e/ou com um coletivo mais ampliado”. O grupo trabalha com mais de 20 espécies e variedades de sementes e mantém uma dinâmica de formação e organização dos coletores. Leonardo, Assentamento Manoel Ferreira – Crédito: Iris Pacheco Segundo Leonardo, a atividade também representa uma possibilidade de renda complementar para as famílias assentadas. “Deu uma renda extra para as famílias, principalmente para as mulheres, que conquistaram muitas coisas através das sementes”. A experiência também tem contribuído para recuperar conhecimentos que haviam se perdido ou que ainda não eram reconhecidos pelas próprias famílias. “Muitas pessoas não tinham conhecimento sobre nome, espécie e como tratá-la”. Para Lucinha Sem Terra, assentada e integrante do Núcleo Maritacas, porém, o significado da atividade vai além da comercialização. “Nós, as mulheres, vemos as sementes em outra perspectiva de vida. Eles [os homens] veem somente como o financeiro, e isso traz muitos desafios para o grupo”. Ela reforça que a coleta deve ser compreendida como uma atividade complementar dentro da vida das famílias assentadas. “A coleta de sementes não pode ser nossa principal renda. Nós somos assentadas. Ela tem que ser uma renda que vem para ajudar em todo esse processo”. Assim, a coleta de sementes articula diferentes dimensões: conhecimento, organização comunitária, conservação ambiental e geração de renda. **Mulheres na conservação da biodiversidade** A participação das mulheres é uma das marcas desse processo. A experiência do Grupo de Mulheres Coletoras do Núcleo Maritacas, no Assentamento Ulisses Oliveira, fortalece a organização das mulheres na coleta e conservação da biodiversidade e amplia sua participação nas estratégias de restauração ecológica desenvolvidas nos territórios. Segundo Lucinha, a coleta veio somar a práticas que já faziam parte do cotidiano das famílias. “A coleta de sementes veio somar naquilo que a gente já fazia, de plantar mudas, fazer viveiro de fundo de quintal. A possibilidade de colher nossa própria semente, de marcar nossas matrizes e reconhecer essas matrizes é muito importante”. A organização coletiva é uma característica central da experiência. “A gente só anda em bando”, conta Lucinha, referindo-se à articulação entre as Maritacas, as Abayomi e o Núcleo de Agroecologia Jequitibá. O grupo também cresceu ao longo do processo. Segundo Lucinha, depois da primeira entrega, a atividade passou a despertar maior interesse no território. “De sete passou para 17 e hoje estamos com 64 famílias”. Atualmente, o grupo Maritacas trabalha com cerca de 60 variedades de sementes de árvores nativas da Mata Atlântica. **Da semente à restauração dos territórios** A organização dos grupos de coleta está diretamente relacionada às ações de restauração ecológica desenvolvidas na Bacia do Vale do Rio Doce. As sementes coletadas nos próprios territórios retornam para a terra por meio de viveiros, plantios e técnicas como a muvuca de sementes, contribuindo para a regeneração natural e a recomposição da vegetação nativa. Nesse processo, a coleta deixa de ser compreendida apenas como uma atividade de retirada de sementes da natureza. Ela envolve o reconhecimento das árvores matrizes, a conservação da diversidade, o conhecimento sobre os ciclos naturais, o beneficiamento, o armazenamento e a produção de novas mudas e plantios. É também uma forma de aproximar restauração ecológica e vida cotidiana. Ao reconhecer uma árvore, coletar sua semente e voltar a plantá-la no próprio lote, as famílias ampliam a relação com o território e fortalecem sua autonomia. A experiência dos grupos demonstra que a restauração da natureza também passa pela valorização de quem vive e produz no campo. Os conhecimentos acumulados pelas famílias assentadas, somados à formação coletiva e à organização dos grupos, tornam-se parte de uma estratégia mais ampla de agroecologia. Entre idosos que contribuem com a limpeza e seleção das sementes, mulheres que ampliam sua autonomia e participação, jovens e famílias que aprendem a reconhecer novas espécies, os grupos de coleta constroem uma rede de conhecimentos que ultrapassa a própria atividade. O que começa com a identificação de uma árvore se transforma em conhecimento compartilhado. A semente coletada pode gerar renda, alimentar um viveiro, recuperar uma área degradada ou voltar para o próprio lote. E o conhecimento construído por uma família passa a fazer parte da experiência de muitas outras. Crédito: Iris Pacheco **Programa Popular de Agroecologia atua desde 2019** As ações fazem parte do Programa Popular de Agroecologia da Bacia do Vale do Rio Doce, construído pelo MST desde 2019 a partir da perspectiva de reparação integral e da construção de um novo modelo de produção e de desenvolvimento econômico na região. Com financiamento do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, o programa desenvolve ações de restauração ambiental e agroecologia em territórios da reforma agrária atingidos pelos impactos do crime ambiental. Até o momento, já foram 2 mil hectares protegidos; 16 toneladas de sementes coletada; 500 mil mudas de árvores nativas e frutíferas plantadas; 20 hectares de pomares e olerícolas implementados; 643,16 hectares restaurados em lotes individuais; 1.422,57 hectares de Reserva Legal restaurados em áreas coletivas. Para o próximo período está previsto que o Programa plante 450 mil mudas de árvores frutíferas e nativas na região. As iniciativas também estão relacionadas ao plano nacional do MST Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, que estabelece a meta de plantar 100 milhões de árvores em dez anos como contribuição ao enfrentamento da crise climática. Desde 2020, segundo dados do Movimento, já foram plantadas 45 milhões de mudas em todo o país. _Editado por Aline Antunes_ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy
mst.org.br
September 25, 2026 at 4:11 AM