#rastreabilidade
O risco financeiro do descontrole de equipamentos
O risco financeiro do descontrole de equipamentos | G1
Planilhas manuais são insuficientes para gerenciar o patrimônio tecnológico. A falta de rastreabilidade gera desperdício de licenças, perda de bens e riscos de conformidade.
g1.globo.com
October 1, 2026 at 9:00 PM
Geopolítica amplia pressão comercial no agro e requer estratégia do Brasil
Geopolítica amplia pressão comercial no agro e requer estratégia do Brasil | CNN Brasil
Painel do GAFFFF 2026 debateu rastreabilidade, novas exigências ambientais e sanitárias e o uso das exportações brasileiras como instrumento de negociação internacional
www.cnnbrasil.com.br
October 1, 2026 at 6:50 PM
Com EUDR, falhas na rastreabilidade podem dificultar vendas do agro à UE
Com EUDR, falhas na rastreabilidade podem dificultar vendas do agro à UE | CNN Brasil
Análise da Geoambiente lembra que exigências começam em dezembro para grandes e médios operadores em um momento em que as comprovações de origem dos produtos ainda parcialmente concluídos
www.cnnbrasil.com.br
September 30, 2026 at 8:41 PM
September 30, 2026 at 6:45 PM
O 2º episódio do A Natureza da Conversa já está no ar! Conversamos com Luis Fernando Laranja (Caaporã) sobre como a pecuária brasileira pode ser aliada da restauração ambiental, usando pastagens degradadas, ILPF e rastreabilidade. Em parceria com O Mundo que Queremos
🔊 Dê o play:
A Natureza da Conversa #02 | Como produzir carne sem desmatamento
O Eco | Jornalismo Ambiental · Episode
open.spotify.com
September 30, 2026 at 11:13 AM
Pará não explica como manterá rastreabilidade do gado a longo prazo - ((o))eco - oeco.org.br/reportagens/...
Pará não explica como manterá rastreabilidade do gado a longo prazo - ((o))eco
Sucesso do programa depende de leituras contínuas, equipamentos e estrutura para acompanhar o rebanho em um estado de dimensões continentais
oeco.org.br
September 30, 2026 at 10:53 AM
Cientistas, médicos-veterinários e pesquisadores brasileiros e estrangeiros lançam mobilização contra o abate de jumentos no Brasil. O grupo aponta queda de 94% na população brasileira entre 1996 e 2024, riscos sanitários relacionados à falta de rastreabilidade e perda de diversidade genética.
September 30, 2026 at 3:13 AM
Pará não explica como manterá rastreabilidade do gado a longo prazo ⬇️

Sucesso do programa depende de leituras contínuas, equipamentos e estrutura para acompanhar o rebanho em um estado de dimensões continentais
Pará não explica como manterá rastreabilidade do gado a longo prazo - ((o))eco
Sucesso do programa depende de leituras contínuas, equipamentos e estrutura para acompanhar o rebanho em um estado de dimensões continentais
oeco.org.br
September 29, 2026 at 9:09 PM
Emendas do Congresso podem consumir 1 a cada 5 reais do orçamento discricionário do governo federal em 2027
Emendas do Congresso podem consumir 1 a cada 5 reais do orçamento discricionário do governo federal em 2027
Repasses via 'emendas Pix' acumulam prejuízos, licitações fraudadas e falta de rastreabilidade mesmo com novas regras
www.brasildefato.com.br
September 29, 2026 at 9:09 PM
Pedido ao TCU inclui créditos ligados ao Banco Master; CNJ já cancelou mais de R$ 7 bilhões em precatórios irregulares
TCU recebe pedido para fiscalizar precatórios e créditos ligados ao Banco Master e à União
Pedido inclui verificação de informações sobre créditos sucroalcooleiros e sugere reforço de rastreabilidade e transparência
www.brasil247.com
September 29, 2026 at 9:07 PM
Ideia é dar rastreabilidade a mercado que movimenta direitos

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#jornalhojeemdia
