#LABOMAR
A cearense Laianne Plácido Lima, de 25 anos, conquistou o sonho de ser aprovada em Medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC), a mesma instituição onde sua mãe trabalha há 11 anos como auxiliar de serviços gerais no Instituto de Ciências do Mar (Labomar).
September 14, 2026 at 10:35 AM
Pesquisa da UFC identifica contaminação por substâncias tóxicas em caranguejos do Ceará
--- Foto: Lacor/Labomar/UFC Iguaria símbolo da cultura gastronômica cearense, o caranguejo movimenta uma importante cadeia produtiva, gerando emprego e renda à população e fortalecendo o turismo no Estado. Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, contudo, constatou um quadro preocupante: caranguejos recolhidos no litoral de Fortim apresentaram níveis significativamente elevados de análogos de bisfenol A, uma classe de substâncias consideradas tóxicas e com potencial de desregular o sistema hormonal de humanos. Novos levantamentos apontam a contaminação em todos os manguezais estudados do Norte e Nordeste brasileiros. O estudo defende que os caranguejos funcionam como eficazes indicadores biológicos da poluição nos manguezais. A presença de bisfenóis no organismo desses crustáceos sinaliza uma deficiência no gerenciamento de resíduos sólidos e líquidos na região. Para os pesquisadores, parte dessa contaminação pode estar relacionada ao descarte inadequado de papéis térmicos, como comprovantes de cartão, recibos de caixas de supermercado e senhas de atendimento, que transportam derivados de bisfenol, conforme evidenciado por outro estudo recente da UFC. “O problema é quando esse material vai para o descarte. Se ele vai para um aterro sanitário ou reciclagem, tudo bem. Agora, se ele vai parar num lixão, ou em um aterro não controlado, aí é onde está o problema, pois as substâncias contidas nele vão chegar no ambiente”, alerta o professor Rivelino Cavalcante, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC) e coordenador do estudo. A pesquisa conduzida pelo professor recolheu amostras dos caranguejos, em 2025, nos municípios de Fortim e Itapissuma (Pernambuco). As áreas foram escolhidas por representarem manguezais importantes do Nordeste brasileiro, mas com características e pressões ambientais diferentes. Este foi o primeiro estudo a analisar a presença destas substâncias no caranguejo através da urina e da hemolinfa (o referente ao “sangue” do crustáceo). Os resultados expuseram a presença das substâncias da família dos bisfenóis em ambos os líquidos, mas em concentrações consideravelmente maiores na hemolinfa, e em níveis mais elevados nos caranguejos de Fortim. A maior presença dos bisfenóis na hemolinfa, esclarece o estudo, indica que o contaminante está circulando pelo organismo do caranguejo, refletindo a maior exposição interna e a bioacumulação. Enquanto que a urina, por sua vez, representa principalmente o que está sendo eliminado. ALERTA PARA CONSUMIDORES Substâncias como o bisfenol A (BPA), o bisfenol F (BPF) e o bisfenol C (BPC), na maior parte das amostras, excederam a ingestão diária tolerável para seres humanos. Em alguns casos, as concentrações foram consideradas “alarmantes” pelos pesquisadores, como foi o caso do bisfenol F (BPF) nos crustáceos da espécie Cardisoma guanhumi de Fortim. A legislação brasileira atualmente proíbe somente o BPA, e especificamente para o uso em mamadeiras e utensílios voltados para a alimentação de lactentes e crianças de até 3 anos. Para os demais usos, o emprego da substância é aceitável desde que respeitados os limites máximos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O BPA é uma substância capaz de interferir no funcionamento do sistema endócrino. Pesquisas relacionam sua exposição a alterações no sistema imunológico, problemas reprodutivos, distúrbios metabólicos e neurológicos, além de possíveis associações com o desenvolvimento de cânceres, incluindo os de próstata e mama. Rivelino Cavalcante problematiza o achado: “Isso é preocupante, porque o BPF vem sendo utilizado como substituto do BPA em diversos produtos, mas estudos científicos já indicam que ele também apresenta atividade de desregulação endócrina e pode causar efeitos tóxicos semelhantes. O estudo reforça justamente que substituir o BPA por outros bisfenóis não significa, necessariamente, eliminar o risco ambiental ou para a saúde”, analisa. O pesquisador pondera que o estudo não avaliou os efeitos dessa exposição em humanos, mas reforça que a exposição estimada através desses crustáceos pode ultrapassar o limite considerado seguro por órgãos internacionais. “Isso não quer dizer que uma pessoa terá um problema de saúde após consumir um único caranguejo, mas indica que o consumo frequente e contínuo de organismos contaminados pode aumentar o risco de efeitos associados aos desreguladores endócrinos, especialmente em grupos mais sensíveis, como crianças e gestantes”, avalia. RISCOS NO CALDO E NO PIRÃO O estudo destaca os riscos potenciais desses compostos não somente para os organismos marinhos, mas também para os consumidores humanos. E um hábito comum no Ceará pode potencializar esse perigo: o de consumir o caranguejo inteiro e usar a água do cozimento para fazer pirão ou molho. Isso porque parte dos contaminantes pode estar presente nos fluidos internos e em diferentes estruturas do animal. Durante o cozimento, esses compostos podem ser liberados para a água. Quando essa água é reutilizada no preparo de pirão, caldo ou molho, o consumidor não ingere apenas a carne, mas também substâncias que passaram para o líquido de cozimento. Cavalcante considera, todavia, que a pesquisa avaliou a presença de bisfenóis apenas em caranguejos vivos, antes do preparo para consumo. De acordo com ele, são necessários estudos específicos com alimentos preparados para confirmar se os contaminantes permanecem após o cozimento. CONTAMINAÇÃO NO NORTE E NORDESTE O professor destaca que Fortim está localizado no estuário do Rio Jaguaribe, uma região que recebe influência de atividades urbanas e agropecuárias, da carcinicultura e do turismo. Por consequência, sofre com o descarte de resíduos domésticos e industriais ao longo da bacia hidrográfica, em razão da deficiência no tratamento de resíduos sólidos e líquidos. “Todas essas fontes contribuem para a entrada de contaminantes, incluindo bisfenóis e outros, que acabam chegando aos manguezais. Como esses ecossistemas funcionam como áreas naturais de retenção de sedimentos, muitos contaminantes tendem a se acumular neles e podem ser incorporados pelos caranguejos durante sua alimentação e contato com o sedimento”, explica. Tanto Fortim como Itapissuma são áreas englobadas em um projeto mais amplo dos pesquisadores do Labomar, que está avaliando a ocorrência de bisfenóis e outros contaminantes em manguezais distribuídos ao longo da costa do norte e nordeste brasileira, desde o estado do