Entenda como sangramento após mergulho levou mulher a descobrir câncer raro no nariz
O que parecia ser apenas um sangramento provocado por um mergulho durante as férias acabou marcando o início de uma longa batalha contra um câncer raro. A britânica Mel Frisby, de 35 anos, descobriu um carcinoma espinocelular sinonasal após notar que seu nariz começou a deformar semanas depois de uma viagem à Turquia, em 2022. Em vez de um cruzeiro, um bebê: casal dos EUA descobre gravidez ao entrar em trabalho de parto horas antes da viagem; caso viralizou Entenda: Menina de 18 meses tem as duas pernas amputadas por ter nascido sem um órgão Durante um passeio de barco, Mel decidiu vencer o medo do mar e saltou na água após ser incentivada por amigos. Ao voltar à superfície, sofreu um forte sangramento nasal. Como não sentia dor, acreditou que o impacto havia provocado apenas um ferimento e seguiu normalmente com a viagem. Dias depois, já de volta ao Reino Unido, percebeu uma pequena marca na ponta do nariz. Com o passar dos meses, porém, a região começou a inchar e mudar de formato. O alerta definitivo veio quando o marido insistiu para que ela procurasse atendimento médico ao notar a deformação. Inicialmente, os médicos descartaram uma fratura, mas exames revelaram uma infecção grave que comprometia o osso nasal. Mel foi diagnosticada com osteomielite, uma infecção óssea, e submetida a uma cirurgia de emergência para drenar a região e iniciar tratamento com antibióticos intravenosos. Apesar da intervenção, o quadro continuou piorando. O inchaço aumentou rapidamente e uma nova investigação levou à realização de biópsia e ressonância magnética. Três semanas depois, veio o diagnóstico definitivo: um carcinoma espinocelular sinonasal em estágio avançado, um tipo raro de câncer que acomete a cavidade nasal. Em retrospectiva, Mel percebeu que havia ignorado alguns sinais da doença. Ela acordava frequentemente com dores no nariz e apresentava cansaço intenso, sintomas que atribuiu ao estresse da rotina e às férias com os filhos. Segundo os médicos, se o tumor tivesse crescido em direção ao cérebro, poderia ter permanecido sem sintomas por muito mais tempo. O tratamento foi longo e agressivo. A britânica passou por quatro cirurgias reconstrutivas, seis procedimentos para controlar infecções e 30 sessões de radioterapia. Em uma das reconstruções, os médicos utilizaram cartilagem retirada de suas costelas para reconstruir parte do nariz após a remoção do osso comprometido pelo câncer. Além do impacto físico, Mel precisou lidar com as mudanças na aparência e com o desafio de explicar a doença aos três filhos. Antes da cirurgia, ela e o marido se despediram sabendo que aquela poderia ser a última vez que veriam seu rosto como era. Ao despertar, descobriu que os médicos haviam conseguido preservar a ponta e as narinas, permitindo uma reconstrução em vez do uso de uma prótese completa. Anos depois, ela decidiu compartilhar sua história nas redes sociais para alertar outras pessoas sobre os sintomas pouco conhecidos desse tipo de câncer. O relato viralizou, ultrapassou 16 milhões de visualizações no TikTok e colocou Mel em contato com outra sobrevivente que recebeu o mesmo diagnóstico aos 35 anos. A conversa a levou até um cirurgião especializado em reconstrução do osso nasal, reacendendo a esperança de concluir o processo de recuperação iniciado há quatro anos. Hoje, Mel afirma que seu objetivo é conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e aproveitar cada momento ao lado da família. — Passei por um inferno para sobreviver, então estou me certificando de viver minha vida. A vida pode ser difícil para todos, mas é preciso encontrar uma maneira de seguir em frente — disse.