Fachin defende segurança e transparência na liberação de precatórios
Ideia é dar rastreabilidade a mercado que movimenta direitos
hoje.vc
September 29, 2026 at 8:05 PM
Fachin defende ‘transparência e rastreabilidade’ em precatórios após cobrança de Gilmar
Fachin defende ‘transparência e rastreabilidade’ em precatórios após cobrança de Gilmar
Em sessão no CNJ nesta terça-feira (29), presidente do STF cita novas regras, sistemas de dados e controle sobre cessões de crédito
jovempan.com.br
September 29, 2026 at 5:06 PM
Fachin defende segurança e transparência na liberação de precatórios

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu nesta terça-feira (29) mais transparência no mercado secundário de precatórios.  “O objetivo é muito simples,…
Fachin defende segurança e transparência na liberação de precatórios
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu nesta terça-feira (29) mais transparência no mercado secundário de precatórios.  “O objetivo é muito simples, direto e importante: segurança, transparência e, ainda mais importante, rastreabilidade a um mercado que movimenta direitos”, afirmou Fachin em sessão do CNJ.  Notícias relacionadas:Gilmar cobra medidas de STF e STJ contra irregularidade em precatórios.Nunes Marques cobra TREs por transporte público gratuito nas eleições.Fux suspende decisão de Dino que restabelecia posts de Nossa Senhora.O ministro destacou medidas que vêm sendo adotadas pelo CNJ para melhor administrar os precatórios, que são dívidas judiciais a serem pagas pelo Poder Público.
fllics.com
September 29, 2026 at 4:42 PM
Fachin destaca avanço na rastreabilidade de precatórios e prevê novas regras no CNJ

Medidas buscam conferir transparência e segurança ao setor em meio a investigações sobre irregularidades e negociações suspeitas...
Fachin destaca avanço na rastreabilidade de precatórios e prevê novas regras no CNJ
Medidas buscam conferir transparência e segurança ao setor em meio a investigações sobre irregularidades e negociações suspeitas
www.brasil247.com
September 29, 2026 at 4:24 PM
📰Fachin defende transparência e rastreabilidade sobre precatórios

Mais cedo, ministro Gilmar Mendes cobrou STF e STJ por pente-fino em precatórios após caso Master.
Fachin defende transparência e rastreabilidade sobre precatórios
Mais cedo, ministro Gilmar Mendes cobrou STF e STJ por pente-fino em precatórios após caso Master
www.correiobraziliense.com.br
September 29, 2026 at 3:05 PM
Fachin vê “avanço substantivo” sobre precatórios e defende rastreabilidade
Fachin vê "avanço substantivo" sobre precatórios e defende rastreabilidade | CNN Brasil
Ministro afirmou que revisão da resolução geral sobre precatórios deve ser analisada pelo plenário do CNJ já no próximo mês
www.cnnbrasil.com.br
September 29, 2026 at 2:50 PM
Anvisa notifica Mercado Livre após empresa anunciar venda de remédio com receita
Mônica Bergamo: Anvisa notifica Mercado Livre após empresa anunciar venda de remédio com receita
OUTRO LADO: Marketplace diz que não foi notificado e que todos seus produtos 'têm rastreabilidade completa'
redir.folha.com.br
September 29, 2026 at 9:17 AM
Mônica Bergamo: Anvisa notifica Mercado Livre por venda de remédios
Mônica Bergamo: Anvisa notifica Mercado Livre após empresa anunciar venda de remédio com receita
OUTRO LADO: Marketplace diz que não foi notificado e que todos seus produtos 'têm rastreabilidade completa'
www1.folha.uol.com.br
September 29, 2026 at 9:06 AM
#OPINIÃO
📝 Papo de Responsa | A conta do lixo não pode chegar para quem tem menos. Projeto de lei em São Paulo propõe ampliar rastreabilidade de resíduos na cadeia produtiva.