Pará até o sul da Bahia. Até o momento, o projeto contempla cerca de 17 áreas de estudo e aproximadamente 300 caranguejos amostrados, constituindo, segundo os pesquisadores, uma das maiores avaliações já realizadas com essa abordagem. “Embora os resultados dos demais locais ainda estejam em fase de análise e publicação, já podemos adiantar que, pela primeira vez, detectamos a presença de bisfenóis em todos os manguezais estudados no Norte e Nordeste”, adianta o professor. AÇÕES NECESSÁRIAS O professor Rivelino Cavalcante ressalta que a principal contribuição da pesquisa é fornecer evidências científicas que possam subsidiar políticas públicas voltadas à proteção dos manguezais. “Os resultados mostram que os bisfenóis já estão presentes em organismos de manguezais, indicando que o gerenciamento de resíduos sólidos, o tratamento de esgoto e outras fontes de poluição precisam ser repensados para reduzir a entrada desses contaminantes no ambiente”, defende. Conforme ele, o estudo fornece uma base técnica para que órgãos ambientais e gestores públicos fortaleçam programas de monitoramento, fiscalização e conservação dos ecossistemas costeiros. O professor também defende a ampliação da vigilância para diferentes análogos de bisfenol e o estabelecimento de limites específicos da utilização desses compostos em alimentos, água, sedimentos e organismos consumidos “É fundamental exigir avaliação toxicológica antes da substituição de um bisfenol por outro”, reforça. RECOMENDAÇÕES Os pesquisadores reiteram que os resultados do estudo não recomendam a interrupção no consumo de caranguejos, mas lançam luz sobre a importância do monitoramento ambiental e da melhoria do saneamento, do tratamento de efluentes e da gestão adequada dos resíduos. “O caranguejo continua sendo um alimento importante para a cultura, a economia e a segurança alimentar de muitas comunidades. Os resultados do estudo servem como um alerta para que o poder público invista na redução da poluição que chega aos rios e manguezais”, afirma. Ele destaca a necessidade que as comunidades pesqueiras se envolvam na conservação desses ambientes para a proteção de sua fonte de alimento e renda. Já para os consumidores, os pesquisadores recomendam o acompanhamento das orientações dos órgãos de vigilância sanitária e ambientais, enquanto novas pesquisas ampliam o conhecimento sobre a exposição a esses contaminantes e seus possíveis efeitos ao longo do tempo. O artigo trazendo os referidos resultados foi publicado na revista internacional Marine Environmental Research. Também assinam como autores, além do professor Rivelino Cavalcante, os pesquisadores Tamyris Gondim, Gladston Junior e Francisco A.D. Filho. Reportagem: Sérgio de Sousa da Agência UFC
www.maiscariri.com
September 13, 2026 at 4:40 PM
Labomar recebe inscrições gratuitas para curso de Gestão de Riscos no Kitesurf
Estão abertas as inscrições para o **curso de Gestão de Riscos no Kitesurf** , que será realizado**de 27 a 31 de julho de 2026** , no Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC). A capacitação é destinada a instrutores de kitesurf, guias de downwind e profissionais das forças de segurança. A programação prevê 20 horas de atividades presenciais, distribuídas entre aulas teóricas e práticas. As atividades teóricas serão realizadas nos dias 27, 28 e 30 de julho, das 18h às 22h, no Labomar/UFC (lavenida da Abolição, 3207, Meireles). Já as atividades práticas ocorrerão nos dias 29 e 31 de julho, das 8h às 12h, **sendo a programação do último dia realizada na Praia do Futuro**. A participação é gratuita. Aqueles que conseguirem aprovação e frequência integral nas atividades receberão certificado emitido pela UFC. As**inscrições** podem ser realizadas pela plataforma Even3. O curso integra as ações do projeto Kite Safe Brasil, vinculado ao Labomar/UFC, e tem como **objetivo apresentar procedimentos e protocolos relacionados à gestão de riscos na prática do kitesurf.** A capacitação abordará medidas de prevenção de acidentes e de promoção da segurança em ambientes de mar, rios e lagoas. O Ceará reúne alguns dos principais destinos para a prática do kitesurf no Brasil, atraindo praticantes de diferentes regiões do país e do exterior. Nesse contexto, iniciativas voltadas à prevenção de acidentes e à disseminação de boas práticas de segurança contribuem para a qualificação da atividade. Fonte: _Tommaso Giarrizzo, professor do Labomar/UFC - e-mail:tgiarrizzo@gmail.com_
www.ufc.br
July 24, 2026 at 2:05 AM
UFC recebe apoio para implementar projeto de diagnóstico de erosão costeira em Jericoacoara
A vice-reitora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Diana Azevedo, mediou, na sexta-feira (12), reunião institucional para **formalização do apoio do projeto Diagnóstico da Erosão Costeira no Município de Jijoca de Jericoacoara (CE), no âmbito do Parque Nacional de Jericoacoara (Parna-Jericoacoara): vulnerabilidade e impactos socioambientais**. A iniciativa é executada pelo Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da UFC em parceria com a prefeitura do município e instituições locais, e financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do governo federal. Para ampliar o conhecimento científico sobre os processos erosivos que afetam a região de Jericoacoara, **o acordo gera subsídios para a gestão ambiental, a conservação dos ecossistemas costeiros e a adaptação às mudanças climáticas**. “O projeto integra monitoramento ambiental, modelagem científica e participação social para transformar conhecimento em ações concretas de adaptação climática, unindo ciência e saberes locais”, afirma a professora Lidriana Pinheiro, diretora do Labomar. Coordenado pelo pesquisador Alexandre Medeiros de Carvalho, do Laboratório de Oceanografia Geológica (LOG), o estudo contará com a participação de pesquisadores do LOG, do Laboratório de Oceanografia Física (LOF) e do Laboratório de Processos e Impactos no Ambiente Costeiro (CoastLab) da UFC. As pesquisas terão duração de 12 meses contemplando a sazonalidade climática e serão feitas na Estação Científica da UFC em Jijoca de Jericoacoara, cujas obras estão em andamento. **RESULTADOS EM CONSERVAÇÃO E EDUCAÇÃO MARINHA** - Na ocasião, foram apresentados os resultados de projetos do Labomar apoiados pelo MCTI. Conduzido pelo Centro de Estudos Ambientais Costeiros (Ceac) do Labomar-UFC, o Programa Integrado de Conservação Marinha, Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (PPDS) realizou diversas ações em 2025 tendo como foco a **construção de um futuro mais sustentável, integrando pesquisa, ensino e extensão**. Nesse período, 116 agentes públicos, estudantes e moradores da região do Eusébio (cidade que abriga a sede do Ceac) receberam capacitação para atuar na conservação marinha, 299 professores da educação básica integraram atividades formativas e foram contabilizadas mais