Opinião - Papo de Responsa: A conta do lixo não pode chegar para quem tem menos
Projeto de lei em São Paulo propõe ampliar rastreabilidade de resíduos na cadeia produtiva
mla.bs
September 28, 2026 at 12:12 PM
Chile vira pioneiro na LatAm: novas regras exigem rastreabilidade e explicabilidade de IA em telecom e serviços essenciais, com foco em mitigar vieses e garantir segurança técnica. https://tinyurl.com/27966e6r #IA #LatamTech
SUBTEL e CENIA definem diretrizes técnicas para auditoria de inteligência artificial em infraestruturas essenciais
As regras estabelecem requisitos de rastreabilidade de decisões, mitigação de viés discriminatório e mecanismos de explicabilidade para operadoras de telecomunicações e concessionárias no Chile.
altdigitallatam.org
September 26, 2026 at 7:25 PM
Certificação ISO melhora atendimento no setor funerário
A certificação ISO 9001, referência internacional em sistemas de gestão da qualidade, vem ganhando espaço em segmentos historicamente marcados pela sensibilidade do contato com o público, como o setor funerário e de cremação. A norma estabelece critérios de padronização de processos, rastreabilidade de etapas e melhoria contínua, elementos que passam a orientar também empresas responsáveis por cerimônias de despedida e serviços de cremação em diferentes regiões do país. No Brasil, cerca de 18 mil organizações possuem certificação válida na norma ISO 9001, segundo levantamento internacional da International Organization for Standardization. No cenário global, o número ultrapassa a marca de um milhão de organizações certificadas em cerca de 180 países, o que reforça a adoção da norma como parâmetro de qualidade em setores muito distintos entre si, da indústria aos serviços prestados diretamente a famílias. Vinícius Chaves de Mello, CEO do Grupo Riopae, administradora do Crematório Metropolitano São João Batista, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, explica que a busca por esse tipo de certificação está ligada à necessidade de oferecer previsibilidade em um momento de forte carga emocional. "A certificação ISO 9001 evidencia o compromisso da empresa com a qualidade e com a melhoria contínua de seus processos. Em um setor que lida diretamente com momentos de grande sensibilidade, ter procedimentos bem definidos ajuda a oferecer mais segurança, organização e previsibilidade às famílias e aos colaboradores", afirma. Ainda de acordo com o executivo, a padronização de processos tem efeito direto sobre a rotina das equipes responsáveis pelo atendimento às famílias enlutadas. Segundo ele, procedimentos alinhados reduzem ruídos internos e evitam que etapas do velório ou da cremação sejam conduzidas de maneira improvisada, o que tende a diminuir falhas em um contexto no qual pequenos deslizes costumam ser sentidos com maior intensidade pelos familiares. "A mudança começa na organização dos processos e chega diretamente à experiência da família. Com procedimentos padronizados, a equipe consegue atuar de forma mais alinhada, reduzindo falhas de comunicação e garantindo que cada etapa seja conduzida com atenção. Isso proporciona um atendimento mais organizado, transparente e consistente, sem deixar de lado o acolhimento necessário nesse momento", detalha Chaves de Mello. Falhas evitadas pela padronização Entre os problemas que a certificação ajuda a prevenir estão informações desencontradas entre equipes, horários mal comunicados às famílias e execução inconsistente das etapas de atendimento, situações mais sensíveis diante do luto. A norma prevê mecanismos de acompanhamento e auditoria interna que permitem corrigir falhas antes que afetem o público atendido. "A certificação ajuda a reduzir falhas de comunicação, informações desencontradas e problemas na execução das etapas do atendimento. A ISO 9001 também estabelece mecanismos de acompanhamento e melhoria dos processos, permitindo identificar pontos que precisam ser corrigidos antes que se tornem problemas. Em um momento de luto, essa organização faz uma diferença importante", pontua o CEO do Grupo Riopae. O mercado de cemitérios e crematórios privados movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano no Brasil, impulsionado pelo avanço dos planos funerários antecipados e pela diversificação de serviços, conforme levantamento do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep). Esse crescimento caminha ao lado de uma cobrança maior por transparência e qualidade no atendimento prestado em momentos de vulnerabilidade. Para Chaves de Mello, o mercado funerário brasileiro amadurece de forma gradual, à medida que mais empresas investem em profissionalização, capacitação de equipes e adoção de tecnologia. "O setor funerário vem evoluindo, principalmente com empresas que investem em profissionalização, tecnologia, capacitação e padronização", avalia. Conforme o executivo, ainda existe espaço para avançar, especialmente na adoção de processos mais estruturados e na busca por maior transparência. "Acredito que esse movimento tende a se fortalecer à medida que as famílias também passam a valorizar cada vez mais empresas preparadas para oferecer segurança e qualidade no atendimento", completa. Certificação exige mudança de cultura interna Um dos principais desafios para a ampliação de certificações no setor, segundo Mello, é entender que a ISO 9001 não deve ser tratada apenas como um selo, mas como parte de uma cultura interna de qualidade, que envolve investimento contínuo, treinamento de equipes e acompanhamento sistemático dos processos. "É necessário compreender que a certificação não deve ser vista apenas como um selo, mas como parte de uma cultura de qualidade. Isso exige investimento, organização, treinamento das equipes, acompanhamento dos processos e disposição para promover melhorias contínuas. À medida que o setor reconhece esses benefícios, a tendência é que a profissionalização se torne cada vez mais presente", conclui. Enquanto famílias passam a associar qualidade de atendimento a processos estruturados, normas como a ISO 9001 tendem a ocupar espaço crescente entre empresas do segmento funerário, servindo como parâmetro de comparação em um mercado que ainda caminha para maior padronização em todo o território nacional. Para mais informações, basta acessar: https://crematoriosaojoao.com.br/
valor.globo.com
September 25, 2026 at 4:55 PM
Alerta do CEO da SLC: Qualidade do Algodão Brasileiro Precisa Subir para Competir com os EUA e Ampliar Lucros

Confira o conteúdo completo 👇

https://eruptionglobal.com/alerta-do-ceo-da-slc-qualidade-do-algodao-brasileiro-precisa-subir-para-competir-com-os-eua-e-ampliar-lucros/
Alerta Do CEO Da SLC: Qualidade Do Algodão Brasileiro Precisa Subir Para Competir Com Os EUA E Ampliar Lucros - @EruptionGlobal
O Brasil tem se destacado na produção de algodão, especialmente em sustentabilidade e rastreabilidade. No entanto, um ponto crucial ainda impede o país de
eruptionglobal.com
September 25, 2026 at 10:47 AM
A origem que o Brasil ainda não consegue provar
A Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) lançaram em agosto o livro Rastreabilidade e transparência nas cadeias produtivas de gado, madeira e ouro na Amazônia Legal: iniciativas e desafios para o fortalecimento da governança ambiental. A obra conta com revisão técnica de representantes do MPF, da WWF, do Imaflora e do próprio IPAM e examina as três cadeias produtivas mais associadas ao desmatamento na região, gado, madeira e ouro, combinando revisão bibliográfica, análise normativa e mapeamento de decisões judiciais no STF, no STJ e no TRF-1. O diferencial metodológico está nos pedidos formais de acesso à informação enviados às Agências de Defesa Agropecuária e aos órgãos ambientais dos nove estados da Amazônia Legal, o que permite comparar, pela primeira vez de forma sistemática, o que cada órgão estadual efetivamente sabe, e o que se recusa ou não consegue compartilhar, sobre a origem do gado. Para este artigo, gostaria de me concentrar no capítulo que trata da cadeia do gado, o que mais dialoga com a atual conjuntura comercial do Brasil com China e Estados Unidos. O momento comercial A rastreabilidade bovina