de 12 mil participações nas ações educativas, com um público que variou dos sete meses aos 96 anos de idade. O PPDS abrange três eixos: estruturação e modernização do Núcleo de Educação Ambiental Marinha (NEAM), protocolo de cultivo do cavalo-marinho (_Hippocampus reidi_) para piscicultura ornamental sustentável e desenvolvimento do turismo ecológico aliado à proteção das tartarugas marinhas. Estiveram presentes no encontro Germana Pires, titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI; Sandra Monteiro, titular da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) do Governo do Estado do Ceará; Inácio Arruda, deputado federal e ex-secretário da Sedes-MCTI; Lidriana Pinheiro, diretora do Labomar; Ravena Nogueira, coordenadora do Programa Integrado de Conservação Marinha, Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Centro de Estudos Ambientais Costeiros (PPDS-Ceac) do Labomar; Sandra Paiva e Isabelly Ferro, pesquisadoras do Labomar; Esaú Carvalho, professor do Labomar; Alexandre Medeiros de Carvalho, pesquisador; Maria Ozilea Bezerra Menezes, coordenadora do LOF-Labomar; e membros das equipes dos órgãos participantes. Fonte: _Gabinete da Reitoria - e-mail:greitor@ufc.br_
www.ufc.br
June 17, 2026 at 3:09 AM
Labomar participa de missões de combate ao peixe-leão em Fernando de Noronha e Jericoacoara
O Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) participará de missões de combate ao peixe-leão em duas importantes unidades de conservação marinha do país: o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e o Parque Nacional de Jericoacoara, nos meses de maio e junho. Espécie invasora, **o peixe-leão vem se expandindo no Brasil rapidamente, desde 2020, preocupando especialistas devido aos impactos sobre peixes nativos e sobre o ambiente como um todo.** Espécie originária do Indo-Pacífico, o peixe-leão (_Pterois volitans_) é um predador voraz, pois cada animal adulto pode se alimentar de até 20 pequenos peixes nativos em 30 minutos, o que**impacta a biodiversidade brasileira**. Além disso, possui 18 espinhos venenosos, ausência de predadores naturais no Brasil e apresenta elevada capacidade reprodutiva (cada fêmea pode ter mais de dois milhões de ovos por ano), **tornando seu controle um enorme desafio para a sociedade brasileira.** Recentemente, o arquipélago de Fernando de Noronha registrou a captura do maior peixe-leão já documentado no mundo, com cerca de 49 centímetros, reforçando o alerta sobre o avanço da invasão biológica. O problema também já atinge áreas protegidas do Ceará, incluindo o **Parque Nacional de Jericoacoara, onde pesquisadores do Labomar/UFC vêm monitorando a presença da espécie desde 2022.** As missões de combate ao peixe-leão serão lideradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com participação do Labomar/UFC, por meio de pesquisadores e estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais (PPGCMT). O ICMBio é o órgão responsável pela gestão dos parques federais e pelo controle das espécies exóticas invasoras. O objetivo é o **controle populacional da espécie invasora, a geração de dados científicos para pesquisa e monitoramento, desenvolvimento de teses de doutorado, além da capacitação de diferentes públicos envolvidos com a conservação costeira e marinha**. A equipe atuará em atividades de mergulho autônomo, monitoramento e captura do peixe-leão, além de ações de educação ambiental e capacitação técnico-científica junto às comunidades locais e instituições parceiras. **Na expedição de Fernando de Noronha, de 18 a 22 de maio,** participarão a doutoranda Maria Luiza Gallina (PPGCMT) e o professor Marcelo Soares (Labomar). Segundo Gallina, "a expedição em Fernando de Noronha é uma oportunidade estratégica para avançar na discussão sobre o consumo do peixe-leão como ferramenta de manejo. Transformar o invasor em recurso alimentar é uma das abordagens discutidas internacionalmente, e eventos como este são fundamentais para avaliar a viabilidade dessa estratégia em diferentes contextos", afirmou a doutoranda. A programação na ilha contará com seminários técnico-científicos reunindo pesquisadores, gestores ambientais, pescadores, mergulhadores e comunidades locais para discutir estratégias integradas de manejo e conservação marinha. As atividades das missões são financiadas pelo ICMBio, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por recursos próprios da pós-graduação. **Já na missão em Jericoacoara, prevista para ocorrer de 14 a 24 de junho,** estão escalados o pesquisador Wilson Franklin Jr., a doutoranda Anne Gurgel e os professores Marcelo Soares e Tommaso Giarrizzo, do Labomar/UFC. Segundo Giarrizzo, “a expedição em Jericoacoara faz parte das atividades previstas no acordo de cooperação técnica entre a UFC e o ICMBio, sendo uma ação estratégica para monitorar o tamanho da população do peixe-leão nesta importante unidade de conservação federal e subsidiar ações de controle, manejo e educação ambiental. O Parque Nacional de Jericoacoara é, atualmente, o terceiro parque nacional mais visitado do Brasil e, por isso, é necessário acompanhar todos os estressores ambientais, incluindo espécies invasoras, que possam comprometer a integridade ecológica da unidade de conservação, além de afetar o turismo e a economia local”, afirmou o professor do Labomar/UFC. Fonte: _Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha (Mares) do Labomar/UFC - fone: (85) 3366.7010_
www.ufc.br
May 16, 2026 at 7:33 AM
Em fase de adaptações estruturais para abrigar nova sede do Labomar, construção do Campus Iracema avança
A Universidade Federal do Ceará (UFC) segue com as obras para a construção do Campus Iracema. Cerca de 50 trabalhadores participam da primeira fase de intervenções para a construção do prédio que abrigará a nova sede do **Instituto de Ciências do Mar (Labomar)** e o **Centro Tecnológico de Ciências Naturais (CTCN)** , localizados na Praia de Iracema. Com orçamento total de R$ 114 milhões, a obra tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2027. O projeto se encontra em fase de adaptações estruturais, com **aproveitamento de cerca de 95% da estrutura física** do antigo Acquário Ceará. “A estrutura antiga está muito bem preservada, porque foram utilizados materiais de qualidade. Mas a gente teve que fazer demolições pontuais para adaptar à nova realidade”, afirma o diretor do Consórcio Labomar, Ruperto Porto. Com área total de 22.286,21m², o projeto prevê a **unificação de edifícios em uma estrutura de cinco pavimentos** , incluindo subsolo e cobertura. O novo campus deve abranger salas de aula, laboratórios, biblioteca, auditório com capacidade para 388 pessoas, restaurante universitário, estacionamento, áreas de convivência, entre outros espaços. O titular da Superintendência de Infraestrutura da UFC, Renato Guerreiro, detalhou o andamento da obra. “**Nós mantemos