na Amazônia é cada vez mais compreendida, na própria literatura acadêmica, como pré-requisito de mercado, não apenas exigência ambiental. No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, recorde histórico, com China e Estados Unidos como os dois maiores compradores. A China esgotou em junho a cota anual de 1,106 milhão de toneladas com tarifa preferencial do Edital nº 87 do Ministério do Comércio da China (MOFCOM); acima disso, a sobretaxa é de 55%. Os Estados Unidos, por sua vez, isentaram a carne bovina brasileira do tarifaço de até 37,5% anunciado em julho contra outros produtos do país, para segurar a inflação de alimentos antes das eleições de meio de mandato. Os dois maiores compradores do boi brasileiro querem mais carne e, ao mesmo tempo, apertam as condições de entrada. É nesse cenário que a ABRAMPA e o IPAM lançam um livro sobre rastreabilidade e transparência nas cadeias do gado, da madeira e do ouro na Amazônia Legal. O momento não poderia ser mais oportuno: uma fragilidade de rastreabilidade, hoje, é também um risco comercial. Segundo o Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Amazônia perdeu 5.796 km2 de floresta entre agosto de 2024 e julho de 2025, a menor taxa em onze anos (INPE, 2025). Só um estado apresentou aumento, Mato Grosso, maior produtor e abatedor de gado da região, na contramão de todos os vizinhos. A obra da ABRAMPA e do IPAM situa esse dado num quadro maior em que a pastagem na Amazônia cresceu 363% entre 1985 e 2023, chegando a cerca de 59 milhões de hectares, área maior do que a França inteira. É esse tamanho de desafio, fatiado em centenas de milhares de propriedades, que qualquer sistema de rastreabilidade precisaria monitorar fazenda por fazenda, e é sobre esse desafio de escala que o livro se debruça com mais detalhe do que qualquer outro material público disponível até hoje sobre o tema. O que o livro traz de novo O livro não é só uma revisão bibliográfica. Suas autoras, Lívia Cunha de Menezes, Vivian Maria Pereira Ferreira e Raquel Frazão Rosner, fazem um raio-x de como o Estado brasileiro hoje efetivamente controla, ou deixa de controlar, a origem do boi. E o achado central mostra que os órgãos de defesa agropecuária cuidam da sanidade animal, os órgãos de meio ambiente cuidam do desmatamento, e nenhum dos dois cruza sistematicamente os próprios dados com os do outro. Por exemplo, no Amapá, a Agência de Defesa Agropecuária respondeu ao pedido de informação dizendo que a pergunta cabia à Secretaria de Meio Ambiente, que, por sua vez, a devolveu à Agência, num círculo que resume, sozinho, o problema descrito no restante do livro. Cada boi viaja com uma Guia de Trânsito Animal (GTA), parecida com a nota fiscal de qualquer mercadoria, mas preenchida pelo próprio produtor, sem conferência automática contra mapas de desmatamento. Um frigorífico verifica a fazenda que lhe vendeu o boi pronto para o abate, o fornecedor direto. Não verifica as fazendas anteriores, onde aquele boi nasceu e cresceu, os fornecedores indiretos. O livro nomeia com precisão as estratégias usadas para contornar esse controle, mostrando o vazamento, quando o produtor irregular simplesmente vende para um frigorífico que não monitora critérios socioambientais. A triangulação ocorre quando o gado passa por fazendas irregulares antes de ser vendido para o fornecedor direto do frigorífico sem passivos socioambientais. Segundo dados do Center for Climate Crisis Analysis e do Organized Crime and Corruption Reporting Project, citados no livro, mais de 90 mil cabeças de gado foram criadas em terras griladas no Pará entre 2018 e 2021, a maior parte delas transferida depois para fazendas regulares fornecedoras de cerca de cem frigoríficos, incluindo JBS e Marfrig. O tamanho do ponto cego aparece bem no projeto Radar Verde, uma iniciativa do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do Instituto O Mundo Que Queremos, que a ABRAMPA e o IPAM sistematizam no livro. Dos 151 frigoríficos avaliados em 2025, apenas doze tiveram boa pontuação em fornecedores diretos e nenhum comprovou controle de indiretos, com 88% do setor classificado em grau muito baixo de compromisso contra o desmatamento. No varejo, o quadro é ainda mais restrito: das cem redes analisadas, só três, Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Assaí, pontuaram no controle da cadeia indireta. Um dos resultados mais interessantes do livro é também um dos mais simples de resumir. Em avaliação conduzida pela Transparência Internacional, pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) e pelo Instituto Centro de Vida (ICV) sobre a abertura de bases de dados ambientais, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) alcançou 53% de completude e disponibilidade, enquanto a GTA zerou. Ou seja, os dados simplesmente não foram disponibilizados ao público, nem mesmo em formato consultável. O argumento oficial para essa opacidade sempre foi a proteção de dados pessoais prevista na LGPD. No entanto, em janeiro de 2025, o ministro André Mendonça, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 760 no Supremo Tribunal Federal, decidiu de forma direta que essa invocação da LGPD por estados e municípios para negar acesso aos dados de GTA, Documento de Origem Florestal (DOF) e Autorização de Supressão de Vegetação (ASV) a órgãos de fiscalização ambiental é inconstitucional, por violar os princípios da publicidade e da proteção ambiental. Os instrumentos do Ministério Público O TAC da Carne, promovido pelo MPF com frigoríficos da Amazônia Legal desde ao menos 2009, tenta ir além da recomendação voluntária. Proíbe a compra de gado de fazendas com desmatamento ilegal ou trabalho escravo e exige a lista completa de fornecedores a cada seis meses, critérios detalhados no Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado da Amazônia. Desde fevereiro de 2026, o MPF passou a bloquear automaticamente fornecedores diretos que recebem lotes com volume relevante de indiretos irregulares, com desbloqueio só após dois anos sem transação ou regularização comprovada. Quando um frigorífico descumpre a cláusula, o MPF cobra na Justiça a multa prevista no termo, cinquenta vezes o valor da arroba do boi gordo por cabeça irregular, com processos em curso contra os frigoríficos Vitória, Frigosan, Ouro Verde e Mararu. O livro também traz um caso julgado que merece atenção: em setembro de 2025, o TRF-1 julgou improcedente uma ação contra o Frigorífico Alvorada, em Mato Grosso, sob o argumento de que, na ausência de norma específica exigindo due diligence exaustiva, o Judiciário não pode criar essa obrigação sem invadir competência do Legislativo. É a prova de que a lacuna normativa apontada pelo livro não é apenas teórica: ela já decide casos concretos contra o próprio Ministério Público. O caso mais completo é o da Terra Indígena Apyterewa, no Pará. No relatório “Boi Pirata”, o MPF cruzou cadastros da Adepará com dados de GTA e mostrou que 86 fazendas ilegais na terra indígena movimentaram 48.837 cabeças de gado entre 2012 e 2022, com lucro estimado em R$ 130,9 milhões. A partir disso, o MPF pediu ao Banco Central que suspendesse crédito aos responsáveis pelos imóveis, e oficiou os frigoríficos do TAC para que parassem de comprar desses fornecedores. O Ibama seguiu caminho parecido com a Operação Carne Fria, que em 2015 e 2024 interditou frigoríficos comprando gado com GTA usada para mascarar origem irregular. Os caminhos de superação apontados pelo próprio livro Depois de mapear normas, tecnologias e decisões judiciais, a ABRAMPA e o IPAM não deixam a obra parada no diagnóstico. O capítulo sobre o gado fecha com cinco caminhos concretos, que pesam mais como recomendação de política pública do que qualquer conclusão externa que se possa formular sobre o tema. O primeiro é o mais simples de todos: em vez de inventar um sistema paralelo, basta inserir a variável ambiental nos arranjos de controle sanitário que já existem. O segundo mira algo que o próprio livro documentou nas respostas da Lei de Acesso à Informação, a quase total falta de diálogo entre os órgãos de defesa agropecuária e os ambientais, hoje praticamente incomunicáveis entre