a previsão de entrega do campus em 2027**. O cronograma está mantido em relação ao final da obra, a empresa está trabalhando no local e vai fazer os esforços necessários para que tudo isso seja cumprido dentro do prazo”, destaca. O engenheiro civil Antônio Neto, coordenador da equipe de engenharia, explica que **o projeto do campus dialoga com a comunidade do entorno**. “A edificação, de maneira geral, está integrando todo o entorno da comunidade. A gente percebe pela arquitetura que é uma edificação bem aberta. Essa integração entre a universidade e o seu entorno é fundamental e necessária”, ressalta. **Veja como vai ficar o Campus Iracema:** {http://www.youtube.com/watch?v=imHrVcqpiGQ} **SAIBA MAIS** - Em dezembro de 2025, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU-CE), concedeu à UFC a cessão definitiva de uso do imóvel do antigo Acquario Ceará. O início das obras foi anunciado pelo reitor Custódio Almeida em novembro de 2025, com previsão de entrega em 720 dias. Fonte: _Superintendência de Infraestrutura (UFC Infra) - e-mail: superintendencia@ufcinfra.ufc.br_
www.ufc.br
May 15, 2026 at 7:36 AM
Petróleo derramado no Nordeste viajou recorde de 8.500 km em lixo plástico até a Flórida, nos Estados Unidos
Após um derramamento, o petróleo raramente viaja longas distâncias. Evaporação, dissolução, degradação, além das medidas de resposta a esses eventos, como a aplicação de dispersantes, evitam que o material percorra mais de 300 quilômetros da fonte. Porém, um estudo de pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) com instituições internacionais comprovou, pela primeira vez no mundo, um caso que quebra esse padrão. O óleo espalhado na costa do Nordeste brasileiro em 2019 viajou cerca de 8.500 quilômetros até Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, em uma viagem de aproximadamente 240 dias. A cidade é o ponto mais oriental da península da Flórida, e sua praia é considerada uma das mais poluídas por detritos no sudeste dos Estados Unidos. Isso porque se localiza a cerca de cinco quilômetros do fluxo da corrente do Golfo do México, e recebe ventos que sopram do mar trazendo diversos detritos. A Friends of Palm Beach (FOPB), uma organização sem fins lucrativos dedicada à limpeza do litoral de Palm Beach, divulgou nas redes sociais a chegada inusual dos detritos, despertando o olhar de pesquisadores. Mapa dos avistamentos de resíduos com óleo e fardos de borracha Environmental Science & Technology Segundo o estudo, o que tornou o feito possível foi a presença de resíduos plásticos marinhos, gerando um novo alerta para a governança global dos oceanos. As garrafas, quando possuíam rótulos legíveis, traziam inscrições em português, espanhol e inglês. O material, coberto por óleo, chegou à costa do estado diariamente, por vários meses, em 2020. Fardos de borracha, encontrados na costa do Nordeste brasileiro no ano anterior, também apareceram na costa estadunidense. A coincidência dos eventos motivou pesquisadores do Labomar-UFC, em parceria com instituições internacionais, a verificarem se os acontecimentos estariam conectados. Eles comprovaram a hipótese e publicaram, em janeiro, um artigo na revista Environmental Science & Technology revelando que o lixo marinho, especialmente o plástico - cada vez mais presente nos oceanos, pode ser responsável por uma contaminação transfronteiriça de petróleo. Além das garrafas com óleo, a praia de Palm Beach também registrou o aparecimento de fardos de borracha em 2020, semelhantes aos que chegaram à costa do Nordeste brasileiro em 2019 Divulgação “Trata-se da interação entre poluição por óleo e resíduos plásticos marinhos, na qual o plástico atua como vetor, ampliando a persistência, o alcance espacial e o impacto ambiental do óleo. Essa interação cria um co-contaminante com comportamento distinto daquele observado quando óleo e plástico são considerados isoladamente”, explica o professor Rivelino Cavalcante, do Labomar, um dos autores da pesquisa. Os riscos ambientais, acrescenta o professor Rivelino Cavalcante, são múltiplos, pois o plástico oleado é um contaminante potencial e perigoso. “A ingestão de materiais plásticos por animais marinhos, por si só, já representa uma ameaça significativa à saúde desses organismos. Somado a isso, quando os animais se encontram oleados, o risco é ainda maior, uma vez que diversos hidrocarbonetos presentes no petróleo são tóxicos, incluindo compostos com potencial carcinogênico”, aponta. Mais Lidas
umsoplaneta.globo.com
February 16, 2026 at 1:15 PM
Agência UFC: Óleo derramado no Nordeste viajou 8.500 km por meio de lixo plástico e chegou à Flórida em 240 dias
<div class="feed-description"><p>Após um derramamento, o petróleo raramente viaja a mais de 300 quilômetros da fonte. Porém, um estudo de pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) com instituições internacionais acaba de comprovar, pela primeira vez no mundo, um caso que quebra esse padrão. O óleo espalhado na costa do Nordeste brasileiro em 2019 foi capaz de <strong>transcorrer cerca de 8.500 quilômetros, chegando até a Flórida</strong>, nos Estados Unidos, em aproximadamente 240 dias. O que tornou isso possível foram os <strong>resíduos plásticos marinhos</strong>, gerando um novo alerta para a governança global dos oceanos.</p> <p><img alt="Imagem: Uma grande quantidade de garrafas de vidro e plástico com tampa, parcialmente ou totalmente cobertas por óleo, chegou ao litoral de Palm Beach do final de maio até setembro de 2020 (Foto: Divulgação)" src="https://www.ufc.br/images/ft_260128_agenciaoleo_1_gr.png" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p> <p>Uma grande quantidade de garrafas de vidro e plástico com tampa, parcialmente ou totalmente cobertas por resíduos pretos, chegou ao litoral de Palm Beach no período do fim de maio até setembro de 2020. A chegada dos referidos resíduos se destacou, contudo, por surgir <strong>de forma diária, por vários meses</strong>, e em uma quantidade fora do comum. Além disso, as garrafas, quando possuíam rótulos legíveis, traziam inscrições em português, espanhol e inglês.</p> <p>Fardos de borracha também apareceram na costa de Palm Beach em 2020, semelhantes aos encontrados na costa do Nordeste brasileiro no ano anterior. A coincidência dos eventos motivou pesquisadores do Labomar-UFC, em parceria com instituições internacionais, a verificarem se os acontecimentos estariam conectados.</p> <p>Eles comprovaram a hipótese e publicaram, no início deste mês de janeiro, um <a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.est.5c14571">artigo na revista <em>Environmental Science &amp; Technology</em></a>&nbsp;revelando ao mundo que o lixo marinho, especialmente o plástico, pode ser responsável por uma <strong>contaminação transfronteiriça de petróleo</strong>.