si. Os dois seguintes tratam de dados: dar mais transparência às informações relevantes para o controle da cadeia, sobretudo às GTAs, e garantir que os sistemas estaduais conversem com uma base federal unificada. Por fim, o livro defende que o país implante rastreabilidade tecnológica baseada em dados geoespaciais, capaz de verificar sobreposição a terras indígenas, unidades de conservação e florestas públicas não destinadas, priorizando os municípios com maior desmatamento ilegal. Esses cinco caminhos resolvem o problema de arquitetura institucional, mas deixam em aberto pelo menos três pontos. O primeiro é o ritmo. O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos só prevê identificação individual do rebanho a partir de 2027, com cobertura total apenas em 2032, prazo longo demais diante de uma janela comercial que já está fechando com a China e que pode se fechar também com os Estados Unidos. Acelerar esse cronograma, com aporte privado dos próprios frigoríficos que hoje dependem dessas exportações, é uma decisão de custo político menor do que parece. O segundo ponto é o desenho de incentivo. Todo o arcabouço descrito no livro, TAC, bloqueio automático, multa por cabeça irregular, opera pelo lado da punição. Falta, no debate público brasileiro, um mecanismo de preço que recompense quem já monitora fornecedores indiretos, hoje um custo que o produtor ou o frigorífico assume sozinho sem qualquer prêmio no mercado interno. O terceiro ponto é mais incômodo e ainda não foi respondido por nenhuma pesquisa. Falta verificar se o cumprimento parcial do TAC da Carne, monitorar só os fornecedores diretos e deixar os indiretos de fora, não é hoje, na prática, mais vantajoso economicamente para o frigorífico do que o cumprimento integral. Se o custo de rastrear a cadeia até a ponta for maior do que o risco esperado de multa, dado que o Radar Verde mostra que nenhum dos 151 frigoríficos avaliados em 2025 comprova controle de indiretos, a inadimplência parcial deixa de ser falha e passa a ser escolha racional. Sem estimar esse cálculo, qualquer novo instrumento de comando e controle corre o risco de repetir o mesmo resultado das últimas duas décadas. Sem esses três contrapesos, a rastreabilidade continuará sendo tratada como risco a evitar, não como ativo a construir, e o Brasil seguirá reagindo à exigência externa em vez de antecipá-la. O TAC depende de auditorias e denúncias, a Carne Fria dependeu de uma investigação pontual do Ibama, e o caso Apyterewa só existiu porque o MPF cruzou manualmente bases que, em condições normais, não conversam entre si. É esse o retrato que o livro da ABRAMPA e do IPAM deixa mais claro do que qualquer outro material disponível hoje sobre o tema, mostrando que o problema não é falta de vontade institucional; é falta de arquitetura de dados. O TAC, a Carne Fria e o caso Apyterewa funcionaram porque alguém, num momento específico, decidiu cruzar manualmente bases que deveriam conversar por padrão, não por exceção. Essa lacuna deixou de ser só uma questão técnica. China e Estados Unidos compraram juntos cerca de 59% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no primeiro semestre de 2026, e ambos apertam, cada vez mais, os critérios sobre a origem do que compram. Um sistema de rastreabilidade que funciona por investigação pontual, e não por integração contínua, é também uma vulnerabilidade comercial. Os cinco caminhos que o livro propõe não pedem lei nova nem tecnologia inexistente. Pedem que o Estado brasileiro conecte o que já construiu, GTA, CAR, PRODES, decisões judiciais, em vez de deixar cada órgão vigiar seu próprio pedaço da cadeia. Até que isso aconteça, o Ministério Público seguirá fazendo, caso a caso, o trabalho que um sistema de dados interoperável faria de forma contínua, e o Brasil seguirá vendendo, a compradores cada vez mais exigentes, a promessa de uma origem que ainda não consegue provar por completo. *Amintas Brandão Jr. é pesquisador do Imazon e do Radar Verde. Mais Lidas
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September 23, 2026 at 10:40 PM