</p> <p><img alt="Imagem: Os professores Rivelino Cavalcante (frente), Carlos Teixeira (esquerda) e Luís Ernesto Bezerra (direita), do Labomar-UFC, estão entre os autores do estudo (Foto: Divulgação)" src="https://www.ufc.br/images/ft_260128_agenciaoleo_2.png" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Os professores Rivelino Cavalcante (frente), Carlos Teixeira (esquerda) e Luís Ernesto Bezerra (direita), do Labomar-UFC, estão entre os autores do estudo (Foto: Divulgação)" /></p> <p>Nos casos de derramamento, o óleo não chega a grandes distâncias por causa do intemperismo (evaporação, dissolução, degradação fotoquímica e biodegradação) e das medidas de resposta a esses eventos, como a aplicação de dispersantes. Contudo, envolvido em detritos como o plástico, o óleo consegue superar esses impedimentos.</p> <p>Se o óleo encontra esses resíduos, ele pode ficar mais tempo em superfície e ser transportado pelas correntes por longas distâncias, criando um chamado “efeito aditivo de contaminantes”. O achado, portanto, desperta uma nova preocupação ambiental, pois há cada vez mais detritos nos oceanos.</p> <p>O estudo é tema de <a href="https://agencia.ufc.br/oleo-derramado-no-nordeste-viajou-8-500-km-por-meio-de-lixo-plastico-e-chegou-a-florida-em-240-dias-afirma-estudo/">reportagem da Agência UFC</a>. A matéria completa traz informações sobre <strong>como o achado foi comprovado, os riscos desse tipo de contaminação e os impactos</strong> disso para a governança internacional dos oceanos.</p> <p>Fontes: <em>Rivelino Cavalcante, professor do Labomar-UFC – e-mail: rivelino@ufc.br / Carlos Teixeira, professor do Labomar-UFC – e-mail: carlos.teixeira@ufc.br</em></p></div>
www.ufc.br
January 29, 2026 at 3:37 AM
Professor do Labomar participa de expedição na Antártida para compreender os efeitos das mudanças climáticas na região
O professor Sérgio Rossi, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), está na Antártida, a bordo do Navio Polarstern, do governo alemão, um dos mais avançados quebra-gelos de pesquisa do mundo. Ele participa de uma **missão científica internacional que busca unificar protocolos científicos para compreender os efeitos de longo prazo das mudanças climáticas na Antártida.  ** A expedição Wobec PS152 partiu no dia 15 de dezembro de 2025, de Walvis Bay, na Namíbia, rumo à Antártida, e deve retornar no dia 2 de fevereiro. **O professor Rossi destaca que um dos objetivos da expedição também é criar as bases para a Área Marinha Protegida (AMP) no mar de Weddell.  ** “Esta campanha, que agora dura um mês e três semanas aproximadamente, será também a base para fornecer uma série de informações fundamentais para a criação dessa Área Marinha Protegida. Isso está em disputa, mas a coleta de dados é fundamental, assim como outros dados que foram coletados há décadas […] Até agora, a Antártida não tem sido explorada comercialmente (pesca, mineração, turismo). Todas as coisas no futuro podem mudar. Então, agora, temos que tentar proteger ao máximo o continente branco das potenciais fontes de impacto nesse continente. E essa é a parte mais complicada”, explica. Em sua quarta missão no continente gelado, **o professor Sérgio Rossi atua no estudo e na coleta de dados sobre organismos bentônicos, para compreender como funciona o ciclo do carbono.** O trabalho é realizado em colaboração com pesquisadores de vários países que participam da expedição, sob coordenação da Alemanha. “O meu papel aqui, o papel do Labomar UFC, é basicamente o de realizar a pesquisa das comunidades bentônicas, que são as comunidades que estão no fundo do mar e que aqui representam incríveis florestas de animais marinhos, compostas de esponjas, gorgônias e corais. São comunidades muito frágiles, muito bem estruturadas e biodiversas, que estão em perigo, por exemplo, pela pesca de arrasto ou por algum tipo de intenção de industrialização da zona”, explica. O professor Rossi também compartilhou reflexões de suas experiências em missões anteriores na Antártida, realizadas em 2000, 2003 e 2011, no livro “A journey in Antarctica: Exploring the future of the white continent”, publicado pela editora Springer. Fonte: _Professor Sérgio Rossi, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) - Instagram: @labomarufc_
www.ufc.br
January 9, 2026 at 10:25 PM
Soutenance|🔴 Hélène Plihon @mioceanologie.bsky.social #UnivToulon #LABOMAR @ufcinforma.bsky.social soutiendra sa thèse :
📅 Vendredi 5 décembre 2025 à 15h00
🏚️ Amphithéâtre Y.008 - Campus de la Garde
➡️ urls.fr/ftiQhU
November 25, 2025 at 2:30 PM
Labomar rileva la finlandese Pharmia e cresce nei mercati Nordeuropei
Labomar mette a segno la quinta acquisizione in sei anni e acquisisce la f...
https://www.ilsole24ore.com/art/labomar-rileva-finlandese-pharmia-e-cresce-mercati-nordeuropei-AHinXNxC
October 2, 2025 at 4:11 PM
We spoke with Alberto Nunes, professor at Labomar, about how he bridges science and industry to advance shrimp nutrition in Brazil.

English 👉 aquafeed.com/newsroom/edi...

Español 👉 es.aquafeed.com/noticias/sel...

#aquafeed #aquafeedenespañol
Alberto Nunes: Bridging science and industry to advance shrimp and fish nutrition in Brazil
Fisheries engineer and Labomar professor Alberto Nunes has built a career at the intersection of academia and industry, leading R&D projects on shrimp nutrition and aquafeeds while addressing Brazil’s...
aquafeed.com
September 29, 2025 at 5:57 AM
Laboratório da UFC Promoverá a Partir do Dia 15/09, a "4ª Space Week Nordeste (SWN 2025)", Evento Este Que Discute Ciência Espacial e Inovação no Setor

#4ª #Space #Week #Nordeste #(SWN #2025) #Earth #Observation #Labomar #Laboratory #(EOLLAB)

Origin | Interest | Match
Laboratório da UFC Promoverá a Partir do Dia 15/09, a "4ª Space Week Nordeste (SWN 2025)", Evento Este Que Discute Ciência Espacial e Inovação no Setor
Um canal de comunicação independente sobre ciências e tecnologias espaciais do Brasil e do mundo.
brazilianspace.blogspot.com
September 14, 2025 at 1:42 PM
Feed: "Aquafeed.com news for aquafeed professionals"
Published on Monday, September 8, 2025
Alberto Nunes: Bridging science and industry to advance shrimp and fish nutrition in Brazil
Fisheries engineer and Labomar professor Alberto Nunes has built a career at the intersection of academia and industry, leading R&D projects on shrimp nutrition and aquafeeds while addressing Brazil’s aquaculture challenges and opportunities for sustainable growth.
www.aquafeed.com
September 9, 2025 at 4:38 PM
8th Fortaleza-Austral Spring School - September 2025
Where: Fortaleza, Brazil (+online)
About: Marine Animal Forests
www.even3.com.br/8-th-fortale...
@philebo73.bsky.social @tmlotufo.bsky.social @msoares.bsky.social
8 TH Fortaleza Austral Spring School 2025 - Labomar UFC
virão pessoas de fora de Fortaleza, vindas da Itália, Espanha, França, Chile e outras universidades do Brasil. Será um evento muito interessante, promovido...
www.even3.com.br
July 30, 2025 at 9:50 AM
UFC sedia lançamento do Planejamento Espacial Marinho do Nordeste, sob coordenação de professores do Labomar
A Universidade Federal do Ceará (UFC) recebe, na quinta-feira (31), o lançamento das atividades do **Planejamento Espacial Marinho (PEM)** da região Nordeste (PEM-NE), cujo objetivo é desenvolver medidas e políticas para gestão e uso sustentável dos ecossistemas marinhos da região. A solenidade acontecerá no auditório da Reitoria da UFC (avenida da Universidade, 2853, Benfica), com a participação de representantes das entidades parceiras no PEM-NE, incluindo comunidades e setores envolvidos com o oceano. O credenciamento terá início às**8h30** , e as atividades, às **9h** , com as falas institucionais. A programação segue durante a tarde, a partir das 14h, com a atividade colaborativa “**Mapa Vivo do Mar** ”, que visa identificar usos, interesses e contribuições relacionadas aos recursos marinhos e costeiros, no sentido de promover uma visão ampliada sobre o tema. Coordenado pela Marinha do Brasil, por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o PEM é um instrumento de **gestão do espaço marinho** reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que visa organizar as diferentes atividades humanas em áreas marinhas – como a pesca, a conservação ambiental, o turismo e o transporte –, buscando conciliar interesses ecológicos, econômicos e sociais. O Brasil assumiu o compromisso voluntário de desenvolver seu planejamento marinho **até 2030** , com previsão de revisão a cada dez anos. No Nordeste, o PEM inclui todos os estados da região – exceto o Maranhão, cuja definição marítima pertence à região Norte. As atividades são financiadas com recursos do projeto do governo federal intitulado Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas (GEF Mar), sob a gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), e coordenadas pela Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), em parceria com 13 universidades da região. No Ceará, a coordenação local está sob responsabilidade dos professores Luis Ernesto Arruda Bezerra e Lidriana de Souza Pinheiro, ambos do Instituto de Ciências do Mar (**Labomar) da UFC**. A coordenação científica geral do PEM-NE é do professor Marcelo de Oliveira Soares, também do Labomar. Participam, ainda, docentes da Faculdade de Direito e do Departamento de Geologia da UFC, e do Departamento de Geociências da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Dentro da agenda do PEM-NE, outras universidades do Nordeste receberam o lançamento das atividades, que se estenderão até 2028. O objetivo é estabelecer, de forma participativa, um **modelo de ordenamento de uso do sistema oceânico** , pautado pelo desenvolvimento sustentável e equilíbrio socioambiental. Participam desses primeiros encontros representantes de órgãos públicos, universidades, setor produtivo, sociedade civil organizada e comunidades costeiras, compondo um grupo plural e estratégico para o início das ações. A implementação do PEM no Nordeste é um passo essencial para garantir um planejamento eficiente das atividades no ambiente marinho da região, contribuindo para a preservação dos recursos naturais, enfrentamento da mudança do clima e fortalecimento da economia regional. Mais informações sobre o PEM podem ser acessadas no site oficial da Marinha do Brasil e pelos e-mails pemceara@gmail.com e pemnordeste@gmail.com. Fonte: _Instituto de Ciências do Mar (Labomar) – fone: (85) 3366.7000_
www.ufc.br
July 28, 2025 at 6:41 PM
UFC lidera rede internacional de pesquisa sobre comunidades e recifes de corais em ambientes extremos
A Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), conquistou a aprovação, em edital promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de um **projeto de rede de pesquisa entre Brasil e Austrália**. A iniciativa integra o **programa Conhecimento Brasil** , financiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que tem como objetivo conectar instituições nacionais e estrangeiras, promovendo a criação de parcerias científicas entre pesquisadores brasileiros e aqueles que estão vinculados a instituições internacionais. Intitulado **Rede de pesquisa marinha em comunidades e recifes marginais e extremos do Brasil e Austrália (Rede REMAR-BRAS)** , o projeto tem como foco o **estudo de comunidades e recifes de corais em ambientes extremos** , caracterizados por variações elevadas de temperatura, salinidade, nutrientes, turbidez e profundidade. Esses recifes serão analisados como **possíveis refúgios naturais diante das mudanças climáticas** e como modelos para as futuras condições oceânicas. A pesquisa está estruturada em três eixos principais: **biodiversidade** e funcionamento dos ecossistemas; **impactos ambientais, como ondas de calor e espécies invasoras** , exemplificadas pelo peixe-leão; e suporte a **ações de conservação** , incluindo planejamento espacial marinho e áreas protegidas. “Estou muito entusiasmado com essa iniciativa, que ampliará a colaboração entre pesquisadores e contribuirá significativamente para a conservação dos oceanos ”, afirma o professor Marcelo Soares, coordenador da rede e bolsista de produtividade em pesquisa 1A do CNPq. A REMAR-BRAS receberá um **aporte de R$ 200 mil** , dedicados à realização de atividades como **cursos de capacitação e missões científicas** , oferecidas a pesquisadores brasileiros no Brasil e para os que atuam em universidades na Austrália. Além das atividades de campo e laboratório, o projeto ofertará ao menos **quatro** **disciplinas de pós-graduação e dois workshops** , contemplando a formação de mais de dez estudantes de graduação e pós-graduação vinculados à rede, além da capacitação de alunos de outras instituições brasileiras. Sob a coordenação dos professores Marcelo Soares e Jessica Bleuel, ambos do Labomar/UFC, a rede contará com a participação de pesquisadores de diversas universidades federais. A iniciativa também envolve cientistas brasileiros que atuam na Austrália, reunindo **21 pesquisadores em diferentes fases da carreira acadêmica**. O projeto REMAR-BRAS representa um esforço colaborativo entre pesquisadores brasileiros e australianos para aprofundar o conhecimento sobre recifes de corais em condições ambientais desafiadoras. A rede também prevê a elaboração de recomendações políticas para orientar decisões relacionadas à conservação dos recifes de corais. “A conservação deste ecossistema é fundamental para os oceanos, principalmente para os países que ficam em regiões tropicais, como é o caso do Brasil e da Austrália“, declara o professor Marcelo Soares. Fonte: _Marcelo Soares, professor do Labomar/UFC e coordenador da rede – fone: (85) 3366.7005_
www.ufc.br
June 11, 2025 at 8:26 PM
PRAE instala ponto de atendimento aos estudantes no Labomar e planeja descentralização dos serviços nos campi da UFC
A Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae), iniciou um processo de **descentralização do atendimento** nas unidades acadêmicas. Com o objetivo de aproximar os serviços da Prae, o projeto, chamado EsPRAEamento, prevê a criação de pontos de atendimento em cada campus da universidade, com a presença de equipe multidisciplinar para **fortalecer a assistência às questões estudantis**. O primeiro ponto de atendimento descentralizado da Prae foi instalado, neste semestre, no **Instituto de Ciências do Mar** (Labomar). “A gente começou pelo Labomar, porque acaba sendo um piloto para testar algumas formas de atender e de atuar na unidade acadêmica. Isso vai se estender, no próximo semestre, para o Campus do Pici e, no semestre seguinte, para o Campus do Porangabussu”, afirma o pró-reitor da Prae, Bruno Rocha. Bruno explica que a Prae deve reorganizar o trabalho das equipes, criando**turnos de atendimento multidisciplinar** , com profissionais do serviço social, da pedagogia e da psicologia em todos os campi da UFC. “De acordo com a quantidade de estudantes de cada campus, a gente vai dimensionando a quantidade de turnos e de profissionais que vão se deslocar para esses pontos de atendimento”, ressalta. De acordo com a Prae, o ponto de atendimento do Labomar foi instalado na unidade didática. No Pici, o local escolhido foi o centro de convivência. No Porangabussu, está sendo definido o local adequado. Os três pontos de atendimento descentralizados deverão somar-se ao **Centro de Atenção Multiprofissional ao Estudante** (CEMUFC), serviço destinado aos estudantes de graduação presencial, localizado no Campus do Benfica. Fonte: _Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae) - tel: +55 (85) 3366 7440 | E-mail: prae.secretaria@ufc.br_
www.ufc.br
May 26, 2025 at 11:46 PM
Echange Sud-Sud : Masuku – Fortaleza|🔴
- Echanges scientifiques dans le cadre du #JEAI_PRO2GMA
- Promouvoir les échanges et projets Afrique-Brésil sur la thématique des zones côtières humides et anthropisées
➡️ urls.fr/jUdPLc
@ird-fr.bsky.social @mioceanologie.bsky.social #LABOMAR #LARME #USTM
Echange Sud-Sud : Masuku - Fortaleza - Institut Méditerranéen d'Océanologie
urls.fr
May 21, 2025 at 8:49 PM
UFC recebe licenças para iniciar construção da Estação Científica em Jericoacoara; licitação está sendo preparada
A Universidade Federal do Ceará (UFC) obteve da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara o alvará de construção e a licença prévia de instalação da futura **Estação Científica de Jericoacoara** , unidade associada ao Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) que será instalada no Parque Nacional de Jericoacoara, a fim de promover ações de pesquisa, educação ambiental e turismo ecológico. O projeto será implantado em uma área de 5.648 m², no centro da Vila de Jericoacoara, onde funcionava o antigo mercado público, desativado desde 2002. O terreno está situado a **cerca de 300 metros do mar** , e foi doado à UFC pela Prefeitura de Jijoca por meio da lei municipal nº 876/2024. Ao longo de 2024, visando ao licenciamento, foram elaborados os projetos arquitetônico, paisagístico e executivo da Estação Científica, além do estudo de viabilidade ambiental (EVA). O processo foi conduzido por uma equipe multidisciplinar integrada pelo LABOMAR, a Superintendência de Infraestrutura (UFC Infra) e a Reitoria da UFC, em parceria com instituições contratadas. Os projetos foram financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Cearense para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), por meio da proposta **“Jeri na Década do Oceano”** , coordenado pelo professor Marcelo Soares, do LABOMAR. Com a conclusão dos projetos e estudos, teve início o trâmite para obtenção do licenciamento. As construções antigas e sem condições de reaproveitamento no terreno doado à UFC foram demolidas em abril de 2025. O terreno já foi sinalizado com as placas da Universidade, do alvará e do licenciamento, estando pronto para receber a construção. O próximo passo é a **realização da licitação** pela UFC Infra, para definir a empresa responsável pela obra da Estação Científica. **CIÊNCIA E TURISMO –** Com 1,6 milhão de visitantes em 2024, o Parque Nacional de Jericoacoara é o terceiro mais frequentado do Brasil e o primeiro do Norte, Nordeste e Centro Oeste. Além do parque, Jericoacoara também possui a Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa da Jijoca, que abrange as famosas Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul. Apesar da sua relevância socioambiental e econômica, ainda há carência de estruturas voltadas para educação ambiental, pesquisa e turismo sustentável. A Estação Científica da UFC pretende preencher essa lacuna, promovendo ensino, pesquisa e extensão com **foco na sustentabilidade**. Ela deverá funcionar como centro de produção de conhecimento e divulgação científica para a comunidade local, pesquisadores e visitantes. “Será um espaço privilegiado para aulas práticas, estágios, escolas internacionais, cursos de capacitação, eventos científicos e pesquisas que beneficiem o poder público e o setor privado. O foco é a interiorização e a internacionalização”, afirma o professor visitante sênior Tommaso Giarrizzo, do LABOMAR, um dos docentes empenhados na instalação da unidade em Jeri. **SOBRE O PROJETO –** A Estação Científica contempla ambientes de ensino, pesquisa e Extensão, que serão imersos no **primeiro Jardim Botânico de Jeri**. O equipamento prevê um modelo de sustentabilidade financeira, viabilizado por parcerias público-privadas. O projeto também se destaca pelo uso de construções sustentáveis, pela baixa geração de resíduos e pela redução da pegada de carbono. Um exemplo é o uso de madeira engenheirada, como a madeira laminada colada (MLC), que chega pronta para uso direto da fábrica, proveniente de florestas certificadas e áreas de reflorestamento. “Construções com MLC são leves, **reduzem resíduos e impactos ambientais** em comparação às construções convencionais, que fazem uso intensivo de areia, cimento e tijolos, o que gera grande quantidade de gases de efeito estufa e que podem acelerar o aquecimento global ”, explicam os arquitetos Rendell Torres e Karina Teixeira. O projeto do Jardim Botânico de Jeri, elaborado pelo paisagista Bruno Ary (ex-aluno da UFC e um dos principais expoentes do paisagismo ecológico no Ceará) terá ampla área verde com espécies nativas, incluindo um espelho d’água para atividades educativas e científicas. “Elaboramos um projeto com jardins de chuva, bosques adensados, jardim sensorial, jardim de cactos, coleções de frutíferas e cinema ao ar livre. O projeto visa dar à Vila de Jeri uma**área verde única para usufruto da população local e turistas** , bem como uma área de produção de mudas para recuperação de áreas degradadas”, explica Bruno Ary. A área construída da Estação será de 1.761 m² (cerca de 30% do terreno cedido à UFC), reforçando o compromisso com o uso sustentável do espaço. “O projeto foi desenhado para se integrar de modo harmonioso ao plano diretor da Vila de Jericoacoara. É um equipamento científico, educacional, turístico e ambiental”, ressalta o Prof. Marcelo Soares, do LABOMAR, coordenador da instalação da unidade. A Estação contará com **cinco equipamentos integrados ao Jardim Botânico** : * Museu de Jeri, com exposições físicas e virtuais sobre o meio ambiente e a história local; * Laboratórios de pesquisa e gabinetes; * Alojamento para 22 servidores, docentes e pesquisadores e 40 estudantes de graduação e pós-graduação; * Centro de Formação e Escola de Turismo, com quatro salas de aula voltadas à qualificação profissional de moradores e visitantes, incluindo a futura graduação em Turismo Ecológico da UFC; * Centro de eventos e auditório multifuncional, com capacidade para 300 pessoas. Por meio de exposições, visitas guiadas, projetos de pesquisa, cursos e atividades educativas, a UFC visa transformar Jericoacoara em um polo de inovação científica e de ecoturismo. “O impacto será significativo, tanto social quanto ambiental, especialmente em um município onde ainda não há universidades, apesar de seu reconhecimento internacional”, destaca o professor Marcelo Soares. Fonte: _Prof. Marcelo de Oliveira Soares, do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) – Telefone: (85) 3366-7005_
www.ufc.br
April 28, 2025 at 4:27 PM
UFC e Ministério da Educação assinam ordens de serviço para obra do Campus Iracema e do novo Hospital Universitário
O reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Custódio Almeida, e o ministro da Educação, Camilo Santana, assinaram, na manhã desta quarta-feira (16), as ordens de serviço referentes às **obras do Campus Iracema e do novo Hospital Universitário.** A solenidade foi realizada na comunidade do Poço da Draga, em frente ao prédio do antigo Acquario, que abrigará a **sede do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) e do Centro Tecnológico de Ciências Naturais (CTCN)** , compondo o novo campus da UFC. A cerimônia contou com a presença de docentes, técnicos administrativos, gestores e estudantes da UFC, além de políticos e comunidade local. Na ocasião, também foi descerrada a placa de inauguração simbólica do Bloco de Letras-Libras e Acessibilidade Ernando Pinheiro, localizado no Campus do Benfica. O prédio, que agora abriga atividades letivas e administrativas, possui quatro pavimentos, construídos em três etapas e teve custo de R$ 5,9 milhões em valores nominais. Abrindo a solenidade, a mestranda em Ciências Marinhas pela UFC, Ana Cristina Cavalcante, graduada em Oceanografia, deu as boas-vindas aos presentes e ressaltou a importância do novo equipamento da Praia de Iracema para **desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão** , especialmente na área de Ciências do Mar. “Esse equipamento vai poder ampliar as pesquisas e os projetos que visam a preservação e o uso sustentável dos oceanos, além de estreitar uma relação com a sociedade”, disse. O reitor Custódio Almeida destacou a importância da construção dos dois equipamentos que serão estruturantes para duas regiões significativas da cidade – **Praia de Iracema e Porangabuçu** –, provocando mudanças nesses espaços onde serão instalados. Conforme o reitor, a chegada da UFC na Praia de Iracema pretende trazer **benefícios para as comunidades locais**. “A UFC quer ajudar a Prefeitura de Fortaleza a cuidar do Poço da Draga e da Vila Almirante”, disse. Nesse sentido, a ideia é que o LABOMAR promova projetos que ajudem a fortalecer o potencial da área. Um deles está relacionado ao turismo. Custódio anunciou a implantação de um museu aquático para mergulhadores, na área de mar localizada em frente ao prédio. Em relação ao novo hospital, a intenção é que o equipamento seja estruturante para a formação do Distrito de Inovação em Saúde do Porangabuçu. “O grande sonho que eu tenho é que o Governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza cheguem junto com a criação do Distrito de Inovação em Saúde no Porangabuçu para termos governança de saúde, com empregos criados para isso, urbanização, recuperação da lagoa, entre outros benefícios para a área”, explicou. Durante a solenidade, Custódio Almeida frisou ainda a rapidez do processo de doação dos equipamentos feita pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e pelo Governo do Estado do Ceará, no caso do Campus Iracema, e pelo Instituto de Ciências Médicas (ICM), gerido pelo médico Carlos Roberto Martins Rodrigues (Dr. Cabeto), no caso do Hospital Universitário. Também destacou a agilidade do processo licitatório, com destaque para a licitação do novo hospital, a maior em toda a história da UFC. O novo Hospital Universitário está orçado em R$ 179,3 milhões e terá a obra tocada pela Alcance Engenharia e Construção Ltda., com prazo previsto de 810 dias (90 dias para elaboração do projeto executivo e 720 para executar os serviços). A do Campus Iracema custará R$ 113,9 milhões. A empresa vencedora da licitação foi o Consórcio Labomar 2025, liderado pela construtora Porto Ltda., e tem a previsão total de 900 dias de execução, sendo 180 para elaborar o projeto executivo e 720 dias para executar os serviços. Os valores das duas obras estão garantidos pelo Governo Federal, por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). **BENEFÍCIOS –** O ministro da Educação Camilo Santana destacou a importância de aproveitar dois prédios inacabados para trazer benefícios à população de Fortaleza e do Ceará. “Vai ser um hospital 100% do Sistema Único de Saúde (SUS). Será um hospital para formação dos nossos profissionais de saúde, mas também para atendimento à população”, disse. Sobre o Campus Iracema, Santana lembrou que o local que já gerou tanta polêmica será transformado em um espaço de educação, de formação e de pesquisa, focado na área marinha. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, reforçou a importância da parceria entre Prefeitura, Estado e Governo Federal para trazer benefícios à cidade. Também explicou que o novo hospital já estará integrado às redes municipal e estadual de assistência, e que o Governo Estadual tem buscado aprimorar uma regulação unificada dos leitos, para que quem estiver precisando possa ser encaminhado, com mais agilidade, para atendimento onde houver vaga. Em discurso durante a solenidade, o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Arthur Chioro, que está à frente da administração de hospitais universitários, explicou que o novo hospital será focado em alta complexidade, tendo condições de fazer cirurgias mais complexas, tratar pacientes mais graves e avançar nas áreas de transplante. “O hospital vai cumprir todo um papel de **desenvolvimento científico na formação dos profissionais de saúde** , no desenvolvimento de pesquisa, de inovação e como a principal referência de atenção em alta complexidade para o estado do Ceará”, afirmou. **COMUNIDADES** – O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, também frisou a importância dos dois equipamentos para a **revitalização de áreas significativas da cidade** , citando as intervenções que já estão em andamento no Poço da Draga. “Estamos iniciando o processo de tratativas, dialogando, para que a gente possa urbanizar toda essa área, trazendo mais dignidade para a população relativa à questão da moradia”, disse. Moradora da área e vice-presidente do Conselho Gestor da Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) do Poço da Draga, Noélia Santos, destacou o significado da chegada de um equipamento da Universidade na comunidade. “A perspectiva de ter um equipamento desses para os jovens é muito bom. Trazer eles para mais próximo da Universidade pode incentivar na busca por um futuro melhor através do estudo”, explicou. A moradora também espera que a instalação do Campus traga benefícios para toda a região. “A gente espera, com isso, que a UFC traga também melhorias para a comunidade. É uma comunidade que está fazendo 119 anos e é sempre esquecida pelo poder público, invisibilizada. Que haja um diálogo e uma melhoria, porque a gente tem muito medo do risco de remoção e da especulação imobiliária que acontece aqui”, ponderou. **NOVO BLOCO** – Na oportunidade, foi feita também a inauguração simbólica com o descerramento da placa do**Bloco de Letras-Libras e Acessibilidade Ernando Pinheiro Chaves** , localizado no Centro de Humanidades área 1, no Campus do Benfica. O referido bloco abrigará as instalações físicas do Curso de Letras-Libras, do Departamento de Letras-Libras e Estudos dos Surdos (DELLES) e da Secretaria de Acessibilidade da UFC. No último dia 4 de abril, foi realizada uma solenidade de homenagem a pessoas que contribuíram com **políticas de acessibilidade e inclusão** da Universidade, dentre elas o pesquisador, intérprete, tradutor de Libras-Português e docente Ernando Pinheiro Chaves, falecido em 2015 e que foi representado por sua irmã, Eliete Pinheiro. O ministro da Educação, Camilo Santana, avaliou positivamente o fato de poder inaugurar mais um prédio da UFC com finalidades didáticas e administrativas, e que traz diversos benefícios para toda a comunidade acadêmica. “Estamos entregando um investimento de quase 6 milhões de reais da Universidade no Curso de Letras-Libras, aproveitando essa oportunidade de hoje. São entregas importantes do Governo Federal para o povo cearense”, declarou o ministro. O reitor Custódio Almeida relembrou a época de 15 anos atrás, quando foi pró-reitor de Graduação e participou da criação tanto da Secretaria de Acessibilidade como do DELLES. Ele classificou o processo como “um grande passo” para a UFC, além de um avanço e um compromisso do ponto de vista da gestão universitária. “É algo emblemático para essa jornada de acessibilidade da Universidade Federal do Ceará, afinal de contas, acessibilidade não é tema só de estudantes de graduação [mas de toda a Universidade]”, afirmou. A titular da Secretaria de Acessibilidade, Profª Marilene Munguba, destacou a importância da atuação da secretaria na história institucional recente. “Acessibilidade é um direito humano. Não estamos presenteando ou sendo benevolentes com as pessoas. É uma questão de cidadania, e a nossa intenção é que a UFC se torne uma referência nesse tema entre as universidades públicas”, pontuou. Para a chefe do Departamento de Letras-Libras e Estudos Surdos da UFC, Profª Kátia Lucy Pinheiro, podemos celebrar conquistas em termos de inclusão e acessibilidade a partir do ingresso de estudantes e de servidores técnico-administrativos e docentes surdos na Universidade. “Naquele tempo, não tínhamos um lugar definido dentro da academia. Todo mundo se perguntava: que língua é essa? Quem são essas pessoas surdas? A partir dessa abertura de portas, pesquisas foram feitas, e, hoje, 23 anos após a Lei da Libras, temos condições de receber a comunidade surda”, ressaltou. Fonte: _Gabinete da Reitoria – e-mail:greitor@ufc.br_
www.ufc.br
April 25, 2025 at 6:14 AM